Casas Bahia (BHIA3) negocia com bancos e consegue mais prazo para pagar R$ 1,5 bilhão em dívidas
O acordo ainda precisa do sinal verde dos credores, mas, se aprovado, estenderá o vencimento de 69% do endividamento da companhia

A Casas Bahia (BHIA3) acaba de dar mais um passo em seu plano para arrumar a casa. A companhia assinou nesta quinta-feira (29) um acordo com instituições financeiras para renegociar os prazos de R$ 1,5 bilhão em dívidas.
A empresa explica, em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que a soma corresponde a cédulas de crédito bancário e uma emissão de debêntures que venceriam entre este e o próximo ano. Com o reperfilamento, o novo prazo para pagá-las será de três anos, ou 36 meses.
Além disso, a varejista garantiu uma carência de 18 meses para a amortização do principal das dívidas. O pagamento será feito em depósitos trimestreis de 5% e 70% no 36º mês, a um custo de CDI + 4% ao ano.
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A conclusão do reperfilamento ainda está sujeita à aprovação de documentos e precisa do sinal verde dos credores. Mas, vencidas todas as etapas, o acordo estenderá o vencimento de 69% do endividamento da companhia para o longo prazo.
Confira abaixo o cronograma atual e os novos prazos considerando as renegociações:

A Casas Bahia destaca que os valores apresentados no comunicado de hoje referem-se ao quarto trimestre, mas são preliminares, não audiatados e estão sujeitos a ajustes.
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Vale relembrar que a companhia ainda não divulgou o balanço do 4T23. A publicação está prevista para ir ao ar em 13 de março, após o fechamento do mercado.
É hora de comprar Casas Bahia (BHIA3)?
Vale relembrar que, há exatamente um mês, o Citi avaliou as ações da Casas Bahia e decidiu reafirmar a recomendação de neutra para os papéis, mas cortou o preço-alvo de R$ 17,50 para R$ 10.
Na época, o banco justificou o preço-alvo mais baixo com as premissas operacionais menores para a Casa Bahia. Na visão dos analistas, a vajeristas continua sendo um caso de investimento desafiador mesmo após o aumento de capital de R$ 622 milhões feito no ano passado.
Isso porque as despesas financeiras líquidas do grupo estavam em R$ 2 bilhões — excluindo leasing — e ainda excediam o Ebitda pré-IFRS de R$ 1,3 bilhão para 2024.
"Esperamos que o quarto trimestre de 2023 seja ainda desafiador para Casas Bahia, marcado mais uma vez por eventos pontuais relacionados a esforços promocionais para liquidação de estoques e fechamento de lojas", diz o Citi em relatório.
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Mas o Citi já havia destacado que o plano de reestruturação em andamento, do qual faz parte o reperfilamento anunciado hoje, será fundamental para melhorar a estrutura de capital do grupo, uma vez que a procura por produtos eletrônicos permanece fraca.
O banco também projeta uma melhora gradual na rentabilidade da Casas Bahia e diz que os consideráveis créditos fiscais de R$ 6,3 bilhões também deverão proporcionar alguma reserva de caixa — pelo menos suficiente para compensar as contingências trabalhistas.
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