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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

HORA DE COMPRAR?

Ação da Sabesp (SBSP3) já subiu 57% em um ano — e você pode lucrar ainda mais com a privatização da empresa, diz XP

Na avaliação da corretora, a possibilidade de a empresa de saneamento básico de São Paulo se manter estatal representaria um prejuízo para quem quer investir no papel — mas a probabilidade disso acontecer é baixa

Camille Lima
Camille Lima
4 de março de 2024
15:07 - atualizado às 14:31
privatização da sabesp sbsp3
Imagem: Renan Dantas/Money Times / Montagem: Bruna Martins

As ações da Sabesp (SBSP3) acumularam uma valorização de 57% em 12 meses — mas a XP Investimentos acredita que a privatização pode destravar um potencial ainda maior para a companhia de saneamento.

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Os analistas mantiveram a recomendação de “compra” para a ação SBSP3 e elevaram o preço-alvo, de R$ 80 para R$ 110 por papel. O novo valor implica em um potencial de alta de 38% em relação ao último fechamento.

Na visão da XP,  a maior probabilidade de desestatização da companhia aliada ao novo modelo regulatório proposto para a empresa de água e esgoto de São Paulo e aos resultados financeiros recentes levaram a uma revisão para cima das estimativas.

“Acreditamos que a nova proposta foi uma notícia positiva, pois reduziu o risco regulatório para a empresa”, afirmou a XP, em relatório. 

Além da proposta, os analistas acreditam que o governo está se movendo de acordo com o cronograma da privatização e que as chances de privatização “aumentaram consideravelmente com os recentes acontecimentos nos âmbitos político e regulatório”. 

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Sabesp (SBSP3): vem privatização pela frente?

Para os analistas, atualmente existem três principais cenários para o futuro da companhia de saneamento de São Paulo: manter-se estatal, com 20% de chance de acontecer; a privatização com um parceiro estratégico (40%); e a privatização como uma corporation (40%).

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No caso da privatização, os analistas consideram que a probabilidade subiu para 80%, com a desestatização podendo acontecer até meados de 2024.

“Destacamos a aprovação do projeto de lei na Assembleia de São Paulo, o marco regulatório proposto, a derrota de várias ações judiciais contra o processo e o apoio político de participantes importantes, como o prefeito da cidade de São Paulo”, escreveu a XP. 

Na análise da XP, porém, ainda existem muitas etapas consideradas essenciais a serem cumpridas até a desestatização. Confira:

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  1. As aprovações municipais; 
  2. O modelo de governança que será implementado na Sabesp; 
  3. A seleção do parceiro estratégico; e 
  4. A oferta pública na bolsa de valores.

Segundo os analistas, a visão mais positiva para a Sabesp ainda considera a mudança na revisão das tarifas no novo modelo regulatório proposto

Para a XP, o reconhecimento do capex (investimento) anual nas tarifas do novo modelo é um dos pilares para o otimismo — ao contrário da estrutura anterior, que incluía o capex em uma base prospectiva nos ciclos de revisão tarifária. 

Na projeção dos analistas, a expectativa é de 50% de compartilhamento de eficiência na segunda revisão e 75% nas revisões seguintes.

Diferenças entre um novo parceiro ou transformação em corporation

Para a XP, a maior probabilidade de privatização levanta dúvidas sobre como a desestatização será feita: por meio de um novo parceiro estratégico ou através da transformação em corporation — uma sociedade sem acionista controlador.

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A corretora acredita que os investidores da Sabesp atualmente preferem um novo controlador estratégico para a companhia. 

A expectativa é que esse potencial parceiro tenha uma participação de 15%, com um período de lock-up — que impede esse acionista de vender sua fatia na empresa por uma quantia de tempo — de 5 anos e seria escolhido em um leilão antes da oferta pública.

Porém, os analistas destacam a preocupação de que os potenciais parceiros estratégicos possam reconsiderar suas ofertas se o preço das ações ultrapassar suas metas internas de retorno

Nas contas da XP, o valuation de 1,0 vez o múltiplo EV/RAB (valor de firma sobre a base de ativos regulatórios) parece ser uma referência importante para os investidores estratégicos que buscam a aquisição da Sabesp. 

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“Um valor adicional provavelmente viria de uma operação mais eficiente do que os níveis regulatórios devido ao know-how do parceiro estratégico”, projetam os analistas.

  • LEIA TAMBÉM: O Money Picks analisou 20 carteiras recomendadas de diversas casas de análise e bancos para descobrir os melhores investimentos para março; confira as top picks aqui

Quanto é possível lucrar com as ações da Sabesp (SBSP3)?

A visão otimista dos analistas da XP Investimentos para os papéis SBSP3 considera os três cenários possíveis para o futuro da Sabesp — e a chance de cada um deles se tornar realidade. 

Na avaliação da XP, porém, a possibilidade de a companhia de saneamento se manter estatal representaria um prejuízo para quem quer investir na ação. 

Os analistas fixaram um preço-alvo de R$ 67 por papel — equivalente a uma desvalorização de 15,9% frente ao último fechamento das ações na bolsa de valores.

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O cenário mais intermediário de desempenho dos papéis seria a privatização da companhia de saneamento para se transformar em uma sociedade sem controlador.

“Como uma corporation, esses ganhos devem ser obtidos em um ritmo mais lento e talvez nem sejam totalmente obtidos”, preveem os analistas. Nesse caso, os analistas preveem um preço-alvo de R$ 115 por ação, uma alta potencial de 44%.

Por sua vez, com um parceiro estratégico, a XP avalia que os ganhos operacionais devem ser obtidos pela Sabesp mais rapidamente, considerando a experiência desse investidor.

Para o caso da privatização com novo parceiro, os analistas acreditam que a empresa alcançaria um preço-alvo de R$ 127 por papel — implicando em um potencial de valorização de 59%.

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