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Inicialmente, a Marisa cogitava também fazer uma oferta de ações, mas o caminho adotado acabou sendo um aumento de capital privado
A reestruturação da Lojas Marisa (AMAR3) ganhou uma nova etapa nesta quinta-feira (9): o conselho da varejista convocou uma assembleia para aumentar o limite do capital da companhia. O objetivo é permitir uma injeção de capital de pelo menos R$ 600 milhões.*
Inicialmente, a varejista cogitava também fazer uma oferta de ações, mas o caminho adotado acabou sendo um aumento de capital privado.
O encontro de acionistas só deve acontecer em 3 de junho, após a publicação dos resultados do quarto trimestre de 2023, que deve acontecer em 30 de maio — vale lembrar que a varejista adiou a publicação dos dados do período em meio à reestruturação dos negócios.
Mas os dados mais recentes do terceiro trimestre de 2023 já não eram bons sinais. A Marisa registrou prejuízo líquido de R$ 196,4 milhões no período, resultado 92,45% pior que o registrado em igual intervalo do ano passado.
Assim, a companhia afirma que irá utilizar o montante para fortalecer o capital de giro da empresa e estruturar os recursos disponíveis. Ainda falta decidir o preço por ação e outros pormenores, que devem ser debatidos durante e após a assembleia.
Atualmente, as ações AMAR3 são negociadas na casa de R$ 1,47, de acordo com o fechamento da última quinta-feira (9). No acumulado de 2024, os papéis sofrem uma desvalorização da ordem de 56,03%.
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A Marisa também anunciou que pretende emitir R$ 150 milhões em notas comerciais — isto é, títulos da dívida de curto prazo. Os recursos, segundo o comunicado, também serão usados para o capital de giro e outras obrigações da empresa.
Porém, as notas serão disponibilizadas apenas para os investidores privados, no valor de R$ 1 mil por papel.
Vale lembrar ainda que a prévia operacional da Marisa, divulgada em 18 de março deste ano, mostrou uma redução de 32% da dívida bruta da varejista após a amortização de débitos — após o recebimento do empréstimo contratado junto ao BTG Pactual.
Outro destaque é o alongamento do passivo, com redução de 78% da dívida bancária de curto prazo em relação ao último trimestre do ano anterior. Já as dívidas de longo prazo mais do que dobraram, com um aumento de 138,3% contra o quarto trimestre de 2022.
A publicação dos dados financeiros preliminares e não auditados referentes ao último trimestre do ano passado — mostrou mais uma vez a necessidade de uma mudança de caminho na busca pelo fim da atual crise da varejista.
A companhia não revelou o lucro líquido do período. Porém, o lucro bruto do segmento de varejo no quarto trimestre despencou 39,8% na comparação com igual intervalo de 2022.
Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de varejo pró-forma veio negativo em R$ 35 milhões entre outubro e dezembro de 2023.
O que chamou a atenção foi o discurso dos executivos. Segundo a Marisa, o alto escalão da varejista de moda entendeu que “um ajuste de rota seria necessário”, levando a um redirecionamento de esforços para o reposicionamento da marca em 2024, retomando o foco na classe C.
À época, a Marisa anunciou que avaliava duas possibilidades para injetar dinheiro no caixa: uma potencial oferta de ações (follow-on) ou aumento de capital privado.
*Esta matéria foi atualizada para correção de informações
Prévia de resultados do BTG Pactual mostram que o setor deve repetir tendências já observadas no trimestre anterior
O valor corresponde a R$ 0,33 por ação, reforçando a estratégia da companhia de manter uma política robusta de remuneração aos acionistas
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