Um quarto sem janela: Ibovespa busca recuperação de banho de sangue de olho no PIB dos EUA e no RTI
Roberto Campos Neto e Gabriel Galípolo concedem entrevista coletiva conjunta depois da apresentação do Relatório Trimestral de Inflação

É difícil entrar em um quarto sem janela sem reparar nessa condição.
Existem meios de mitigar o problema. Uma iluminação planejada e recursos artificiais de ventilação do ambiente ajudam, por exemplo.
No entanto, basta uma queda de energia ou a necessidade de manutenção do ar-condicionado para que o desconforto tome conta. Impróprio para quem sofre de claustrofobia.
Quem parece estar vivendo em um quarto sem nenhuma janela é o mercado brasileiro de capitais. A última oferta pública inicial (IPO) de ações na B3 ocorreu em 2021.
É verdade que, da Bradesco Seguros à Solar Bebidas, há rumores e estudos em andamento quanto à viabilidade de novos IPOs. Muito se fala também de uma possível reabertura de capital do Banco da Amazônia.
Sem ir tão longe, a Automob (AMOB3) até estreou na bolsa na última segunda-feira. Entretanto, não se trata exatamente de um IPO, mas de uma reorganização da Vamos, empresa do grupo Simpar que estreou na B3 naquela janela de 2021 e hoje compõe o Ibovespa.
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O fato é que sai ano, entra ano e os investidores se perguntam: quando a janela de IPOs vai reabrir?
No entanto, diante dos juros em níveis altamente restritivos e da desconfiança do mercado em relação à política fiscal do governo, essa janela não reabre tão cedo.
Quem diz isso é Vinícius Carmona, sócio e diretor de relações com investidores da BR Partners.
Enquanto isso, a sinalização emitida pelo Federal Reserve de que os juros nos Estados Unidos baixarão em um ritmo mais lento do que esperam os participantes do mercado provocou um banho de sangue na quarta-feira.
O dólar renovou mais uma vez o recorde de fechamento em relação ao real, agora na faixa de R$ 6,26, o Ibovespa por pouco não perdeu os 120 mil pontos e o índice Dow Jones emplacou a mais extensa série de quedas em meio século.
Os efeitos da sinalização do Fed você confere na reportagem da Carolina Gama.
Para hoje, os investidores repercutem as decisões dos bancos centrais do Japão e da Inglaterra, o PIB dos EUA no terceiro trimestre e o leilão à vista de até US$ 3 bilhões pelo BC brasileiro.
Em Brasília, a PEC do ajuste fiscal segue seu trâmite pelo Congresso enquanto Gabriel Galípolo e Roberto Campos Neto concedem entrevista coletiva depois da divulgação do Relatório Trimestral da Inflação.
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MOEDA EM DISPARADA
O céu é o limite para o dólar: Banco Central despeja US$ 12,7 bilhões no mercado em 4 dias. Por que a moeda americana não baixa? A sazonalidade de dezembro, somada com uma tentativa de escapar de uma possível taxação, ajudaram a sustentar o câmbio elevado — mas essa não é a única explicação.
RUMO INTERNACIONAL
“Não somos só uma bolsa de renda variável”, diz Gilson Finkelsztain; CEO da B3 (B3SA3) diz o que vai ser da dona da bolsa em 2025 diante do nervosismo do mercado. CEO da B3 (B3SA3) diz não se preocupar, já que 80% do negócio está baseado em áreas que devem seguir crescendo.
CÂMBIO
Dólar a R$ 6,26: o choque de credibilidade que faz a moeda americana disparar por aqui, segundo o Itaú. A política monetária norte-americana e o retorno de Donald Trump à Casa Branca explicam parte da valorização do dólar no mundo, mas há muito mais por trás desse movimento.
JUROS EM ALTA
Tesouro IPCA+ agora oferece retorno anual de 7% acima da inflação em todos os vencimentos com temor fiscal e alta do dólar. Na quarta-feira (18), as taxas operaram em alta com a expectativa de conclusão pela Câmara e pelo Congresso das votações do pacote fiscal e leis orçamentárias.
BOLSA BARATA ATÉ QUANDO?
O investidor gringo não vai salvar a bolsa brasileira: 2025 será um ano longo para quem investe em ações na B3, segundo o BTG. Atualmente existe uma alocação em bolsa muito baixa em relação à média histórica e valuations descontados na B3 — mas o banco não vê gatilhos de alta mesmo assim; entenda.
CONGRESSO
Câmara conclui votação de projeto que prevê novo limite de gastos públicos em caso de déficit. Proposta integra o pacote de ajuste fiscal do governo; texto segue para o Senado.
DATAFOLHA
Lula nos próximos dois anos: pesquisa mostra como os brasileiros encaram o governo daqui para frente. O levantamento divulgado na noite de terça-feira (17) mostrou também o índice de desaprovação do petista; confira todos os números.
AGORA SÓ EM JANEIRO
Problema para o ano que vem? Agrogalaxy (AGXY3) adia mais uma vez a divulgação dos resultados do 3T24; veja nova data. Empresa do agronegócio atribui o atraso ao processo de recuperação judicial.
PETRÓLEO E GÁS
PetroReconcavo (RECV3) fecha acordo de US$ 65 milhões com a Brava Energia (BRAV3) para aquisição de infraestrutura de gás no Rio Grande do Norte. Segundo as empresas, a parceria visa aumentar a eficiência operacional e otimizar os custos de escoamento e processamento de gás natural na região.
REESTRUTURAÇÃO DE DÍVIDAS
Azul (AZUL4) lança ofertas de troca de dívida com credores, mas ações caem na B3 hoje; saiba o que esperar da aérea daqui para frente. A conclusão desta etapa da renegociação de débitos com os credores pode garantir o acesso da companhia a mais de R$ 3 bilhões em financiamento já no mês que vem.
NOVO SABOR
Ambev (Abev3): O que pode estar por trás do anúncio de um novo CFO a partir de 2025. Ambev não detalhou quais seriam os motivadores da mudança, mas há de se levar em conta algumas hipóteses e fatos recentes.
NÃO VAI DEIXAR MESMO
Uruguai mantém a decisão de barrar a aquisição de unidades da Marfrig (MRFG3) pela Minerva (BEEF3); e agora? As autoridades do país já tinham sinalizado que não autorizariam a compra em maio deste ano; decisão é mantida.
SINAL VERDE
Oi (OIBR3) mais próxima do fim da recuperação judicial: Anatel aprova a venda da ClientCo para a V.tal. Tratava-se da última etapa para que a transação fosse concluída. A autorização da Anatel chega poucas semanas após o Cade também aprovar, sem restrições, a operação.
COMPRAR OU VENDER
É hora de comprar a ação do Assaí? ASAI3 ganha cobertura do BB-BI, que vê potencial de alta de 118% em 2025; entenda os motivos. Apesar da queda de 59% dos papéis em 2024, o banco vê oportunidades na especialização da companhia no formato de atacarejo, que continua a crescer no Brasil.
ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: Banco Pan (BPAN4), Carrefour (CRFB3) e Vibra (VBBR3) pagam juntos mais de R$ 700 milhões aos acionistas; veja como receber. Conselhos das empresas aprovaram mais uma distribuição de juros sobre o capital próprio para quem estiver na base acionária em dezembro.
FINALMENTE!
Adeus planilha de Excel: Receita e B3 lançam ReVar, calculadora de imposto de renda de ativos negociados em bolsa. Programa auxiliar da Receita Federal inicialmente contemplará transações com ações, BDRs e fundos listados, como FIIs, fiagros e ETFs.
UM BILIONÁRIO ANÔNIMO
Criador do bitcoin (BTC), Satoshi Nakamoto caminha para destronar Elon Musk e se tornar a pessoa mais rica do planeta em 2025. Com a recente disparada da criptomoeda, seu criador se tornou a 12ª pessoa mais rica do mundo. Se as projeções da Bitwise se confirmarem, sua fortuna pode superar a do dono da Tesla.
TODOS CONTRA A TESLA E A BYD
A Honda vai se juntar à Nissan? O que uma megafusão entre as duas fabricantes de carros japonesas significa para a indústria automotiva mundial. Até o momento, a união das duas companhias não passa de rumor — embora tanto a Nissan quanto a Honda não tenham confirmado ou negado a possibilidade.
RUMO À SC
Melnick (MELK3) fecha parceria para atuar em projeto com apartamentos de mais de R$ 100 milhões no litoral de Santa Catarina. Empresa já está negociando outras parcerias no estado; Projeto Tempo, da incorporadora Müze, quer levar o Hotel Emiliano para a costa catarinense.
LOTERIAS
Lotofácil faz o segundo milionário da semana e Quina acumula de novo, mas só se fala na Mega da Virada. Enquanto a Lofotácil segue fazendo jus ao nome e à fama, a Quina acumulou pelo décimo-primeiro sorteio consecutivo.
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