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Assim, o Itaú (ITUB4) reportou um lucro líquido recorrente de R$ 10,675 bilhões no terceiro trimestre de 2024; veja outras linhas do balanço

A briga pelo posto de maior banco brasileiro em valor de mercado continua acirrada entre Itaú Unibanco (ITUB4) e Nubank (ROXO34).
Enquanto o roxinho só publica seus resultados na semana que vem, o maior banco brasileiro mostrou mais um balanço sólido neste trimestre.
Assim, o Itaú reportou um lucro líquido recorrente de R$ 10,675 bilhões no terceiro trimestre de 2024. Isso representa um aumento de 18,1% em relação ao mesmo período do ano passado e um crescimento de 6,0% em comparação aos três meses imediatamente anteriores.
O resultado veio acima da média das projeções coletadas pelo Seu Dinheiro, que apontavam para um lucro líquido de R$ 10,424 bilhões no período.
Além do lucro maior, o Itaú apresentou uma rentabilidade sobre o patrimônio (ROE, na sigla em inglês) de 22,7% no terceiro trimestre, o que representa uma melhora de 1,6 ponto percentual (p.p.) em relação aos últimos 12 meses e de 0,3 p.p. em relação aos três meses anteriores.
O indicador também ficou acima das projeções coletadas pelo Seu Dinheiro, que apontava para um ROE de 21,4% no trimestre. O ROE do Itaú também ficou mais um trimestre bem à frente dos concorrentes Bradesco (12,4%) e Santander Brasil ( 17,0%).
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De acordo com o banco, os fatores que mais influenciaram os resultados são:
Dessa forma, o Itaú se torna o terceiro grande banco a publicar seu balanço do terceiro trimestre deste ano. Veja quem divulga seus resultados nos próximos dias.
Começando pelas receitas, a margem financeira do maior banco privado brasileiro cresceu 3,1% em relação aos três meses anteriores e 8,5% em relação ao mesmo período de 2023.
A linha do balanço que contabiliza os ganhos do banco com a concessão de financiamentos menos os custos de captação chegou a R$ 28,512 bilhões.
Da mesma forma, a carteira de crédito ampliada do Itaú registrou um saldo de operações de R$ 1,278 trilhão no terceiro trimestre deste ano. O valor representa um avanço de 9,9% em relação ao mesmo período de 2023 e de 1,9% em comparação com o segundo trimestre.
“Conseguimos, em mais um trimestre, expandir nossa carteira de crédito e controlar nossos riscos. Essa dinâmica tem nos permitido entregar resultados muito consistentes em todos os nossos indicadores financeiros, mantendo a expansão dos nossos negócios e investimentos em tecnologia, nos nossos canais digitais e em todas as iniciativas voltadas para melhorar a experiência dos nossos clientes”, escreveu Gabriel Amado de Moura, CFO do Itaú, em comunicado à imprensa.
Por último, as receitas geradas pela prestação de serviços do Itaú movimentaram R$ 13,755 bilhões no trimestre, um crescimento de 6,8% em relação aos últimos 12 meses.
Do lado das despesas, o chamado custo do crédito do Itaú — que inclui os gastos com provisões para calotes — recuou 11,0% em relação ao mesmo período de 2023, para R$ 8,2 bilhões.
Ao mesmo tempo, o índice de inadimplência acima de 90 dias do banco encerrou o terceiro trimestre em 2,6%, uma queda de 0,4 p.p. em comparação ao mesmo período de 2023.
O Itaú explica que a redução no custo do crédito ocorreu, principalmente, na divisão de negócios de varejo no Brasil, em função das reduções nas despesas de provisão para créditos de liquidação duvidosa e em outros descontos concedidos. Também houve melhora na recuperação de créditos dados como prejuízo.
Ainda segundo o comunicado do banco, a projeção (guidance) para o fim de 2024 permaneceu praticamente a mesma para diversos indicadores, como margem financeira, custo de crédito, entre outros.
No entanto, o Itaú revisou a projeção de crescimento da carteira de crédito total. A expectativa é de que a oferta de crédito cresça entre 9,5% e 12,5% neste ano — a projeção anterior apontava para algo entre 6,5% e 9,5% no ano.
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