Apple tem uma ‘carta na manga’ para resolver um dos maiores problemas do mercado de inteligência artificial
Inteligência artificial: problemas de infraestrutura física e demanda energética passam a ser uma ‘pedra no sapato’ das big techs

Para um leigo, a inteligência artificial pode parecer só mais uma função do software do celular. No final das contas, é isto que importa para o usuário mesmo: se dá para baixar o app do Chat GPT ou usar a IA da Meta no WhatsApp.
Para as empresas que estão investindo em iniciativas nesse mercado, no entanto, a história é um pouco mais complexa. Isso porque rodar a inteligência artificial demanda uma infraestrutura física de grandes proporções.
Nas palavras da firma de investimentos novaiorquina Lux Capital, “os gigantes da tecnologia que construíram impérios com bits e bytes sem peso agora estão lutando com átomos".
É nesse cenário que a Apple pode sair ganhando, se souber “tirar uma carta da manga”.
Na visão da empresa de venture capital, o pulo do gato para a big tech seria rodar aplicações de IA com o mesmo nível de desempenho, porém exigindo até 50% menos memória dos dispositivos em relação à concorrência.
Dessa forma, futuros iPhones e Macs poderiam executar modelos de inteligência artificial sofisticados localmente, de forma privada. “[Este é] um desenvolvimento que poderia remodelar radicalmente todo o cenário da infraestrutura de IA", segundo a Lux.
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Ou seja: ao resolver os problemas de espaço físico, a Apple poderia fazer a tecnologia avançar significativamente – e surfar esta onda também.
IA vai precisar do mesmo tanto de energia que uma cidade pequena
Hoje em dia, os maiores clusters de IA usam cerca de 100.000 chips Nvidia H100 (uma placa de vídeo que, no Brasil, custa aproximadamente R$ 260 mil) e consomem cerca de 100 megawatts de energia.
No próximo ano, a expectativa é de um aumento significativo nessa demanda energética.
Os supercomputadores precisarão de 300 a 500 mil chips Nvidia e quase um gigawatt de energia – o que é equivalente ao consumo de uma pequena cidade.
Nesse caso, não importa se os maiores gênios de computação estão por trás do desenvolvimento de novas aplicações de IA. As limitações agora são físicas.
Apesar de muitas empresas estarem investindo em soluções baseadas em energia nuclear, a Lux Capital acredita que o gás natural, especialmente vindo do Texas, é uma “aposta mais inteligente”.
* Com informações do Market Watch.
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