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Queda de 22% nas ações da varejista de calçados no ano levantou preocupações dos investidores sobre a criação da nova holding
O ano de 2024 não tem sido fácil para a Arezzo&Co (ARZZ3). As ações da varejista de calçados caíram 22% no acumulado do ano. O motivo? O fraco desempenho nas vendas do primeiro trimestre e preocupações dos investidores em torno da fusão com o Grupo Soma.
Contudo, esses riscos não pesaram na recomendação do Goldman Sachs em relação à compra dos papéis da empresa. No relatório divulgado pelo banco, os analistas apostam num aumento das vendas, com uma operação mais “madura” e crescimento das marcas.
O Goldman Sachs ressaltou o primeiro trimestre “decepcionante” das principais marcas de calçados e vestuário da Arezzo. Todas as marcas do portfólio do grupo desaceleraram. A empresa atribuiu a queda à questão sazonal de começo de ano, com a temporada de férias.
Com isso, os investidores estão preocupados com o desempenho das marcas no curto prazo. Isso porque a Arezzo agora tem o desafio de criar a nova holding resultante da fusão com o Grupo Soma.
A responsabilidade é grande, já que a companhia, dona de marcas de calçados como Arezzo, Schutz e Anacapri, e o Grupo Soma, que tem a Hering e a Farm, vão criar uma gigante do setor de moda.
Serão 34 marcas, mais de 2 mil lojas e 1.500 franquias, 22 mil funcionários e um faturamento combinado de R$ 12 bilhões.
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“Há também uma preocupação de que a Arezzo esteja mudando de uma estratégia de crescimento orgânica para uma inorgânica”, afirmam os analistas. “E embora os investidores geralmente reconheçam que a administração estabeleceu um histórico positivo com a aquisição e integração da licença da Vans e da marca Reserva, eles tendem a ver um crescimento mais arriscado, merecendo, portanto, um múltiplo mais baixo.”
Apesar dos resultados do primeiro trimestre, a estratégia da empresa de concentrar suas lojas físicas em locais mais alinhados com o valor das marcas e a imagem dos produtos terá impactos positivos a partir do terceiro trimestre. A expectativa do banco é que as lojas franqueadas voltem a crescer em “níveis saudáveis” daqui para a frente e o crescimento das marcas se normalize.
“Para os canais online, esperamos algum grau de normalização na taxa de crescimento, mantendo uma contribuição positiva para o desempenho global [do grupo].”
Para os analistas do Goldman, os investidores estão adotando uma abordagem mais cautelosa em relação ao crescimento financeiro do grupo, e não à toa.
Mesmo assim, o banco manteve sua visão otimista. A instituição tem recomendação de compra para Arezzo &Co, com preço-alvo de R$ 74 para os próximos 12 meses, o que equivale a uma valorização potencial de 50,7% em relação ao último fechamento. Nesta quinta-feira (13), a ação do grupo ficou estável, cotada a R$ 49,10. Siga os mercados.
De acordo com o relatório, a expectativa é de que a receita líquida da Arezzo cresça 8% em 2024 e 12% em 2025.
Com um fluxo de caixa mais estável, a empresa pode remunerar os acionistas. Se não encontrar novas oportunidades de alocação de capital, poderia distribuir R$41,5 bilhões em dividendos até 2032, 90% do valor de mercado atual, diz o BTG
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