O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Nos momentos de pessimismo extremo, os dividendos servem como um lembrete de que as ações não são simplesmente ativos cujos preços sobem ou descem a depender do humor do mercado
O print abaixo foi tirado do terminal Bloomberg às 17h20 da tarde de quinta-feira (28). Como você pode perceber, a tela mostra um banho de sangue na bolsa brasileira.
As ações acima fazem parte do ETF Teva Microcaps, que não se safou do mau humor com o pacote fiscal apresentado pela equipe econômica.
Mas eu não quero falar sobre isso. Na verdade, eu quero focar em uma das poucas ações que subiram ontem, e que está no topo da tabela: o BR Advisory Partners (BRBI11), ou BR Partners para os íntimos.
Mesmo em um dia horroroso, as ações do banco mostraram força, e o motivo foi o anúncio de R$ 81,9 milhões em dividendos extraordinários, equivalente a 5% de dividend yield.
Na verdade, se não fosse um dia tão ruim para as ações brasileiras, o desempenho de BRBI11 teria sido ainda melhor.
Leia Também
Mas o que esse episódio realmente nos mostra é que os dividendos não ajudam apenas a aumentar a rentabilidade dos investidores.
Na verdade, nesses momentos de pessimismo extremo, os dividendos servem como um lembrete de que as ações não são simplesmente ativos cujos preços sobem ou descem a depender do humor do mercado.
Esses “pedaços de papel” também oferecem aos donos uma participação no lucro das empresas e ajudam a estabelecer um lastro para as ações.
Por exemplo, imagine que a empresa A não tenha lucro e nem distribua dividendos. É óbvio que a ação não vai negociar por zero, ela terá algum valor.
Só que esse valor estará pautado em métricas pouco sólidas, como “o lucro da companhia daqui três anos", ou a “geração de caixa quando resolver o problema do endividamento”, entre outras promessas.
Mas basta um pequeno estresse para o mercado começar a questionar as promessas, e essas ações são justamente as primeiras a serem vendidas em um dia como o de ontem.
Agora, imagine a empresa B, que tem lucro e paga bons dividendos. Por mais que o cenário piore, no fim do dia os acionistas têm uma métrica clara para precificar os papéis: o dividend yield.
Voltando ao exemplo de BR Partners, de acordo com a Bloomberg, a expectativa é que a companhia distribua perto de R$ 1,35 por BRBI11 em 2025, o que equivale a 9% de dividend yield.
Obviamente, isso não impede que a ação caia. Mas lembre-se que, quanto mais ela cair, mais atrativo começa a ficar o retorno via dividendos.
Um exemplo exagerado, mas que ajuda a entender o meu ponto: imagine que BRBI11 caia -50% nos próximos meses, de R$ 15 para R$ 7,50, e que os dividendos não se alterem.
O dividend yield saltaria de 9% para 18%! Um nível tão elevado, para uma empresa de tanta qualidade, que é difícil imaginar que possa acontecer. Muito antes, surgiriam compradores capazes de estabelecer um piso para as ações, porque elas oferecem um lastro fácil de ser visualizado, mesmo em momentos de estresse.
O BR Partners é um exemplo de empresa pagadora de dividendos que eu gosto bastante, mas existem muitas outras nessas condições.
Aliás, a Empiricus tem uma série focada exclusivamente em ações que distribuem bons dividendos e que, por terem esse lastro, costumam performar melhor que a média nesses momentos de estresse.
Com o humor ainda bastante abalado, as chamadas Vacas Leiteiras costumam estar entre as melhores ações para se ter na carteira, até o humor voltar a melhorar.
Se quiser conferir a lista completa de boas pagadoras de dividendos para esse momento, deixo aqui o convite.
Um abraço e até a próxima semana,
Ruy
Entenda como a Natura rejuvenesceu seu negócio, quais os recados tanto do Copom quanto do Fed na decisão dos juros e o que mais afeta o seu bolso hoje
Corte já está precificado, mas guerra, petróleo e eleições podem mudar o rumo da política monetária
Entenda por que a definição da Selic e dos juros nos EUA de hoje é tão complicada, diante das incertezas com a guerra e a inflação
A guerra no Irã pode obrigar a Europa a fazer um racionamento de energia e encarecer alimentos em todo o mundo, com aumento dos preços de combustíveis e fertilizantes
Guerras modernas raramente ficam restritas ao campo militar. Elas se espalham por preços, cadeias produtivas, inflação, juros e estabilidade institucional
Entenda o que esperar dos resultados dos maiores bancos brasileiros no 1T26; investidores estarão focados nos números que mais sofrem em ciclos de crédito mais apertado e juros maiores
Governo federal corta apoio a premiação internacional e engrossa caldo do debate sobre validade do Guia Michelin
Mesmo sem saber se o valor recebido em precatórios pela Sanepar será ou não, há bons motivos para investir na ação, segundo o colunista Ruy Hungria
A Sanepar não é a empresa de saneamento mais eficiente do país, é verdade, mas negocia por múltiplos descontados, com possibilidade de início de discussões sobre privatização em breve e, quem sabe, uma decisão favorável envolvendo precatório
Aprenda quais são as estratégias dos ricaços que você pode copiar e ganhar mais confiança na gestão do seu patrimônio
O mercado voltou a ignorar riscos? Entenda por que os drawdowns têm sido cada vez mais curtos — e o que isso significa para o investidor
Alta nos prêmios de risco, queda nos preços dos títulos e resgates dos fundos marcaram o mês de março, mas isso não indica deterioração estrutural do crédito
Entenda por que a Alea afeta o balanço da construtora voltada à baixa renda, e saiba o que esperar dos mercados hoje
Mesmo que a guerra acabe, o mundo atravessa um período marcado por fragmentação e reorganização das cadeias globais de suprimento, mas existe uma forma simples e eficiente de acessar o que venho chamando de investimento “quase obrigatório” em tempos de conflito
O Nubank arrematou recentemente o direito de nomear a arena do Palmeiras e mostra como estratégia de marketing continua sendo utilizada por empresas
Conheça a intensa biografia de Mark Mobius, pioneiro em investimentos em países emergentes, e entenda quais oportunidades ainda existem nesses mercados
Ainda não me arrisco a dizer que estamos entrando em um rali histórico para os mercados emergentes. Mas arrisco dizer que, esteja onde estiver, Mobius deve estar animado com as perspectivas para os ativos brasileiros.
Com transformações e mudanças de tese cada vez mais rápidas, entenda o que esperar dos resultados das empresas no primeiro trimestre de 2026
Com a desvalorização do dólar e a entrada de gringos na bolsa brasileira, o Ibovespa ganha força. Ainda há espaço para subir?
Entenda como a entrada de capital estrangeiro nos FIIs pode ajudar os cotistas locais, e como investir por meio de ETFs