A temperatura subiu para a SLC Agrícola — vale a pena colher os frutos das ações SLCE3 agora?
Bank of America e Santander elevam o preço-alvo dos papéis da principal produtora agrícola com ações na B3 e dizem se vale a pena tê-las na carteira

O CEO da SLC Agrícola, Aurélio Pavinato, disse esta semana em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro que a temperatura não deve dar trégua nos próximos anos aos negócios da empresa. Mas isso não quer dizer que o investidor deve arrancar as ações SLCE3 da carteira. Segundo o Santander e o Bank of America, é possível colher bons frutos com esses papéis.
Tanto é possível que o BofA elevou a recomendação da SLC Agrícola de venda para neutra e subiu o preço-alvo de R$ 18 para R$ 22 — o que representa um potencial de valorização de 15% em relação ao último fechamento.
No caso do Santander, o banco iniciou a cobertura de SLC agora, com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 23 para 2024 — o que representa um potencial de valorização de 20% sobre o último fechamento.
A mudança ajuda os papéis da produtora agrícola a subirem na B3 nesta quinta-feira (25). As ações SLCE3 avançam 1,62%, cotadas a R$ 19,43. No mês, elas acumulam alta de 3,24%, mas, no último ano, a perda é de quase 8%. Acompanhe nossa cobertura ao vivo dos mercados.
Os bons ventos para a SLC
Apesar do clima quente — que levou a SLC a reduzir as projeções para a safra 2023/2024 — o Santander diz que a queda de 15% no preço das ações SLCE3 desde agosto de 2023 é excessiva e há expectativa de que a empresa consiga aumentar produtividade, com expansão da área de plantio e custos estáveis em um potencial cenário de La Niña.
O banco projeta que 2024 será um ano positivo para a SLC ampliar a área locada, já que as temporadas que antecederam a safra 2023/2024 foram favoráveis para os produtos, devido a um forte aumento nos preços das commodities.
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Considerando a desaceleração da produção na região Centro-Oeste, que dificulta que proprietários obtenham os mesmos rendimentos operacionais de antes, o Santander vê o arrendamento como uma opção mais atraente para a SLC.
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Muito sol e pouca sombra para a SLC
Já o BofA, apesar de ter elevado a recomendação da SLC, vê pouca sombra e muito sol para os negócios da empresa.
O banco norte-americano justificou o aumento do preço-alvo de SLCE para R$ 22 devido a um "risco negativo limitado por conta de uma temporada de colheita mais suave nas últimas semanas".
O BofA lembra ainda que os preços do algodão "atingiram a menor cotação em novembro e se recuperaram em 5% desde então, com ligeira melhoria na demanda”.
Já a participação de 5,4% da família Scheffer na empresa também é bem avaliada uma vez que "a Scheffer é uma empresa do agronegócio mato-grossense com área plantada de 215 mil hectares, 1/3 da área da SLC, com foco em algodão e grãos".
Comprar ações da companhia seria a forma mais barata de investir em terrenos no Brasil, de acordo com o BofA, já que "os papéis são negociados a 0,6 vez o múltiplo preço pelo valor patrimonial líquido (P/NAV), contra a média histórica de 0,75 vezes".
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