Como uma venda bilionária fez a Natura (NTCO3) ficar menor — e tornou a ação mais atrativa para os analistas do Citi
O banco norte-americano melhorou a recomendação dos papéis da companhia e também elevou o preço-alvo; saiba se é hora de comprar ou de vender

Dizem que os melhores perfumes estão nos menores frascos e foi exatamente o que aconteceu com a Natura (NTCO3). A empresa se desfez da The Body Shop (TBS) em uma transação bilionária e a ação parece pronta para brilhar na bolsa este ano, segundo o Citi.
O banco norte-americano elevou a recomendação da Natura de neutra para compra/alto risco e subiu o preço-alvo de R$ 15 para R$ 21 — o que representa um potencial de valorização de 35,7% sobre o fechamento de terça-feira (30).
A mudança veio justamente da análise de que, após a venda da TBS, a Natura começa 2024 como uma empresa nova e mais enxuta, com um balanço patrimonial significativamente melhor, com um caixa líquido estimado em R$ 700 milhões em 2023.
"Com a complexidade reduzida, a gestão pode agora focar principalmente na integração da Natura e da Avon na América Latina”, diz o Citi em relatório.
O banco, no entanto, reconhece os riscos de execução e possíveis contratempos que podem surgir durante o processo — daí a recomendação de alto risco.
As ações da Natura começaram o dia como a maior alta do Ibovespa, subindo mais de 5%. Depois perderam um pouco do fôlego e agora volta a estar entre as cincos que mais sobem no Ibovespa.
Leia Também
Por volta de 12h45, as ações da Natura subiam 5,17%, cotadas a R$ 16,27. Os papéis NTCO3 caminham para encerrar o mês com perda de 3,79% se encerrarem o pregão no nível atual. Acompanhe nossa cobertura ao vivo dos mercados.
Natura tira um peso dos negócios
A Natura pagou 1 bilhão de euros à L’Oreal pela The Body Shop em 2017, com a ambição de ampliar a presença na América Latina. Seis anos depois, porém, a multinacional brasileira de cosméticos colocou a marca na prateleira.
Na época, segundo a imprensa estrangeira, existiam três interessados na compra: a Elliot Advisors, a Alteri Investors e a Epiris.
Foi em novembro do ano passado que a Natura anunciou a assinatura de um acordo vinculante com o Aurelius Investment Advisory Limited.
E no último dia útil de 2023, a Natura informou a conclusão do negócio envolvendo a The Body Shop. A companhia não confirmou o valor movimentado na operação, mas a expectativa é de que a Natura tenha embolsado cerca de 207 milhões libras (R$ 1,25 bilhão).
PODCAST TOUROS E URSOS - O ano das guerras, Trump rumo à Casa Branca e China mais fraca: o impacto nos mercados
Razões para comprar Natura agora — e os riscos
O próprio Citi lista as razões pelas quais vale a pena comprar as ações da Natura neste momento.
- Razão número 1: a Natura está mais enxuta e focada na integração Avon/Natura na América Latina após a venda da TBS. À medida que avança na integração e melhora a rentabilidade da Avon, o banco que a margem Ebitda da Natura & Co Latam migre para 16% até 2026/27, de 12,5% em 2023. Além disso, a margem EBITDA da Avon International deve aumentar para 10% até 2027, de 7,3% em 2023.
- Razão número 2: O banco espera que a empresa mais enxuta opere com um ciclo de caixa eficiente. Este ciclo de caixa, combinado com despesas financeiras líquidas limitadas, deverá resultar em uma geração de caixa considerável para 2025/2026.
- Razão número 3: Considerando o fluxo de caixa e a expansão da margem, vemos um CAGR (taxa de retorno necessária para um investimento crescer) de lucros de 40% de 2024 a 2027 com as ações sendo negociadas a 24x o preço sobre o lucro (P/E) em 2024 e de 14x P/E em 2025.
Os riscos em relação à recomendação de compra/alto risco do Citi incluem:
- Possíveis contratempos da integração Avon/Natura;
- Os custos da transformação da companhia podem vir maiores que o esperado;
- A Avon International também pode não conseguir atingir a expectativa do banco de margem Ebitda de 10% no longo prazo.
É DINHEIRO OU NÃO É?
Após OPA da Helbor (HBOR3), HBR Realty (HBRE3) vende ativos a FII por quase R$ 1 bilhão; ações sobem 6%
5 de novembro de 2026 - 14:18ENTROU EM PROMOÇÃO?
Ações com desconto? Queda de 9% é oportunidade para Méliuz (CASH3) após balanço, segundo dois bancões; entenda
5 de novembro de 2026 - 14:18EMPRESAS
Cosan (CSAN3) está barata demais? UBS-BB vê oportunidade após tombo de 40% e aponta o que pode destravar valor
5 de novembro de 2026 - 13:58O QUE AGRADOU?
Ação da C&A (CEAB3) dispara até 10% após trimestre melhor do que o temido pelo mercado; veja os destaques
5 de novembro de 2026 - 13:25ONDE INVESTIR NO VAREJO?
Juros mais altos por mais tempo: Citi rebaixa Magazine Luiza (MGLU3), eleva Alpargatas (ALPA4) e muda apostas no varejo
4 de novembro de 2026 - 14:45AMBIÇÃO RENOVADA
Revolut chega a US$ 115 bilhões e já vale mais que o dobro do Nubank; o que está por trás da aposta dos investidores
4 de novembro de 2026 - 12:35CENÁRIO MAIS APERTADO
“É preciso ser realista”: CEO do Itaú (ITUB4) revela como o banco pretende equilibrar crédito e rentabilidade em 2027
4 de novembro de 2026 - 11:56MAIS UMA PARA A LISTA
Aeris (AERI3) recorre à recuperação extrajudicial para lidar com dívida de R$ 1,52 bilhão
4 de novembro de 2026 - 10:06PECHINCHA ENTRE OS BANCÕES
Nem na crise de 2016 o Bradesco (BBDC4) ficou tão barato: o que o Morgan Stanley está vendo após o tombo de quase 40% desde as eleições
4 de novembro de 2026 - 8:56RESULTADO
Itaú (ITUB4) lucra R$ 12,6 bilhões no 3T26, em linha com o esperado; veja o que pesou no balanço
3 de novembro de 2026 - 18:37CAIU DEMAIS?
Nubank (NU): XP vê duas cartas na manga para roxinho; saiba o potencial da ação
3 de novembro de 2026 - 17:47PRÉVIA DO BALANÇO
Após decepção dos rivais no 3T26, é a vez de o Itaú (ITUB4) mostrar por que joga em outra liga; veja o que esperar do balanço
3 de novembro de 2026 - 6:02ALÔ, É UM SER HUMANO?
Fim da secretária eletrônica? Empresas terão de oferecer atendimento humano obrigatório no SAC; veja o que muda
2 de novembro de 2026 - 14:00O TEMPO FECHOU
Chilli Beans vê o sol se esconder: rede de óculos escuros pede recuperação extrajudicial; entenda os próximos passos da empresa
1 de novembro de 2026 - 10:35TIRANDO O CAVALINHO DA CHUVA
Nada de dividendos extras: Vale (VALE3) descarta possibilidade, mas CFO revela alternativa que pode agradar acionista
31 de outubro de 2026 - 16:11REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) será dividida em duas empresas listadas em bolsa e aprova aumento de capital de R$ 39,8 bilhões
30 de outubro de 2026 - 19:00PROTEÇÃO ATIVADA
Apesar da pressão nos custos, Vale (VALE3) conta como economizou até US$ 3 bilhões no 3T26; ação sobe mesmo com balanço fraco
30 de outubro de 2026 - 15:18REDUÇÃO DE DÍVIDA NO RADAR
Vai sair do papel? CSN (CSNA3) dá passo decisivo para venda de negócio de cimentos por R$ 12,7 bilhões
30 de outubro de 2026 - 10:26BALANÇO 3T26
Com minério de ferro e petróleo jogando contra, Vale (VALE3) vê lucro cair 53%, para US$ 1,255 bilhão
29 de outubro de 2026 - 20:27O FUTURO DA PETROLEIRA