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Companhia reportou um lucro líquido de R$ 3,237 bilhões, revertendo os prejuízos do mesmo período do ano passado e também do trimestre anterior
Depois de um prejuízo contábil no 2T24 por conta da alta do dólar, os investidores da Suzano (SUZB3) respiraram aliviados após a divulgação dos números do 3T24 da companhia — cujas ações figuram entre as maiores altas do Ibovespa nesta sexta (25).
Por volta das 15h03, os papéis SUZB3 subiam 3,66%, a R$ 59,50. As ações fecharam em alta de 2,79%, a R$ 59. A alta dos papéis acontece após o balanço da Suzano reportar um lucro líquido de R$ 3,237 bilhões, revertendo os prejuízos do mesmo período do ano passado e também do trimestre anterior.
Veja os principais destaques do balanço:
Se a variação cambial prejudicou a Suzano no segundo trimestre, desta vez a desvalorização cambial e monetária sobre a dívida em moeda estrangeira foi um dos pontos que influenciaram o balanço considerado positivo e acima do esperado pelos analistas — vale lembrar que a maior parte das receitas da Suzano é em moeda estrangeira, assim como as dívidas.
Outros fatores de destaque foram os volumes de celulose melhores do que o esperado e o crescimento nos preços médios de celulose em relação ao terceiro trimestre de 2023.
Os analistas do Itaú BBA pontuaram que a Suzano reportou fortes resultados no terceiro trimestre, com destaque para o Ebitda de R$ 6,5 bilhões, que teve uma alta de 4% em relação ao trimestre anterior e ficou 4-5% acima das estimativas da instituição.
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Na visão do BBA, o desempenho acima do esperado foi principalmente impulsionado pelo melhor volume de celulose que, assim como a redução na alavancagem, trouxe rendimentos classificados como “impressionantes” pela equipe de especialistas do BBA.
Para os analistas do BTG Pactual, a Suzano registrou um terceiro trimestre sólido, apesar dos desafios “de cima para baixo”, principalmente em relação ao mercado na China.
“Ficamos satisfeitos em saber que o aumento do importantíssimo projeto Cerrado está progredindo bem, o que acreditamos que compensará as pressões de preços nos próximos trimestres”, afirmam os analistas, que já esperavam uma reação positiva do mercado.
Todavia, a “grande conquista” para a Suzano em relação ao balanço, na visão dos analistas do BTG Pactual, é mesmo o yield (rendimento) de fluxo de caixa para o acionista (FCFE) anual, que chegou a próximo de 20%. “Isso reforça a nossa preferência pelo nome”, afirma.
A analista Mary Silva, do BB Investimentos (BB-BI), pontuou que a Suzano apresentou resultados robustos, mas ressaltou que as ações da companhia seguem voláteis.
“Entendemos que essa correlação com a moeda norte-americana deverá continuar levando uma forte oscilação nas cotações no curto prazo e que a expectativa de queda de preços de celulose poderá pressionar as ações do setor como um todo no restante do ano, embora, em nossa visão, os próximos resultados operacionais da Suzano ainda serão satisfatórios.”
O BB-BI também lembrou que, no início deste mês, a Suzano decidiu limitar a produção de celulose em 2024 a um volume 4% menor. “O que vemos como positivo neste momento para o cenário de preços, frente à perspectiva de desaceleração da demanda”, afirma.
Já os analistas do Santander também consideraram os resultados positivos, mas dentro do esperado pelo banco. A instituição destacou o desempenho sólido da divisão de papel da Suzano, com volume de vendas subindo 8% em relação ao trimestre anterior, “devido à sazonalidade e estratégia de alocação entre o mercado e segmentos da empresa”.
Além dos números robustos, a gradual redução da alavancagem e a estratégia bem-sucedida de hedge cambial mostradas no 3T24 também merecem destaque, mas devem continuar sendo monitorados nos próximos trimestres, segundo o BB-BI.
Por conta disso, a analista mantém a recomendação neutra para SUZB3. O preço-alvo é de R$ 68 para o final de 2025, o que indica uma valorização de 18% em relação ao preço da ação no fechamento de quinta-feira (24), quando o papel foi negociado a R$ 57,4.
O BTG Pactual, por outro lado, recomenda a compra dos papéis da Suzano, e tem a ação SUZB3 como a favorita do setor de papel de celulose entre as empresas cobertas.
Os analistas do BTG indicam um preço-alvo de R$ 81 em 2025 para as ações da companhia, equivalente a um potencial valorização de 41% sobre o fechamento anterior.
Embora esperassem uma reação neutra do mercado, os analistas do Santander mantiveram recomendação “outperform” para as ações da Suzano, equivalente a compra. O preço-alvo é de R$ 75, o que representa um potencial de valorização de 31%.
No Itaú BBA, a recomendação para o papel também é de compra, com preço-alvo de R$ 67 — equivalente a uma alta de 17% em relação ao fechamento anterior da ação.
A produção superou em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance da estatal, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.
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