Adeus, penny stock: Oi (OIBR3) aprova grupamento de ações na B3. O que isso significa para o acionista?
Em assembleia de acionistas, a empresa conseguiu o aval para agrupar os papéis OIBR3 e OIBR4 na proporção de 10 para 1

A Oi (OIBR3) se prepara para descer da montanha-russa vivida pelas “penny stocks” na bolsa brasileira. A operadora telefônica anunciou na noite da última sexta-feira (10) a aprovação de grupamento de ações na B3.
Os acionistas da empresa aprovaram ontem, em assembleia geral extraordinária (AGE) a proposta de grupamento de 100% das ações da varejista.
O grupamento dos papéis será feito na proporção de 10 para 1. Isso significa que grupos de 10 ações da Oi serão unidos para formar um único novo papel.
Com essa união — que valerá tanto para os ativos ordinários (OIBR3) quanto para os preferenciais (OIBR4) —, o preço da ação também será multiplicado pelo mesmo fator.
- 10 ações para investir neste mês: veja a carteira recomendada da analista Larissa Quaresma, baixando este relatório gratuito.
Vale destacar que as ações na forma de American Depositary Shares (ADSs) não serão objeto do grupamento. Desse modo, as paridades dos ADSs com as ações locais passarão por ajuste, visando a manutenção do total de ADSs.
Assim, cada ação OIBR3 passará a representar 20 ADSs ON. Enquanto isso, uma ação preferencial OIBR4 será equivalente a 100 ADSs PN.
Leia Também
Com o grupamento, o capital social da Oi passará a ser composto por 66.030.374 ações, sendo cerca de 64,4 milhões ordinárias (OIBR3) e 1,57 milhões preferenciais (OIBR4).
Por que a Oi (OIBR3) vai fazer um grupamento de ações
O grupamento de ações da Oi (OIBR3) foi proposto no fim de março deste ano, junto ao balanço do quarto trimestre de 2023, para que a empresa conseguisse se enquadrar nas regras da B3.
O objetivo da operação era aumentar as cotações para que a Oi deixasse de ser uma penny stock, como são conhecidas as ações que negociam a menos de 1 real.
Isso porque a bolsa brasileira determina regras para inibir a negociação de penny stocks. Afinal, além do preço baixo, as ações de menor valor na bolsa tendem a passar por oscilações de preços ainda maiores do que o restante dos ativos do mercado acionário.
Segundo as normas da B3, uma ação não pode passar mais do que 30 pregões cotada abaixo de R$ 1. Quando isso acontece, a empresa em questão é notificada para que apresente um plano de adequação de preço.
- [Carteira recomendada] 10 ações brasileiras para investir agora e buscar lucros – baixe o relatório gratuito
Atualmente, as ações ordinárias da Oi (OIBR3) são negociadas a R$ 0,66 na B3 e acumulam desvalorização de 40% em um ano. Já os papéis preferenciais OIBR4 são cotados a R$ 1,81 na bolsa brasileira, com queda acumulada de 27% em 12 meses.
Segundo o comunicado enviado à CVM, além da adequação às normas da bolsa, o grupamento da Oi também permite que a companhia volte a atender um dos critérios para que as ações sejam elegíveis para participar de índices como o Ibovespa.
Período para livre ajuste das ações
A partir da próxima segunda-feira (13), os acionistas da Oi poderão ajustar suas posições em lotes múltiplos de 10 ações mediante negociação na B3.
O prazo de livre ajuste se encerrará em 16 de junho. A partir do dia 14 de junho, as ações passarão a ser negociadas exclusivamente na proporção resultante do grupamento aprovado ontem.
As frações remanescentes serão reagrupadas em números inteiros em leilões na bolsa até que haja a liquidação do montante total. Os detalhes dessas operações serão informados depois do fim do período de livre ajuste.
Recuperação judicial da Oi (OIBR3)
Vale lembrar que, em meados de abril, a Oi (OIBR3) conseguiu enfim aprovar o plano de recuperação judicial — após cinco tentativas e quase um mês depois da primeira assembleia de credores.
O documento obteve o aval de 79,87% dos credores presentes no encontro.
Entre os destaques do plano está o compromisso assumido pela companhia em vender ativos para trazer dinheiro ao caixa. O valor mínimo buscado para a ClientCo, unidade de fibra da Oi, por exemplo, será de R$ 7,3 bilhões.
O documento também prevê mecanismos para obter financiamentos de, no mínimo, R$ 650 milhões, para garantir a liquidez enquanto a tele negocia os ativos.
Já no início deste mês, a V.tal, subsidiária de fibra ótica da Oi, informou que emitirá cerca de 14,9 bilhões de ações a um preço total de R$ 4 a serem subscritas pelos seus controladores, fundos de investimento ligados ao BTG Pactual.
A operação pode provocar uma redução nos desembolsos da Oi da ordem de R$ 1,783 bilhão, no total.
SAÚDE DO CRÉDITO
Inter (INBR32) ainda não viu o pior: inadimplência deve subir no 3T26; CEO revela de onde vem a pressão
25 de setembro de 2026 - 12:51PREÇO NÃO É O SUFICIENTE
Ozempic no Mercado Livre emagrece as ações da RD Saúde (RADL3) e Pague Menos (PGMN3); bancos explicam o que falta para o Meli bater de frente com as grandes redes
25 de setembro de 2026 - 11:19Conteúdo Empiricus
Apesar da adoção crescente da inteligência artificial, 41% das empresas ainda apresentam dificuldades na integração com agentes de IA
24 de setembro de 2026 - 14:00NO BOLSO
Yduqs (YDUQ3) anuncia dividendos de R$ 750 milhões após fusão com a Afya, mas presente da dona da Estácio ao acionista pode ser ainda maior, diz JP Morgan
24 de setembro de 2026 - 13:45VENDE BRKM5, RECEBE DÍVIDA
OPA da Braskem (BRKM5) com data marcada: vale a pena trocar as ações pelo que o novo controlador oferece?
24 de setembro de 2026 - 12:32MAIS DE R$ 9 BILHÕES EM RECEITA
Yduqs (YDUQ3), dona da Estácio, anuncia fusão com a Afya e cria gigante em educação médica no Brasil; veja quanto cai no seu bolso
24 de setembro de 2026 - 9:02ALÉM DA PRIVATIZAÇÃO
Privatização da Copasa (CSMG3) chama atenção do mercado, mas Bradesco BBI tem ainda mais motivos para apostar em alta de mais de 38% para a ação
23 de setembro de 2026 - 16:21O PREÇO DA “GENEROSIDADE”
Petrobras (PETR4) caminha para um dos maiores dividendos do mundo. A ação ficou cara demais para comprar agora?
23 de setembro de 2026 - 14:25NOVO FILÃO DE CRESCIMENTO
Maior alta do Ibovespa hoje: Magazine Luiza (MGLU3) sobe na bolsa após decisão de agência do governo; entenda o que mexe com a varejista
23 de setembro de 2026 - 13:58GOVERNANÇA CORPORATIVA
O conselheiro é independente mesmo? Indicação pelo controlador é comum; saiba quando ela vira um problema para a empresa
23 de setembro de 2026 - 12:33SOB PRESSÃO
Braskem (BRKM5) vira campo de batalha: MP questiona processo e credores exigem que Petrobras (PETR4) e IG4 paguem parte da conta
23 de setembro de 2026 - 11:35PROVENTOS
Mais de R$ 600 milhões aos acionistas: confira quem tem direito a receber o JCP da Localiza (RENT4)
22 de setembro de 2026 - 19:27TERMÔMETRO DAS ELEIÇÕES
O mercado já escolheu seu cavalo eleitoral? Banco do Brasil (BBAS3) dispara 26% na bolsa, mas a conta não fecha só com as urnas
22 de setembro de 2026 - 17:03UM BOM NEGÓCIO?
Santander quer comprar seu papel SANB11 — mas o que o minoritário ganha ao trocar as ações por BDRs?
22 de setembro de 2026 - 14:16EXPANSÃO
Vale (VALE3) compra 30% da Ligga por R$ 972,36 milhões e prevê expandir capacidade em quatro vezes; qual o plano da mineradora?
22 de setembro de 2026 - 14:01ABRE E FECHA
JBS (JBSS32) fecha capital e J&F quer ser aberta no Brasil: o que muda para o investidor em ações e debêntures na B3
22 de setembro de 2026 - 11:43DE A PARA B
Entre JBS e J&F: o xadrez financeiro dos irmãos Batista na B3
21 de setembro de 2026 - 19:37PREPAREM O BOLSO
Dividendos e JCP: empresas anunciam mais de R$ 600 milhões aos acionistas; saiba quem paga e quando receber
21 de setembro de 2026 - 19:13SINERGIAS
Fusão com a Afya pode turbinar lucro da Yduqs (YDUQ3) e deixar ação mais barata, segundo Itaú BBA; veja o possível prêmio
21 de setembro de 2026 - 17:41A PENEIRA DOS BANCÕES