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Com a aquisição, a Zamp terá direito aos bens e direitos que integram a operação das lojas da rede de cafeterias no Brasil
Existem diversas formas para operar um resgate. Mas em uma crise financeira, a solução que o grupo SouthRock, em recuperação judicial, encontrou para salvar sua rede de cafeterias veio de um rei. A Zamp (ZAMP3), dona do Burger King no Brasil, anunciou nesta quinta-feira (06) a compra das lojas Starbucks no país.
A dona da rede de fast food pretende abocanhar a rede de cafeterias por R$ 120 milhões, mas o montante poderá sofrer ajustes para refletir questões como a quantidade de lojas efetivamente adquiridas e o nível de estoque na data do fechamento da operação.
Com a aquisição, a Zamp terá direito aos bens e direitos que integram a operação das lojas da rede no Brasil — a partir de uma nova sociedade em conjunto com a SouthRock.
Ainda não é possível determinar se a compra dessa nova companhia em parceria com a gestora precisará do aval dos acionistas em assembleia geral.
No fechamento do pregão desta quinta-feira (6), os papéis da ZAMP3 fecharam em forte alta de 10,19%, negociados a R$ 3,46. No ano, os ativos ainda acumulam desvalorização da ordem de 42% na B3.
É importante dizer que a operação pretendida se dará por meio de um processo competitivo com propostas fechadas pelas operações do Starbucks no Brasil.
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A dona do Burger King terá a condição de “stalking horse bidder”. Isso significa que a Zamp poderá igualar eventuais ofertas apresentadas por outros concorrentes — e ainda terá o direito de ser indenizada por uma taxa de término (break up fee) caso não seja vencedora do processo competitivo.
Mesmo assim, a compra ainda está sujeita ao cumprimento de condições suspensivas, como a autorização judicial na reestruturação financeira da SouthRock e a aprovação da operação pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
A Zamp já chegou a um acordo com a Starbucks Corporation, titular da marca Starbucks, sobre os termos dos principais contratos de exploração da marca e desenvolvimento das operações da cafeteria no território brasileiro.
Mas o negócio ainda precisa da assinatura dos contratos definitivos com a Starbucks Corporation, além de outras condições usuais em operações dessa natureza.
A gestora Southrock Capital, dona de marcas como Starbucks e Subway no Brasil, entrou com um pedido de recuperação judicial no ano passado, com uma dívida de aproximadamente R$ 1,8 bilhão.
Conhecida por investir em empresas durante períodos de crise como uma estratégia para se estabelecer no mercado, a SouthRock afirmou que os impactos da pandemia foram as principais justificativas para o mau desempenho do Starbucks no país.
Já no caso do Subway, o contrato de franquia master da rede para o Brasil com uma das afiliadas da SouthRock foi rescindido em outubro de 2023, quando o próprio Subway retomou o controle das operações no país.
A produção superou em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance da estatal, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.
A companhia, que tenta se reestruturar, anunciou no fim do ano passado uma capitalização de R$ 797,3 milhões, voltada ao fortalecimento da estrutra financeira
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