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Maria Eduarda Nogueira

Maria Eduarda Nogueira

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com pós-graduação em Comunicação e Marketing Digital na ESPM. Atualmente, está baseada em Paris, onde faz mestrado em comunicação e mídias digitais na Sorbonne e cobre temas como luxo, turismo e arte.

EMBATE NAS BIG TECHS

Amazon vai ‘bater de frente’ com a Nvidia? Big tech investe pesado para criar chips de inteligência artificial; entenda o motivo

Através da subsidiária Annapurna Labs, empresa de Jeff Bezos está construindo infraestrutura de IA ‘do zero’

Maria Eduarda Nogueira
Maria Eduarda Nogueira
13 de novembro de 2024
16:37 - atualizado às 14:34
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Imagem: Reprodução/Shutterstock - Montagem: Maria Eduarda Nogueira

A Amazon não quer mais depender da Nvidia para avançar seus projetos em inteligência artificial. E, para isso, a empresa de Jeff Bezos está investindo pesado na subsidiária Annapurna Labs para acelerar a produção de chips altamente tecnológicos que serão capazes de rodar as funcionalidades de IA

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Resumidamente, a companhia quer otimizar os próprios custos e os dos clientes da Amazon Web Services (AWS), aumentando a eficiência dos data centers através de chips mais potentes – e feitos com tecnologia própria. 

Só neste ano, a expectativa é que a big tech gaste US$ 75 bilhões majoritariamente para infraestrutura tecnológica. O valor é significativamente maior do que o gasto no ano passado: US$ 48,4 bilhões. 

E não deve parar por aí: na conferência de resultados do terceiro trimestre, o CEO Andy Jassy deu sinais de que os investimentos serão ainda maiores no ano que vem. 

A “Loja de Tudo” não é a única. A Microsoft, a Meta e o Google também estão colocando a mão no bolso para desenvolver soluções próprias.

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Esta pauta foi, inclusive, motivo de estresse no mercado, após a divulgação dos balanços do 3T24. Wall Street não recebeu muito bem o aumento nos gastos e acabou levando o Ibovespa junto para o “buraco”. 

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Nas palavras do vice-presidente de serviços de rede e computação da AWS, Dave Brown, a Amazon quer ser “o melhor lugar para rodar [chips da] Nvidia”. No entanto, a empresa também acredita que “é saudável ter uma alternativa”

A redução dos custos é uma das principais razões para a big tech querer se livrar da dependência da Nvidia. 

Entre os projetos já em andamento, a empresa desenvolveu o chip de IA Inferentia, que reduz em 40% as despesas para gerar respostas de modelos de IA.

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“O preço [da computação em nuvem] tende a ser muito maior quando se trata de aprendizado de máquina e IA”, explica Brown. “Quando você economiza 40% de US$ 1.000, isso não vai realmente afetar sua escolha. Mas quando você está economizando 40% em dezenas de milhões de dólares, isso sim afeta.”

Agora, a expectativa reside no lançamento de outro chip desenvolvido pela subsidiária Annapurna Labs: o Trainium 2. A tecnologia já está sendo testada por grandes companhias, como a Anthropic, concorrente da OpenAI que recebeu bilhões em incentivos da Amazon. 

“Não é apenas sobre o chip, é sobre o sistema completo”, disse Rami Sinno, diretor de engenharia da Annapurna e ex-Intel. 

Para fazer uma infraestrutura capaz de suportar IA, a Amazon (e as outras big techs que estão investindo em tecnologias próprias) precisa construir tudo do zero. “É realmente difícil fazer o que fazemos em escala. Não são muitas as empresas que conseguem”, afirma o diretor. 

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Seja como for, a empresa de Bezos ainda tem um longo caminho a percorrer para “minar” a dominância da Nvidia, que reportou US$ 26,3 bilhões em receita com vendas de chips para data centers de IA no segundo trimestre fiscal de 2024. 

* Com informações do Financial Times.

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