O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Questionados durante a teleconferência, os diretores da varejista deram poucos detalhes sobre potencial diluição de acionistas após conversão da dívida dos credores em ações
Menos de 24 horas após anunciar uma recuperação extrajudicial multibilionária, a Casas Bahia (BHIA3) convocou uma teleconferência com investidores para mais detalhes sobre o acordo com credores, protagonizada pelo CEO Renato Franklin.
A principal mensagem da conferência foi a “tranquilidade” que a varejista ganhou com o acordo. Afinal, a recuperação extrajudicial trouxe o alongamento do prazo de vencimento de dívidas que somam R$ 4,1 bilhões.
A cifra diz respeito aos débitos relacionados às 6ª, 7ª, 8ª e 9ª séries de debêntures da varejista, além das CCBs que ela tem com o Bradesco e o Banco do Brasil. Com a renegociação, o prazo passa de 22 meses para 72 meses.
Segundo o CEO, a recuperação extrajudicial trata-se de um “importante acordo que é uma solução definitiva e estrutural” para a crise financeira da varejista.
Para o executivo, o acordo dá mais fôlego para a companhia aproveitar as oportunidades de negócios e ainda antecipar alavancas do plano de transformação operacional, anunciado em agosto de 2023 — que deve ser concluído no fim deste ano.
“Temos um plano consistente que dá base para pensar no longo prazo, em vez de acordos pontuais que solucionem apenas problemas de curto prazo”, afirmou o CEO da Casas Bahia, em conferência com analistas.
Leia Também
“Dívidas com vencimento a curto prazo demandam bastante trabalho de tesouraria, mas, agora, a empresa vai poder trabalhar bastante focada na operação, com redução de custos, diversificação de mix e alavancas operacionais”, disse Franklin.
A Casas Bahia (BHIA3) operou em forte alta na B3 nesta segunda-feira (29). As ações encerraram a sessão em disparada de 34,19%, negociadas a R$ 7,30. No ano, os papéis da varejista ainda acumulam queda de 36% na bolsa brasileira.
Mas apesar do tom positivo da teleconferência, os diretores da Casas Bahia (BHIA3) deixaram de lado uma das principais dúvidas dos investidores e analistas: a diluição de acionistas após conversão da dívida em ações.
Isso porque o plano de renegociação de dívidas da varejista determina a emissão de debêntures em três séries. A primeira inclui 37% do crédito de todos os credores, equivalente a R$ 1,5 bilhão.
Já os 63% restantes (R$ 2,6 bilhões) serão divididos em duas séries, de credores parceiros e não parceiros.
Segundo o acordo, os credores parceiros — isto é, os bancos credores que mantenham as atuais condições de eventuais linhas não sujeitas à recuperação extrajudicial e/ou disponibilizem novos recursos à companhia — poderão converter os valores que lhe são devidos em ações da Casas Bahia.
A conversão em equity pode ser realizada entre 18 e 26 meses, com deságio de 20% em relação ao preço médio dos últimos 90 dias
Questionado sobre uma diluição potencial e direito de preferência dos acionistas, o diretor financeiro (CFO) da Casas Bahia (BHIA3), Elcio Mitsuhiro Ito, deixou de fora a resposta de qual será o possível impacto de diluição dos atuais investidores após a conversão da dívida em ações.
“As novas debêntures de série 2 conferem direito de prioridade aos atuais acionistas. O plano prevê que, caso haja exercício da prioridade, os recursos desse pagamento serão pagos pela companhia aos credores parceiros que terão uma parcela reduzida das debêntures”, disse Ito.
Na avaliação da XP Investimentos, existe o risco de uma diluição potencial de até 83%, assumindo os preços atuais e nenhum comprometimento dos atuais acionistas.
Outros pontos abordados pelo CEO Renato Franklin na conferência foram os desafios e oportunidades no radar da Casas Bahia (BHIA3).
“O acordo é um passo muito importante que permite ter mais foco e acelerar alguns milestones do plano transformacional da companhia. Estamos cientes dos desafios que temos na mesa em um mercado desafiador do jeito que está atualmente”, afirmou Franklin.
De acordo com o presidente da Casas Bahia, a estratégia da varejista não será impactada pelo reperfilamento de dívidas: o foco continuará sendo a rentabilidade da operação, com corte de custos e melhora da margem bruta.
“De 2025 em diante, ainda tem melhorias a serem feitas, mas a Casas Bahia já começa a focar em captura de valor através de CRM, precificação, inauguração de lojas no modelo de store in store e evolução nas soluções financeiras. Talvez com um pouco mais de fôlego de caixa a gente consiga antecipar alavancas e melhorar o resultado.”
Vale destacar que a renegociação de dívidas ainda deve passar por análise do Juízo sem eventuais objeções até a homologação do plano. A expectativa é que a recuperação extrajudicial seja aprovada em até 40 dias, segundo o CEO.
Com real valorizado e dados fracos de exportação, banco vê pressão nas receitas e risco de revisões para baixo
Seu prazo para conseguir novas injeções de capital ou mesmo entrar em recuperação judicial ou extrajudicial está cada dia menor. E quem sofre são médicos e pacientes
A CSN poderá arrecadar mais de R$ 10 bilhões com a venda de sua unidade de cimento, que também é garantia de um empréstimo feito com bancos
Sistema funciona como um “raio-x” do subsolo marinho, melhora a leitura dos reservatórios e eleva o potencial de extração
Com compra da Globalstar, empresa quer acelerar internet via satélite e ganhar espaço em um mercado dominado pela SpaceX
Mesmo abrindo mão de parte do lucro no Brasil, estatal compensa com exportações e sustenta geração de caixa; entenda o que está por trás da tese da corretora
A holding informou que o valor não é substancial para suas contas, mas pediu um diagnóstico completo do ocorrido e um plano para melhoria da governança
Mesmo após levantar US$ 122 bilhões no mês passado, em uma rodada que pode se tornar a maior da história do Vale do Silício, a OpenAI tem ajustado com frequência sua estratégia de produtos
Após frustração com o precatório bilionário, Wilson Bley detalha como decisão pode afetar dividendos e comenta as perspectivas para o futuro da companhia
O complexo fica situado próximo à Playa Mansa, uma das regiões mais sofisticadas da cidade uruguaia
A alta participação negociada demonstra uma insegurança do mercado em relação à companhia
Estatal reforça investimento em petróleo, mas volta a apostar em fertilizantes, área vista como “fantasma” por analistas, em meio à disparada dos preços globais
O termo de criação da NewCo previa que a Oncoclínicas aportaria os ativos e operações relacionados às clínicas oncológicas, bem como endividamentos e passivos da companhia
Medidas aprovadas pelo conselho miram redução de custos, liberação de limites e reforço de até R$ 200 milhões no caixa
A Justiça deu novo prazo à Oi para segurar uma dívida de R$ 1,7 bilhão fora da recuperação judicial, em meio a um quadro financeiro ainda pressionado
Duplo upgrade do BofA e revisão do preço-alvo reforçam tese de valorização, ancorada em valuation atrativo, baixo risco e gatilhos como disputa bilionária com o Estado de São Paulo e novos investimentos
Na semana passada, o BTG anunciou um acordo para aquisição do Digimais, banco do bispo Edir Macedo, financeiramente frágil
A companhia busca suspender temporariamente obrigações financeiras e evitar a antecipação de dívidas enquanto negocia com credores, em meio a um cenário de forte pressão de caixa e endividamento elevado
Candidata a abrir capital na próxima janela de IPOs, a empresa de saneamento Aegea reportou lucro líquido proforma de R$ 856 milhões em 2025, queda de 31%
O GPA informou a negativa do Tribunal Arbitral ao seu pedido de tutela cautelar para bloqueio das ações que pertencem ao acionista Casino, ex-controlador. A solicitação buscava travar as participação do francês em meio a uma disputa tributária bilionária