Centenária, Suzano (SUBZ3) quer “olhar mais para o parabrisa do que retrovisor” — e deixar um legado daqui para frente
Sob a visão de que a companhia é uma "startup de 100 anos", o foco é continuar investindo em inovação combinada com sustentabilidade

A pouco mais de um mês dos resultados do quarto trimestre e do acumulado de 2023, a Suzano (SUZB3) deu início às comemorações de 100 anos da companhia.
Segundo o CEO, Walter Schalka, há muitos motivos para comemorar. Um deles é o investimento de cerca de US$ 100 milhões em pesquisa e educação com foco em sustentabilidade nos próximos dez anos.
Outro é o recente acordo de quase R$ 2 bilhões por terras de empresas controladas pelo BTG Pactual fechado na reta final de 2023 e a parceria recente com a empresa japonesa Mitsui para buscar outras aplicações para a lignina — um componente das árvores de eucalipto para além da celulose.
“Vamos continuar aumentando a nossa base fundiária para sermos ainda mais competitivos”, disse Schalka em evento com jornalistas nesta terça-feira (23).
“Estamos fazendo iniciativas pensando em legado. Então, vamos olhar mais para o parabrisa do que o retrovisor com foco na educação sobre sustentabilidade e bioeconomia.”
Sob a visão de que a Suzano (SUZB3) é “uma startup de 100 anos” — no sentido de crescimento e busca por novos projetos —, a companhia quer fortalecer a sua presença junto ao público brasileiro — então, não estranhe ao ver propagandas da companhia nos relógios de São Paulo em breve.
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O grande “Projeto Cerrado”
Na reta final, o “Projeto Cerrado” é um dos grandes “prêmios” da Suzano para este ano. Com a previsão de início das operações ainda no primeiro semestre de 2024, a aposta da companhia exportadora é que a fábrica seja a mais competitiva “em disparado, no mundo”, afirmou o CEO.
O investimento de cerca de R$ 22,2 bilhões na construção da nova fábrica em Ribas do Rio Pardo, em Mato Grosso do Sul, deve resultar em uma produção de 2,55 milhões de toneladas de eucalipto por ano e aumentar em 20% a produção atual da Suzano.
Além da redução do custo médio da celulose de US$ 100 — na comparação com os US$ 180 atuais.
Segundo o diretor executivo de celulose, Aires Galhardo, a previsão de vendas do Projeto Cerrado segue mantida em 700 mil toneladas, aproximadamente.
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Suzano (SUZB3): a aposta em startups continua
Durante o encontro com jornalistas nesta terça-feira (23), duas palavras foram citadas inúmeras vezes pelos executivos da companhia: “inovação” e “sustentabilidade”.
Para isso, no ano passado, a Suzano criou um fundo para investir em startups. A iniciativa surgiu como forma de crescimento do ecossistema, mirando a expansão das atividades em meio à tempestade de alta de juros, crescente inflação e baixa liquidez no mercado.
Um ano depois, a exportadora tem duas companhias investidas — uma na Inglaterra, que desenvolve baterias de lítio-carbono, e outra em Israel, com foco em embalagens — “um grande mercado para a Suzano, já que a companhia tem a ‘limitação’ por ser mais focada em celulose de fibra curta, enquanto esse material precisa de celulose de fibra longa”, segundo o diretor executivo de Novos Negócios, Christian Orglmeister.
E a projeção é de que outras quatro empresas de crescimento, em estágio série A, recebam aportes de US$ 2,5 milhões a US$ 3 milhões ainda neste ano. De acordo com Orglmeister, duas delas serão brasileiras. Uma startup no Canadá e outra na Europa.
“À medida que a gente vai ganhando robustez, vamos investindo em novas. A nossa meta é investir entre quatro ou cinco startups por ano.”
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