Gestores veem Copom aumentando os juros, mas quanto? Tubarões do mercado revelam apostas para o futuro da Selic até o fim de 2024
Na avaliação de Rodrigo Azevedo, da Ibiuna, e de André Jakurski, da JGP, a Selic pode superar a marca de 12% nos próximos meses

Nomeado para suceder Roberto Campos Neto à frente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo tem dado a entender que o Brasil deve vivenciar uma nova alta dos juros nos próximos meses. A dúvida dos gestores no momento é até onde o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC vai elevar a taxa básica de juros (Selic).
Em encontro anual com figuras do mercado, dois tubarões do mercado financeiro brasileiro revelaram suas previsões para o futuro próximo da Selic.
- Veja mais: o que está em jogo para a Bolsa brasileira com Gabriel Galípolo na presidência do Banco Central?
Na avaliação de Rodrigo Azevedo, sócio e gestor da estratégia macroeconômica da Ibiuna Investimentos — que atualmente administra mais de R$ 20 bilhões em ativos —, as taxas de juros devem subir 1,5 ponto percentual (p.p) até o fim de 2024.
“O BC vai ter que tomar uma decisão: ser preventivo ou reativo? Na minha avaliação, a instituição deveria ser proativa. Um ajuste de 1.5 p.p até o fim do ano é suficiente para atravessar um período de maiores incertezas com a certeza que inflação está caminhando para a meta”, disse Azevedo.
Se a projeção se materializar, a Selic sairia dos atuais 10,50% ao ano para a marca de 12%. Essa perspectiva levou o banco Santander Brasil a fazer as contas para tentar responder quem ganha e quem perde com a alta dos juros.
Vale lembrar que o Copom ainda tem três reuniões marcadas para acontecer em 2024, em 17 e 18 de setembro; 5 e 6 de novembro; e 10 e 11 de dezembro.
Leia Também
Já André Jakurski, sócio-fundador da JGP — que possui mais de R$ 17 bilhões em ativos —, prevê que o aperto monetário será ainda maior e deverá superar a marca de 1,5 p.p.
“Acredito que os juros estão mais precificados, um aumento de 1,50 ponto percentual espaçado não vai fazer muita diferença, a não ser que governo esteja confortável a ter inflação”, afirmou Jakurski.
“Na prática, empiricamente o Banco Central não está mirando os 3% de inflação, mas sim algo próximo de 4%. Mas se em 2025 tivermos uma inflação de 4,5%, nada impede que o percentual chegue a 5% no outro ano”, acrescentou.
- Leia também: Stuhlberger vê Brasil com ‘muita cautela’ em meio a tendência “explosiva” para o fiscal
Na avaliação do gestor, o Banco Central atualmente opera em uma “torre de marfim”, com pressões vindas de todos os lados — especialmente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — para reduzir os juros.
“O BC vai enfrentar uma pressão muito forte para não subir os juros, mas é necessário. Historicamente, o juro no Brasil tem sido muito alto. Considerando os ganhos reais do S&P com dividendos reinvestidos desde 1970 até hoje, de 6,7%, o percentual fica próximo do juro real no país. Então na margem, seria até melhor investir em juro real no Brasil do que no próprio S&P.”
CORRENDO CONTRA O TEMPO?
A 10 dias das eleições, ministro da Fazenda defende que governo Lula adotou ‘política fiscal correta’ em artigo na The Economist
25 de setembro de 2026 - 10:39TENTE OUTRA VEZ
Ozempic no SUS? Governo tenta emplacar canetas emagrecedoras nos postos de saúde e cita queda de 70% nos preços
25 de setembro de 2026 - 7:37MÁQUINA DE MILIONÁRIOS EMPERRADA
Mega-Sena 3062 encalha e prêmio em jogo sobe para R$ 45 milhões; Lotofácil, Quina e outras loterias também acumulam
25 de setembro de 2026 - 6:48IVA VEM AÍ
Do supermercado à academia: o que a reforma tributária muda para o seu bolso como consumidor?
25 de setembro de 2026 - 6:03NINGUÉM PAGA SOZINHO
Quem vai pagar a conta da Braskem (BRKM5)? Petrobras (PETR4) recusa aporte isolado, enquanto credores pressionam por bilhões
24 de setembro de 2026 - 19:30EQUILIBRANDO PRATOS
Palmeiras, ciclope e doping: as metáforas de Galípolo para falar de juros, crédito e driblar perguntas espinhosas
24 de setembro de 2026 - 17:30EDUCAÇÃO NOS HOLOFOTES
Cogna (COGN3) ainda pode subir 35%, mas Bradesco BBI faz um alerta para quem está de olho na ação
24 de setembro de 2026 - 16:45FIN4SHE 2026
Onde as mulheres investem? Presença feminina na B3 cresce 83%, mas ativo favorito ainda é outro
24 de setembro de 2026 - 15:49VISÃO DO GESTOR
O que Luis Stuhlberger espera de um governo Lula 4 e de um governo Flávio Bolsonaro
24 de setembro de 2026 - 13:39CAFEÍNA NA VEIA
Preço do café cai, consumo aumenta: brasileiros voltam a encher a xícara em 2026
24 de setembro de 2026 - 10:57ENGENHARIA FINANCEIRA
Banco Genial na mira: Operação Crédito Oculto investiga suposto esquema para esconder donos de distribuidora de combustíveis
24 de setembro de 2026 - 9:51NA TRAAAAAVE!
368 apostadores ficam no quase na Lotofácil 3787; Lotomania e +Milionária pagam mais de R$ 100 mil por bolas na trave
24 de setembro de 2026 - 6:53É HOJE
INSS e BPC/LOAS são pagos hoje; confira datas de setembro de 2026 e regras dos benefício
24 de setembro de 2026 - 5:05IRPF 2026
Receita Federal abre consulta a lote de restituição do Imposto de Renda para quem caiu na malha fina
23 de setembro de 2026 - 8:50ATENÇÕES DIVIDIDAS
Lotofácil 3786 e Dia de Sorte 1304 pagam prêmio principal; Mega-Sena 3061 acumula e agora promete R$ 38 milhões
23 de setembro de 2026 - 6:41BARGANHA GEOPOLÍTICA
Xi Jinping tem arma contra Trump que pode beneficiar uma empresa no Brasil, defende BTG
22 de setembro de 2026 - 16:35MUITO CUIDADO
Suzano (SUZB3) ou Klabin (KLBN11)? Bradesco BBI analisa setor de papel e celulose e apresenta sua “top pick”
22 de setembro de 2026 - 15:55ATÉ ONDE A SELIC VAI?
Copom vê a economia esfriar, mas não dá ao mercado a resposta que ele mais quer sobre os juros
22 de setembro de 2026 - 11:28ASSEMBLEIA VIRTUAL
Greve na Caixa: funcionários votam proposta do banco para o fim da paralisação; conheça a decisão
22 de setembro de 2026 - 7:10DEZENAS DE GANHADORES