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NO OLHO DO TORNADO

Americanas (AMER3): BTG Pactual se junta ao Santander e vende ações que recebeu em aumento de capital; papéis desabam 93% na B3 em 2024

Com a operação, o banco reduziu a participação que detém na companhia para 3,62%, equivalente a 714.588.713 ações da varejista

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26 de agosto de 2024
9:44 - atualizado às 10:51
Americanas quebrando
Americanas - Imagem: Montagem Seu Dinheiro

Mais um credor da Americanas (AMER3) resolveu se desfazer das ações que recebeu como parte do aumento de capital que a varejista realizou para cobrir parte do rombo bilionário no balanço.

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Depois do Santander, foi a vez do BTG Pactual (BPAC11) anunciar a venda de parte das ações que recebeu em troca de parte dos valores que tem a receber da varejista.

Com a operação, o banco reduziu a participação que detém na companhia para 3,62%.  Desse modo, o BTG passou a deter 714.588.713 ações da varejista, o equivalente a R$ 42,9 milhões com base nas cotações dos papéis AMER3 na sexta-feira (R$ 0,06). 

Além disso, o banco possui 463.196.695 bônus de subscrição, que dão o direito de conversão em novas ações.

Vale lembrar que o exercício dos bônus de subscrição está limitado e sujeito aos termos do acordo de lock-up  — compromisso que impede os acionistas de venderem suas respectivas participações na empresa.

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O banco não revelou quantas ações da Americanas possuía logo antes das vendas na B3. As normas do mercado de capitais obrigam o investidor a informar sempre que alcança uma participação maior ou menor que 5%.

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No entanto, depois do aumento de capital da varejista, a instituição financeira detinha uma exposição combinada de aproximadamente 7,10% do total de ações AMER3 emitidas, considerando a posição do próprio banco e de outros veículos de investimento.

As ações da Americanas (AMER3) iniciaram o pregão desta segunda-feira em forte volatilidade. Por volta das 10h36, a varejista marcava alta de 16,67% na B3, a R$ 0,07.

Ações da Americanas (AMER3) nas mínimas

A venda das ações AMER3 pelos credores acontece em meio à derrocada dos papéis da Americanas na B3 depois do aumento de capital de R$ 24,5 bilhões.

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Etapa fundamental do processo de recuperação judicial da varejista, a injeção de capital bilionária teve como objetivo recompor o balanço após a revelação da fraude contábil.

Desse total, R$ 12 bilhões vieram do trio de bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira. 

O restante veio dos bancos credores, incluindo o BTG Pactual, que converteram parte dos valores que tinham a receber em ações.

No primeiro dia após a liberação da negociação dos papéis que fizeram parte do aumento de capital, as ações da Americanas desabaram mais de 70%

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Com isso, a varejista perdeu mais de 93% do seu valor de mercado desde janeiro, com as ações atualmente negociadas nas mínimas históricas, a R$ 0,06. Hoje, a empresa é avaliada em pouco mais de R$ 1 bilhão na bolsa.

Além do início da negociação dos papéis convertidos pelos credores nas últimas semanas, a Americanas também terá os bônus de subscrição da Americanas negociados na B3 a partir da próxima terça-feira (27).

A emissão dos bônus ocorreu junto com o aumento de capital e confere ao investidor uma nova ação da companhia, mediante o pagamento de R$ 0,01 por cada nova ação. 

As novas ações decorrentes do exercício dos bônus de subscrição serão emitidas e entregues a cada quinze dias a partir do dia 11 de setembro e até o fim do prazo.

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Vem grupamento de ações pela frente

Além disso, a Americanas convocou uma assembleia de acionistas em setembro para aprovar um grupamento de 100 ações para 1, com data de corte prevista para esta segunda-feira (26). 

Isso significa que grupos de 100 papéis AMER3 serão unidos para formar uma única nova ação. 

Com essa união, o preço do papel também será multiplicado pelo mesmo fator — o que fará com que a companhia deixe de ser negociada como uma "penny stock”, isto é, aqueles papéis cotados abaixo de R$ 1,00.

É importante destacar que ações de menor valor na bolsa — como é o caso das penny stocks — são extremamente voláteis, uma vez que tendem a passar por oscilações de preços ainda maiores do que o restante dos ativos do mercado acionário.

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