O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Americanas perdeu mais de 90% do valor na B3 desde a revelação da fraude contábil; empresa vai passar por capitalização liderada por Lemann e sócios
Maior escândalo da história do mercado de capitais brasileiro, a fraude contábil na Americanas (AMER3) completa um ano nesta quinta-feira (11) ainda com muitas peças soltas. Entre elas, a investigação dos responsáveis pelo rombo de R$ 25 bilhões na varejista.
A Americanas atribui o esquema à antiga diretoria, sob o comando do ex-CEO Miguel Gutierrez. Mas o executivo argumenta que várias das decisões da companhia passavam pelo conselho de administração.
Em meio à busca pelos culpados, a empresa conseguiu uma vitória no fim do ano passado com a aprovação do plano de recuperação judicial pelos credores.
A principal peça do plano é a injeção de R$ 24 bilhões em capital. Metade do dinheiro virá da conversão de dívidas que os bancos credores possuem em capital.
Os outros R$ 12 bilhões virão dos acionistas de referência — o trio de bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira. Eles já adiantaram R$ 1,5 bilhão para a varejista manter as operações, mas ainda assim terminaram o ano de 2023 mais ricos do que começaram.
Desde a revelação dos problemas bilionários no balanço, a Americanas perdeu mais de 90% do valor na B3. Por volta das 11h desta quinta-feira, as ações AMER3 recuavam 2,38%, a R$ 0,83. A varejista vale aproximadamente R$ 750 milhões na bolsa, uma fração dos quase R$ 11 bilhões de um ano atrás.
Leia Também
O Seu Dinheiro resume em cinco pontos o que sabemos sobre a situação da varejista. Leia mais a seguir:
De forma bem simplificada, a fraude contábil na Americanas teve origem em contratos de verba de propaganda cooperada (VPC), de acordo com o relatório dos assessores jurídicos da companhia.
Os VPCs são incentivos comerciais usuais no setor de varejo, quando fornecedores pagam para ter maior destaque de seus produtos, por exemplo.
O problema, no caso da Americanas, é que eles teriam sido artificialmente criados para melhorar os resultados operacionais.
Havia, portanto, uma redução na conta de fornecedores no balanço. Mas como essa operação fraudulenta não tinha efeito no caixa, a companhia se valia de empréstimos bancários para equilibrar o balanço.
O relatório da assessoria jurídica da Americanas apontou a participação na fraude do ex-CEO Miguel Gutierrez e outros seis executivos na fraude bilionária e isentou isentou o conselho de administração.
Do seu lado, Gutierrez negou que soubesse da situação contábil da Americanas. Ele ainda sugeriu que Carlos Alberto Sicupira e Paulo Lemann, filho de Jorge Paulo Lemann, sabiam da existência dos problemas — ambos são membros do conselho. A empresa "refutou veementemente" as alegações do ex-CEO.
Vale destacar que o comitê independente que a Americanas criou logo após a descoberta do rombo ainda não entregou as conclusões da investigação.
A capitalização de R$ 24 bilhões prevista no plano de recuperação da Americanas traz um efeito colateral para os acionistas minoritários. Isso porque quem não participar colocando dinheiro novo sofrerá uma diluição brutal da participação.
Pelos cálculos da própria Americanas, a fatia dos minoritários na empresa deve sair dos atuais 69,9% para 2,5% caso ninguém opte por entrar na capitalização.
Enquanto isso, os acionistas de referência passarão a deter 49,3% da companhia nesse cenário e os bancos credores, 48,2%. Lembrando que a capitalização ainda dará direito a um bônus de subscrição para cada três ações.
Acionistas de referência da Americanas, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira tiveram de abrir a carteira para socorrer a varejista, da qual são sócios desde o início dos anos 1980.
Os empresários já desembolsaram R$ 1,5 bilhão em financiamento para a companhia e devem adiantar mais R$ 3,5 bilhões. Ambos os valores fazem parte dos R$ 12 bilhões que o trio já se comprometeu a colocar na futura capitalização da empresa.
Apesar de toda a dor de cabeça (e no bolso), a Americanas representa hoje uma parcela pequena do patrimônio de Lemann, Telles e Sicupira.
Tanto que a fortuna do trio até aumentou no último ano, graças à valorização das ações da cervejaria AB Inbev e da RBI, dona da rede fast food Burger King.
Homem mais rico do Brasil, Lemann tem uma fortuna avaliada em US$ 23,8 bilhões (R$ 116 bilhões), de acordo com o ranking atualizado da Bloomberg.
Após a reestruturação, a Americanas pretende deixar a disputa pelo varejo eletrônico em segundo e ter como alicerce a rede de lojas físicas, de acordo com Leonardo Coelho, CEO da companhia.
A operação digital deve complementar a atuação, principalmente como marketplace, como plataforma de vendas de terceiros.
O plano também prevê a venda de ativos, como a Hortifruti Natural da Terra e a Uni.Co — dona de marcas como Imaginarium e Puket.
A Americanas estabeleceu como meta (guidance) chegar ao "fim do túnel" da crise no fim de 2025. A expectativa da companhia é chegar lá com uma posição de caixa líquido (incluindo os recebíveis de cartões) — contra uma dívida líquida de R$ 26,3 bilhões no fim de 2022.
Ainda dentro do guidance para 2025, a companhia espera alcançar um Ebitda (indicador que o mercado costuma usar como medida de geração de caixa) de R$ 2,2 bilhões. Considerando o pagamento de aluguéis, o Ebitda deve ser da ordem de R$ 1,5 bilhão.
As duas companhias detalharam nesta quarta-feira (29) os proventos que serão distribuídos aos acionistas; confira prazos e condições para receber
O Mercado Livre foi incluído na lista pelo avanço de sua operação financeira, concentrada no Mercado Pago, enquanto o Nubank foi destacado por combinar expansão em larga escala com rentabilidade e avanço em mercados regulados
Resultado do 1T26 frustra expectativas, enquanto banco reforça estratégia mais conservadora; o que fazer com as ações agora?
Lucro da mineradora cresce no 1T26, mas pressão de custos e Ebitda considerado fraco pelo mercado limitam reação positiva das ações; saiba o que fazer com relação aos papéis agora
Os papéis da companhia entraram em leilão na manhã desta quarta-feira (29) por oscilação máxima permitida, e voltaram a ser negociadas com alta de quase 5% na esteira do balanço do primeiro trimestre
Cerca de 77% dos usuários do Mercado Livre também compram na Shopee. A sobreposição entre a plataforma argentina e a norte-americana Amazon também é grande, de 49%.
Alta nos impostos pressiona lucro agora, mas pode destravar capital e impulsionar resultados, afirma Mario Leão; confira a visão do CEO do banco
A queda já era, de maneira geral, esperada. Segundo o JP Morgan, havia mais espaço para frustração do que para surpresas positivas, de acordo com relatório do meio de abril, mas movimento é cíclico
A estatal também assinou um novo acordo de acionistas com a Shine I, fundo de investimentos gerido pela IG4, que está adquirindo a participação de controle da Novonor na Braskem
Em meio a um início de ano mais fraco, lucro vem abaixo do esperado e rentabilidade perde fôlego no início de 2026; veja os destaques do balanço
Para quem carrega os papéis da companhia na carteira, o valor se traduz em cerca de R$ 0,108 por ação ordinária
Projeções da Bloomberg indicavam expectativas de alta em resultado anual, mas queda referente ao 4T25
Na prática, o investidor que terminou o pregão desta terça-feira (28) com um papel da Sabesp na carteira acordará com cinco ações
Fundo quer conservar e reflorestar 270 mil hectares na América Latina com investidores de peso; gestora também estima aumento na geração de empregos
Analistas veem ganhos claros para a Brava com operação, citando reforço no caixa e alívio na dívida — mas o outro fator incomoda os investidores
Os resultados mostram que o cenário de consumo ainda está frágil, com juros altos e endividamento das famílias
Mercado espera resultado mais fraco, com foco nos sinais de evolução da inadimplência e da qualidade de ativos. Veja o que dizem os analistas
Com foco em crédito e soluções financeiras para investimentos em estrutura e maquinário, o BTG Pactual se posiciona como banco parceiro na Agrishow 2026
Companhia entrega balanço robusto em meio a cenário global mais apertado para o aço; veja os principais destaques do resultado e o que dizem os analistas
Mesmo com queda trimestral esperada, projeções indicam Ebitda acima de US$ 4 bilhões, impulsionado por metais básicos