Errou nas contas: OpenAI diz que precisa de ‘mais capital do que imaginávamos’ ao apresentar plano com fins lucrativos
OpenAI fechou sua última rodada de investimentos US$ 6,6 bilhões em outubro, como parte de sua preparação para competir com o xAI de Elon Musk
Parece que a OpenAI, dona de uma das IA mais usadas do mundo, errou nas próprias contas. A criadora do ChatGPT apresentou em seu blog, nesta sexta (27/12), seus primeiros planos para se converter em uma empresa com fins lucrativos. A questão é que, para tanto, a empresa já deixou claro que precisará de mais capital do que havia previsto.
Para tanto, a OpenAI criará uma corporação de benefício público para supervisionar as operações comerciais e vai remover algumas de suas restrições sem fins lucrativos, para que assim funcione como uma startup.
"As centenas de bilhões de dólares que as principais empresas estão investindo agora no desenvolvimento de IA mostram o que realmente será necessário para a OpenAI continuar perseguindo a missão", escreveu o conselho da OpenAI em um post no blog. "Mais uma vez, precisamos levantar mais capital do que imaginávamos. Os investidores querem nos apoiar, mas, nessa escala de capital, precisam de capital convencional e menos personalização estrutural.
A pressão sobre a OpenAI está ligada à sua avaliação de US$ 157 bilhões, alcançada nos dois anos desde que a empresa lançou seu chatbot viral, ChatGPT, e deu início ao boom da inteligência artificial generativa.
A OpenAI fechou sua última rodada de investimento de US$ 6,6 bilhões em outubro, como parte de sua preparação para competir com o xAI de Elon Musk, bem como com a Microsoft. A expectativa de todas essas gigantes é de que o mercado de IA chegue a US$ 1 trilhão em receita dentro de uma década.
Vale lembrar que o desenvolvimento dos grandes modelos de linguagem de programação, essenciais para IA generativa, requer altos investimentos em processadores de alta potência, fornecidos em grande parte por Nvidia.
Leia Também
Oi (OIBR3) consegue desbloqueio de R$ 517 milhões após decisão judicial
Além disso, a concorrência por captar investimentos neste setor é tão grande quanto a ambição e cobrança dos acionistas. Ontem foi a vez de a xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, anunciar que recebeu outros US$ 6 bilhões em sua terceira rodada de capital com investidores.
OpenAI: estrutura caótica é a mesma desde sempre
A estrutura complicada da OpenAI como existe hoje é o resultado de sua criação como uma organização sem fins lucrativos, em 2015. A companhia foi fundada pelo ainda CEO, Sam Altman, Musk e outros investidores, como um laboratório de pesquisa focado em inteligência artificial geral.
Na época esse era um conceito completamente futurista, ninguém sabia exatamente onde os esforços feitos ali iriam dar.
Em 2019, o plano para a OpenAI já era mais ambicioso. A companhia pretendia deixar de ser apenas um laboratório de pesquisa para virar uma startup. Foi por este motivo que criou o chamado modelo de lucro limitado, com a organização sem fins lucrativos ainda controlando a entidade geral.
"Nossa estrutura atual não permite que o Conselho considere diretamente os interesses daqueles que financiariam a missão e não permite que a organização sem fins lucrativos faça facilmente mais do que controlar o com fins lucrativos", escreveu a OpenAI no post de sexta-feira.
A OpenAI acrescentou que a mudança "nos permitiria levantar o capital necessário com termos convencionais como nossos concorrentes".
Atualmente a companhia espera cerca de US$ 5 bilhões em perdas sobre US$ 3,7 bilhões em receita este ano, confirmou a CNBC em setembro.
O “bom problema” de R$ 40 bilhões da Axia Energia (AXIA3) — e como isso pode chegar ao bolso dos acionistas
A Axia Energia quer usar parte de seus R$ 39,9 bilhões em reservas e se preparar para a nova tributação de dividendos; entenda
Petrobras (PETR3) cai na bolsa depois de divulgar novo plano para o futuro; o que abalou os investidores?
Novo plano da Petrobras reduz capex para US$ 109 bi, eleva previsão de produção e projeta dividendos de até US$ 50 bi — mas ações caem com frustração do mercado sobre cortes no curto prazo
Stranger Things vira máquina de consumo: o que o recorde de parcerias da Netflix no Brasil revela sobre marcas e comportamento do consumidor
Stranger Things da Netflix parece um evento global que revela como marcas disputam a atenção do consumidor; entenda
Ordinários sim, extraordinários não: Petrobras (PETR4) prevê dividendos de até US$ 50 bilhões e investimento de US$ 109 bilhões em 5 anos
A estatal destinou US$ 78 bilhões para Exploração e Produção (E&P), valor US$ 1 bilhão superior ao do plano vigente (2025-2029); o segmento é considerado crucial para a petroleira
Vale (VALE3) e Itaú (ITUB4) pagarão dividendos e JCP bilionários aos acionistas; confira prazos e quem pode receber
O banco pagará um total de R$ 23,4 bilhões em proventos aos acionistas; enquanto a mineradora distribui R$ 3,58 por ação
Embraer (EMBJ3) pede truco: brasileira diz que pode rever investimentos nos EUA se Trump não zerar tarifas
A companhia havia anunciado em outubro um investimento de R$ 376 milhões no Texas — montante que faz parte dos US$ 500 milhões previstos para os próximos cinco anos e revelados em setembro
A Rede D’Or (RDOR3) pode mais: Itaú BBA projeta potencial de valorização de mais de 20% para as ações
O preço-alvo passou de R$ 51 para R$ 58 ao final de 2026; saiba o que o banco vê no caminho da empresa do setor de saúde
Para virar a página e deixar escândalos para trás, Reag Investimentos muda de nome e de ticker na B3
A reestruturação busca afastar a imagem da marca, que é considerada uma das maiores gestoras do país, das polêmicas recentes e dos holofotes do mercado
BRB ganha novo presidente: Banco Central aprova Nelson Souza para o cargo; ações chegam a subir mais de 7%
O então presidente do banco, Paulo Henrique Costa, foi afastado pela Justiça Federal em meio a investigações da Operação Compliance Zero
Raízen (RAIZ4) perde grau de investimento e é rebaixada para Ba1 pela Moody’s — e mais cortes podem vir por aí
A agência de classificação de risco avaliou que o atual nível da dívida da Raízen impõe restrições significativas ao negócio e compromete a geração de caixa
Dividendos robustos e corte de custos: o futuro da Allos (ALOS3) na visão do BTG Pactual
Em relatório, o banco destacou que a companhia tem adotado cautela ao considerar novos investimentos, na busca por manter a alavancagem sob controle
Mercado torce o nariz para Casas Bahia (BHIA3): ações derretem mais de 20% com aumento de capital e reperfilamento de dívidas
Apesar da forte queda das ações – que aconteceu com os investidores de olho em uma diluição das posições –, os analistas consideraram os anúncios positivos
Oncoclínicas (ONCO3): grupo de acionistas quer destituir conselho; entenda
O pedido foi apresentado por três fundos geridos pela Latache — Latache IV, Nova Almeida e Latache MHF I — que, juntos, representam cerca de 14,6% do capital social da companhia
Por que o Itaú BBA acredita que a JBS (JBSS32) ainda pode mais? Banco elevou o preço-alvo e vê alta de 36% mesmo com incertezas no horizonte
Para os analistas Gustavo Troyano, Bruno Tomazetto e Ryu Matsuyama, a tese de investimento permanece praticamente inalterada e o processo de listagem nos EUA segue como um potencial catalisador
Black Friday 99Pay e PicPay: R$ 70 milhões em recompensas, até 250% do CDI e descontos de até 60%; veja quem entrega mais vantagens ao consumidor
Apps oferecem recompensas, viagens com cashback, cupons de até R$ 8 mil e descontos de 60% na temporada de descontos
Uma pechincha na bolsa? Bradesco BBI reitera compra de small cap e calcula ganho de 167%
O banco reiterou recomendação de compra para a companhia, que atua no segmento de logística, e definiu preço-alvo de R$ 15,00
Embraer (EMBJ3) recebe R$ 1 bilhão do BNDES para aumentar exportações de jatos comerciais
Financiamento fortalece a expansão da fabricante, que prevê aumento nas entregas e vive fase de demanda recorde
Raízen (RAIZ4): membros do conselho renunciam no meio do mandato; vagas serão ocupadas por indicados de Shell e Cosan
Um dos membros já havia deixado cargo de diretor vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Cosan
A hora da Localiza (RENT3) chegou? O que levou mais esse banco a retomar o otimismo com as ações
Depois de o Itaú BBA ter melhorado projeções para a locadora de veículos, agora é a vez de o BTG Pactual reavaliar o desempenho da companhia
Executivos da empresa que Master usou para captar R$ 12,2 bilhões do BRB também foram sócios em fintech suspensa do Pix após ataque hacker, diz PF
Nenhum dos dois executivos da Tirreno, empresa de fachada usada pelo Master, estavam na Nuoro quanto esta foi suspeita de receber dinheiro desviado de golpe bilionário do Pix