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Companhia viu lucro virar prejuízo no terceiro trimestre, já anunciou aumento de capital e papéis já acumulam mais de 26% de perdas no ano
A Hidrovias do Brasil (HBSA3) quer a autorização dos debenturistas para alienar ativos que representam até 20% da receita e o pedido agradou não só o mercado como os grandes bancos — mas será o suficiente para fazer o investidor colocar a ação da companhia especializada em logística na carteira?
"A autorização solicitada e se concedida pode trazer boas oportunidades para a Hidrovias do Brasil, abrindo espaço para a administração considerar a potencial venda de ativos não essenciais", disseram analistas do Citi em relatório.
Ainda que veja um caminho aberto para a Hidrovias do Brasil, o banco norte-americano prefere não arriscar e recomendar a compra das ações no momento.
O Citi manteve a recomendação neutra para HBSA3, com classificação de alto risco e preço-alvo de R$ 3,80 — o que representa um potencial de valorização de 33% com relação ao fechamento anterior.
Por volta de 14h05, as ações da Hidrovias do Brasil subiam 1,05%, cotadas a R$ 2,89. No ano, no entanto, os papéis acumulam baixa de 26,7%.
De acordo com o Citi, a Hidrovias do Brasil pode vender as operações no Sul do País, afetadas por restrições hidrológicas.
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Segundo o banco, uma eventual venda de ativos permitiria à empresa concentrar esforços e capital em projetos mais promissores no Corredor Norte, sua principal operação.
"A estratégia de longo prazo da Hidrovias do Brasil permanece incerta até agora, tornando difícil quantificar as oportunidades", afirmam os analistas.
Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite de terça-feira (10), a Hidrovias do Brasil informou que convocou assembleia de debenturistas para 2 de janeiro de 2025.
A ideia da companhia é obter dois waivers com prazo de dois anos:
Como contrapartida, a companhia propõe pagar prêmio de 0,2% sobre o saldo das debêntures, que somam R$ 955 milhões, resultando em R$ 1,9 milhão.
O pedido ocorre depois de um terceiro trimestre difícil para a Hidrovias do Brasil. No período, a empresa registrou prejuízo de R$ 49 milhões, revertendo lucro de R$ 71 milhões do mesmo período de 2023, e viu receita operacional líquida cair 10%, para R$ 488 milhões.
Em outubro, a companhia aprovou aumento de capital entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,5 bilhão, com emissão de até 441.176.470 novas ações a R$ 3,40. A operação foi liderada pela Ultrapar, maior acionista com 35% de participação.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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