Menin diz que resultado do grupo MRV no 3T24 deve ser comemorado, mas ações liberam baixas do Ibovespa. Por que MRVE3 cai após o balanço?
Os ativos já chegaram a recuar mais de 7% na manhã desta quinta-feira (14); entenda os motivos e saiba o que fazer com os papéis agora

O copresidente da MRV & CO, Rafael Menin, afirmou nesta quinta-feira (14) que há muita para comemorar após os resultados da companhia no terceiro trimestre de 2024 — mas parece que o mercado não concorda com ele.
As ações da MRVE3 lideram as maiores baixas do Ibovespa nesta manhã, com queda de 6,78%, cotadas a R$ 6,46. No mês, os papéis da companhia acumulam queda de 6%, enquanto no ano, recuam 41,85%.
No mesmo horário, o principal índice da bolsa brasileira subia 0,32%, aos 128.141,55 pontos, depois de renovar a máxima intradia de 128.422,54 pontos.
Embora o lucro líquido ajustado consolidado — de R$ 17,3 milhões entre julho a setembro — seja uma reversão do prejuízo de R$ 20,8 milhões do mesmo período do ano anterior, o desempenho ficou abaixo das projeções. A média do Broadcast, por exemplo, apontava para um resultado 78% maior para o período.
- Não é TEND3 e nem MDNE3: construtora supera estimativas no 3T24, bate 3 recordes e pode pagar dividendos extraordinários; saiba mais
A MRV deixou mesmo o prejuízo para trás?
O desempenho no terceiro trimestre de 2024 foi puxado pela principal divisão de negócios do grupo, a MRV, que obteve lucro líquido ajustado de R$ 76,2 milhões — 3,4 vezes maior quando comparado com o mesmo período de 2023.
A MRV tem conseguido ampliar receita com a venda de imóveis, combinada com o avanço na produção e recuperação da margem.
Leia Também
A Luggo teve lucro de R$ 900 mil, enquanto a Urba teve prejuízo de R$ 7,5 milhões. Já a Resia, empresa de locação residencial nos EUA, teve prejuízo de R$ 52,3 milhões.
Acontece que o resultado no critério ajustado exclui R$ 30 milhões em perdas contábeis (sem efeito no caixa) com o mecanismo de equity swap, referente à operação de recompra de ações da companhia mediante instrumento financeiro derivativo, além da marcação a mercado e perda em venda de terreno.
Considerando esses efeitos, a MRV&CO teve prejuízo líquido consolidado de R$ 12,7 milhões, e a MRV, lucro de R$ 46,1 milhões, já que o ajuste não influenciou o resultado das outras divisões do grupo.
A receita líquida consolidada subiu 23,6% em termos anuais, para R$ 2,439 bilhões, graças ao aumento das vendas de imóveis e da evolução da produção.
Nas operações do Brasil, que compreendem MRV, Luggo e Urba, a MRV&CO fechou o trimestre com dívida líquida de R$ 2,6 bilhões, estável na comparação anual, e alavancagem — medida pela relação entre dívida líquida e patrimônio líquido — de 46%.
Na Resia, a operação dos Estados Unidos, a dívida líquida atingiu US$ 630 milhões, alta de 17% em termos anuais e alavancagem de 197%.
QUEDA do IFIX não abala ATRATIVIDADE dos FUNDOS IMOBILIÁRIOS: Veja as MELHORES recomendações
Comprar ou vender MRV (MRVE3), eis a questão
“Em pouco tempo, a MRV vai entregar resultados econômicos e financeiros de incorporadoras tier one", afirmou o copresidente da MRV&CO, Rafael Menin, a analistas nesta manhã, referindo-se a uma performance de primeira linha.
A declaração tem endereço certo já que os grandes bancos viram os resultados da companhia com maus olhos no terceiro trimestre de 2024.
O Goldman Sachs, por exemplo, disse que os números, em grande parte, vieram significativamente piores do que o estimado pelo mercado.
Já o BTG Pactual definiu os resultados como fracos, destacando as despesas financeiras maiores do que o esperado.
Ainda assim, o banco tem recomendação de compra para os papéis da MRV, com preço-alvo de R$ 17 em 12 meses, o que representa um potencial de valorização de 145,3% em relação ao último fechamento.
O Citi, por sua vez, até reconhece a trajetória de melhora nos resultados da empresa entre julho e setembro, mas chama atenção para a geração de caixa lenta, o que pode comprometer um processo mais ágil de desalavancagem.
O banco manteve a recomendação neutra para as ações MRVE3, com preço-alvo de R$ 8 — um potencial de valorização de 15,5% em relação ao último fechamento.
TCHAU OU ATÉ LOGO?
Presidente do conselho da Tupy (TUPY3) renuncia, mas não deve dar adeus à empresa
28 de setembro de 2026 - 19:24REVANCHE EM SOLO INGLÊS
Nubank tomba quase 9% em NY após rumor de compra bilionária no Reino Unido; roxinho prepara revanche contra a Revolut?
28 de setembro de 2026 - 15:51DE OLHO NO FUTURO
WEG (WEGE3) anuncia dois investimentos milionários em grandes avenidas de crescimento da próxima década
28 de setembro de 2026 - 15:15OLHO NA TARJA
O detalhe que levou a Anvisa a proibir a Hypera Pharma (HYPE3) de divulgar a caneta emagrecedora Semavy
28 de setembro de 2026 - 7:54ENTREVISTA EXCLUSIVA
Inter adiou o ROE de 30%, mas não desistiu da meta: CEO revela qual é a prioridade agora
28 de setembro de 2026 - 6:14AGORA É SÓ SUBIR
Hapvida (HAPV3) chegou ao fundo do poço e pode ter até R$ 30,8 bilhões em benefício — mas ela ainda precisa fazer isso para se recuperar, diz UBS
27 de setembro de 2026 - 13:02ESTRATÉGIA
Carrefour vende 21 lojas de bairro a gigante do varejo, que estreia em São Paulo com nova bandeira; saiba qual
27 de setembro de 2026 - 10:02O CENÁRIO BULL
XP, Nubank, Itaú, Bradesco, Santander e BTG: dois bancos vão se dar melhor se a Selic cair, segundo o UBS BB
25 de setembro de 2026 - 14:35SAÚDE DO CRÉDITO
Inter (INBR32) ainda não viu o pior: inadimplência deve subir no 3T26; CEO revela de onde vem a pressão
25 de setembro de 2026 - 12:51PREÇO NÃO É O SUFICIENTE
Ozempic no Mercado Livre emagrece as ações da RD Saúde (RADL3) e Pague Menos (PGMN3); bancos explicam o que falta para o Meli bater de frente com as grandes redes
25 de setembro de 2026 - 11:19Conteúdo Empiricus
Apesar da adoção crescente da inteligência artificial, 41% das empresas ainda apresentam dificuldades na integração com agentes de IA
24 de setembro de 2026 - 14:00NO BOLSO
Yduqs (YDUQ3) anuncia dividendos de R$ 750 milhões após fusão com a Afya, mas presente da dona da Estácio ao acionista pode ser ainda maior, diz JP Morgan
24 de setembro de 2026 - 13:45VENDE BRKM5, RECEBE DÍVIDA
OPA da Braskem (BRKM5) com data marcada: vale a pena trocar as ações pelo que o novo controlador oferece?
24 de setembro de 2026 - 12:32MAIS DE R$ 9 BILHÕES EM RECEITA
Yduqs (YDUQ3), dona da Estácio, anuncia fusão com a Afya e cria gigante em educação médica no Brasil; veja quanto cai no seu bolso
24 de setembro de 2026 - 9:02ALÉM DA PRIVATIZAÇÃO
Privatização da Copasa (CSMG3) chama atenção do mercado, mas Bradesco BBI tem ainda mais motivos para apostar em alta de mais de 38% para a ação
23 de setembro de 2026 - 16:21O PREÇO DA “GENEROSIDADE”
Petrobras (PETR4) caminha para um dos maiores dividendos do mundo. A ação ficou cara demais para comprar agora?
23 de setembro de 2026 - 14:25NOVO FILÃO DE CRESCIMENTO
Maior alta do Ibovespa hoje: Magazine Luiza (MGLU3) sobe na bolsa após decisão de agência do governo; entenda o que mexe com a varejista
23 de setembro de 2026 - 13:58GOVERNANÇA CORPORATIVA
O conselheiro é independente mesmo? Indicação pelo controlador é comum; saiba quando ela vira um problema para a empresa
23 de setembro de 2026 - 12:33SOB PRESSÃO
Braskem (BRKM5) vira campo de batalha: MP questiona processo e credores exigem que Petrobras (PETR4) e IG4 paguem parte da conta
23 de setembro de 2026 - 11:35PROVENTOS