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Analistas adotaram uma postura cautelosa em relação ao setor de aço, já que empresas desse segmento estão mais vulneráveis ao enfraquecimento da economia brasileira
Atualizando a cobertura do setor de commodities, o Itaú BBA decidiu mexer na carteira de ações com mudanças de recomendações para empresas importantes da bolsa brasileira.
Em relatório nesta terça-feira (17), a bola da vez foi a Usiminas (USIM5), que teve sua recomendação rebaixada de compra para "market perform", equivalente a “neutro”.
Em um pregão agitado em meio à alta do dólar, as ações da siderúrgica chegaram a operar em queda no Ibovespa após mudanças na recomendação pelos analistas do BBA.
No início da tarde, os papéis USIM5 (preferenciais) caíam 1,37%, enquanto USIM3 (ordinárias) operava em queda de 1,22%. Por volta das 14h30, os ativos USIM5 caíam 1,54%,a R$ 5,74. A ações USIM3 caíam 0,35%, a R$ 5,73. No ano, os papéis USIM5 amargam queda de 35,8%.
No caso da Usiminas, o BBA também reduziu o preço-alvo para R$ 7 por ação até o final de 2025, equivalente a um potencial de valorização de 20% sobre o fechamento anterior.
Os analistas adotaram uma visão cautelosa em relação ao setor de aço, já que as empresas desse setor estão mais expostas ao enfraquecimento da economia brasileira.
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Embora as ações da Usiminas pareçam estar baratas em termos de múltiplos, a falta de catalisadores no curto prazo e o impacto negativo da desvalorização do real nos custos das empresas impedem uma perspectiva mais otimista, segundo a análise do Itaú BBA.
No setor de aço, os resultados da Usiminas estão melhorando, mas ainda são fracos em termos absolutos, na visão do BBA.
“Nossa estimativa de Ebitda para 2025 é de R$ 2,3 bilhões, uma queda de 18% em relação à estimativa anterior, refletindo o impacto negativo da depreciação do real nos custos de produção do aço da Usiminas”, afirma.
“Esperamos um aumento de 43% no Ebitda ano a ano, mas com uma margem ainda fraca de 8%. No setor de mineração, a expectativa é de uma queda de 17% no Ebitda em 2025, principalmente devido à queda nos preços do minério de ferro”.
Por outro lado, a Suzano (SUZB3) continua como a principal escolha do banco no universo de commodities, mantendo a recomendação de "outperform", equivalente à compra.
De acordo com o BBA, a Suzano é a favorita devido à sua relação risco-retorno atraente.
Atualmente, a empresa está sendo negociada por 5,7 vezes o seu valor de mercado (EV) sobre o EBITDA para 2025. Isso representa um valor de US$ 1.689,00 por tonelada produzida, com um retorno médio de 12% sobre o fluxo de caixa livre (FCF) entre 2025 e 2027.
No segmento de siderurgia e mineração, a gigante Vale (VALE3) se destaca como a preferência do Itaú BBA, com recomendação de "outperform" também, ou seja, compra.
“Olhando para 2025, acreditamos que a combinação de um crescimento mais fraco do PIB na China e no Brasil provavelmente continuará a pesar sobre o setor de S&M (metais e mineração). A Vale segue sendo nossa principal escolha, pois mantemos uma visão mais conservadora sobre o setor siderúrgico brasileiro”, afirmam os analistas do banco.
Logo após a Vale, a Gerdau (GGBR4) é a segunda opção no setor de siderurgia e mineração, com recomendação "outperform". A CSN (CSNA3), por sua vez, também está classificada com recomendação equivalente a neutra.
Já a CSN Mineração (CMIN3) está classificada como "underperform", equivalente à venda.
A decisão foi motivada pelo vazamento de água e sedimentos que atingiu cursos d’água e áreas industriais da região há algumas semanas.
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