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A empresa em questão fará um distribuição de R$ 79,6 milhões, ou R$ 0,46 por papel, para quem estiver em sua base acionária na próxima semana
Quem é acionista da Direcional (DIRR3) recebeu uma boa notícia nesta quarta-feira (11). A construtora anunciou o pagamento de R$ 79,6 milhões em dividendos após lucrar com operações de equity swap, como são chamados os contratos derivativos referenciados em ações.
As operações fazem parte de programas de recompra promovidos pela companhia em 2021 e 2023 e renderam um resultado positivo para o caixa.
A cifra anunciada hoje equivale a R$ 0,46 por papel ordinário. Mas o valor final do pagamento ainda pode mudar em caso de variações no número de ações da Direcional.
A quantia será destinada a quem estiver na base acionária da companhia na próxima terça-feira (17). A partir do pregão seguinte, as ações serão negociadas "ex-direitos" e passarão por um ajuste referente aos proventos já alocados.
Ou seja, é possível comprar as ações até o dia 17 de setembro receber os dividendos ou adquirir os papéis depois por um valor menor, mas sem direito ao pagamento.
Por falar nisso, o depósito na conta dos acionistas deve ocorrer em até 120 dias. E o valor dos proventos poderá ser imputado integralmente aos dividendos obrigatórios do exercício social de 2024.
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Vale destacar que, mesmo antes dos dividendos, as ações da Direcional já estavam entre as favoritas dos analistas dentro setor da construção civil.
O BTG Pactual, por exemplo, reforçou a recomendação de compra para os papéis após o balanço do segundo trimestre, divulgado em agosto. O preço-alvo é de R$ 27 por papel.
A XP também recomendou compra para a Direcional após a publicação dos números. De acordo com a corretora, a melhora no giro dos ativos deve permitir a expansão da velocidade de vendas (VSO).
“Acreditamos que a manutenção desse cenário de VSO mais forte deve impulsionar uma melhor dinâmica de geração de caixa no futuro, o que poderia continuar deixando espaço para um sólido pagamento de dividendos.”
Além da corretora e do banco, o Goldman Sachs também ficou com uma “impressão forte” pós-balanço da companhia e manteve a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 33.
A tese do banco é que o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) crescente da Direcional deve levar o valuation das ações a patamares ainda mais elevados.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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