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Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

APERTO DE MÃOS

AliExpress começará a vender no Magazine Luiza (MGLU3) — mas varejista não vai escapar do ‘imposto das blusinhas’; ação dispara no Ibovespa

Como explicou Fred Trajano, os pedidos realizados serão enviados por meio do programa Remessa Conforme, do governo federal

Renan Sousa
Renan Sousa
24 de junho de 2024
10:47 - atualizado às 11:07
Lu do Magalu - Magazine Luiza
Lu do Magalu - Imagem: Magazine Luiza/Divulgação / Montagem: Isabelle Santos

O anúncio de parceria entre a varejista chinesa AliExpress e o Magazine Luiza (MGLU3) foi feito na manhã desta segunda-feira (24). Junto com o comunicado enviado à CVM, os presidentes das respectivas companhias falaram diretamente da China com jornalistas.

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Estavam presentes Kai Li, CEO da América Latina da AliExpress, Frederico Trajano, CEO do Magalu e Briza Bueno, diretora para América Latina do AliExpress.

Assim, o AliExpress passará a vender seus produtos dentro do marketplace do Magalu (chamado de 3P), oferecendo milhares de itens da sua linha Choice — o serviço de compras premium, que inclui, entre outras coisas, maior velocidade de entrega.

Os investidores aparentemente gostaram do anúncio. Por volta das 10h40, as ações MGLU3 saltavam quase 10%, negociadas a R$ 11,94.

AliExpress não vai escapar do “imposto da blusinha”

Como explicou Fred Trajano, os pedidos realizados serão enviados por meio do programa Remessa Conforme, do governo federal.

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Isso significa que a AliExpress não ficará “blindada” do famigerado “imposto das blusinhas”, aprovado pelo Congresso no começo de junho. O texto ainda precisa passar pela sanção presidencial. 

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“Essas compras terão as mesmas taxas estaduais e federais, até 50 dólares e eventualmente até taxas maiores, exatamente como está na legislação”, explica o CEO do Magalu.

Questionado sobre as críticas recentes às varejistas chinesas, Fred Trajano responde: “Em nenhum momento o Magalu criticou os marketplaces asiáticos.

O IDV [Instituto para o Desenvolvimento do Varejo] não é contra o cross border, a gente criticou a falta de isonomia tarifária. Com a taxa agora, se não acabou, reduziu significativamente essa diferença.”

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MagaLu também vende na AliExpress

O acordo também prevê a distribuição de produtos de estoque próprio do Magazine Luiza na plataforma brasileira do AliExpress. Inicialmente, serão vendidos itens de bens duráveis, aproveitando a capilaridade logística da varejista local.

Segundo os executivos do Magazine Luiza, foi encontrada uma “fórmula” que beneficiou as duas partes. Trajano definiu o acordo como um “ganha-ganha”.

“É um acordo clássico e simples no sentido conceitual. Todos os produtos vendidos pela AliExpress no Magalu a gente vai cobrar uma taxa e, sempre que nós vendermos no canal do AliExpress, a gente vai pagar”, explica. “Nós conseguimos resolver a equação financeira. No fim, ficou bom para as duas partes”.

Juntas, as varejistas têm mais de 700 milhões de visitas mensais em suas plataformas. Assim, a união de ambas foca em produtos variados com curadoria e serviços para as mais diversas faixas de renda.

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Um acordo desse tipo é inédito para ambas as empresas.

É a primeira vez que o Alibaba, por meio do AliExpress – uma das maiores empresas de e-commerce do mundo – faz um acordo estratégico com uma empresa fora da China.

Para o Magalu, é a primeira vez que seus produtos serão listados e vendidos por meio de outra plataforma de marketplace.

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