As ações da Suzano (SUZB3) podem se beneficiar do dólar a R$ 6? BTG Pactual diz se é hora de aproveitar o rali da moeda para incluir o papel na carteira
O banco destaca a atratividade das ações da companhia, negociadas a múltiplos considerados baixos, com potencial de valorização de 36%

A Suzano (SUZB3), uma das maiores exportadoras brasileiras, é favorecida pela alta do dólar. Com a cotação da moeda americana batendo recorde ante o real, uma das dúvidas que podem surgir aos investidores é se a companhia pode ganhar com esse cenário.
Com o real próximo de suas máximas históricas, o BTG Pactual espera uma aceleração na redução do endividamento da companhia, em relatório divulgado nesta sexta-feira (29).
A estimativa é de que a relação dívida líquida/Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Suzano caia para 2,6 vezes até o final de 2025, ante 3 vezes atualmente.
Na visão do BTG, as ações da Suzano estão baratas no momento. Ao comparar o valor da companhia (EV) sobre o Ebitda, a ação SUZB3 está sendo negociada a “múltiplos baixos”, em torno de 5,6 vezes o lucro operacional esperado para 2025, segundo os analistas.
Para o BTG, esse valor é menor do que o justo, que seria em torno de 7 vezes o lucro.
Por conta disso, o banco mantém recomendação de compra para SUZB3. O preço-alvo é de R$ 81, o que indica um potencial de valorização de 36% ante o fechamento anterior.
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A Suzano e a alta do dólar
Vale destacar que a Suzano tem grande parte de sua receita vinda de exportações, como a de celulose, cujo preço é negociado em moeda estrangeira, geralmente em dólares.
Por conta disso, quando a moeda americana se valoriza em relação ao real, a Suzano recebe mais reais por cada dólar faturado, o que aumenta sua receita em moeda local.
Além do aumento da receita, a alta do dólar reduz o impacto de custos operacionais e despesas que são realizados em reais, melhorando as margens de lucro.
Esse efeito cambial é ainda mais relevante em momentos de alta da moeda americana, tornando o negócio mais lucrativo no mercado internacional.
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SUZB3: a melhor assimetria de retorno
Na visão do BTG, os fundamentos da Suzano continuam sólidos, o que sustenta o otimismo do banco em relação ao investimento na ação da companhia de papel e celulose.
“Acreditamos que as chances de grandes aquisições ou uma estratégia agressiva de internacionalização diminuíram consideravelmente nos últimos meses, especialmente após a tentativa frustrada de aquisição da International Paper (IP)”, afirmam os analistas.
No relatório sobre a empresa no mês de outubro, o BTG já havia sinalizado que uma grande fusão ou aquisição (M&A) seria improvável no curto prazo, especialmente diante da meta de alavancagem da empresa. Mas apesar de nenhum crescimento inorgânico relevante no radar, os analistas continuavam animados com as ações SUZB3, assim como agora.
Entretanto, outras questões estão no radar dos analistas, como a consolidação do Projeto Cerrado, operação que começou em junho e que a empresa promete ser a maior linha de produção de celulose do mundo.
Além disso, o BTG espera que a Suzano demonstre disciplina na alocação de capital, devido aos recentes programas de recompra de ações lançados pela companhia.
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