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O banco norte-americano também estabeleceu o preço-alvo das ações ordinárias da estatal em R$ 49; entenda a mudança
As ações ordinárias da Petrobras acumulam ganho de quase 20% este ano — só nesta quarta-feira (25), PETR3 sobe 1,36%, cotada a R$ 41,05. O JP Morgan vê espaço para mais e não está sozinho na visão positiva para a estatal.
Nesta quarta-feira (25), o banco norte-americano elevou a recomendação de PETR3 de neutro para compra, com preço-alvo de R$ 49 — o que representa um potencial de valorização de 21% sobre o fechamento anterior.
Segundo o JP Morgan, o sólido fluxo de caixa livre (FCF) da estatal e o valuation descontado justificam a mudança.
Vale lembrar que a Petrobras é uma das principais escolhas do banco no setor de óleo e gás na América Latina, ao lado da Prio (PRIO3).
A eficiência em custos é o que mais chama atenção do JP Morgan para a Petrobras. Segundo o banco, a estatal se torna ainda mais relevante quando comparada com o desempenho abaixo do esperado das petroleiras juniores brasileiras.
O banco também destaca a resiliência operacional da companhia, com ativos no pré-sal que garantem baixos custos de produção e competitividade, mesmo com a queda dos preços do petróleo — o que se traduz em projeções de fluxo de caixa livre de 19% para 2025.
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"Em comparação com as empresas juniores brasileiras, que enfrentam desafios de produção, a Petrobras se posiciona de forma mais vantajosa devido à estabilidade e baixo custo operacional", diz o JPMorgan em relatório.
A gestão da Petrobras sempre é uma fonte de preocupação para os acionistas, que temem as interferências diretas do governo e seus efeitos sobre os dividendos.
No entanto, na visão do JP Morgan, o risco para a tese da Petrobras está na alocação de capital, com fusões e aquisições e o aumento do capex podendo comprometer o retorno do fluxo de caixa livre.
Embora a previsão dessas atividades seja complexa, o banco vê um aumento significativo no orçamento de capex sob a nova administração.
Apesar das preocupações com possíveis mudanças estratégicas que possam impactar negativamente o caixa da empresa, o JP Morgan evidencia a capacidade da estatal de gerar retornos atraentes mesmo com preços mais baixos do petróleo.
Além disso, o banco afirma que a situação fiscal do governo brasileiro cria uma convergência de interesses entre acionistas majoritários e minoritários, especialmente em curto prazo.
"A gestão tem mantido uma política consistente de preços e dividendos, sugerindo a possibilidade de dividendos acima do mínimo previsto", diz o JP Morgan.
E não é só a Petrobras que é bem vista pelo JP Morgan. O banco norte-americano manteve a visão positiva para outra queridinha do setor: a Prio (PRIO3).
De olho no futuro promissor da empresa e na capacidade de gerar fluxo de caixa livre de forma eficiente, o JP Morgan recomenda a compra de PRIO3, com preço-alvo de R$ 62 — o que representa um potencial de valorização de 33% em relação ao último fechamento.
Por volta de 13h30, as ações da Prio caíam 2,45%, cotadas a R$ 45,40. No mesmo horário, o Ibovespa descia 0,12%, aos 131.991,83 pontos. Já o petróleo recuava mais de 2% no mercado internacional.
O banco considera a Prio uma opção com excelente relação risco-retorno, destacando o histórico consistente, capacidade de gerar caixa e potencial de crescimento, especialmente com os projetos de Wahoo e Albacora Leste.
Enquanto o JP Morgan melhorou a recomendação para PETR3, o BB Investimentos revisou as estimativas para a Petrobras e introduziu um novo preço-alvo para 2025 de R$ 48,50 tanto para PETR4 e PETR3.
"Nossa avaliação deriva de um método de Fluxo de Caixa Descontado (DCF) de dez anos, assumindo um WACC em 12,6% e um crescimento na perpetuidade (g) de 2,0%", diz o banco em relatório.
O BB Investimentos lembra, no entanto, que a Petrobras tem importantes desafios de longo prazo, notadamente na reposição de reservas e aspectos ambientais, considerando o contexto de transição energética e a crescente pressão por práticas mais sustentáveis.
Sobre os dividendos, o banco diz que a Petrobras tem mantido uma remuneração aos acionistas bastante superior aos pares, graças à forte geração de caixa operacional, reforçada pela boa gestão do endividamento e pelo baixo patamar de alavancagem.
No ano passado, a Petrobras entregou um retorno de dividendos de 23,4%, considerando a média das cotações de ambas ações em 2023, representando o segundo maior montante pago entre as seis maiores petroleiras globais, atrás apenas da Saudi Aramco.
"Em nosso modelo, consideramos uma distribuição de 36% do lucro líquido em 2025, estimado em R$ 119 bilhões, ponderando a fórmula atual de distribuição de 45% do fluxo de caixa livre (FCL). Isso deve resultar em uma distribuição de R$ 3,49 por ação para 2025 (yield de 6,6%)", diz o banco, reconhecendo que é uma projeção conservadora e que tem chances de ser elevada pela distribuição de dividendos extraordinários.
A produção superou em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance da estatal, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.
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