Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O Ibovespa experimentou novos recordes em agosto — e uma combinação de acontecimentos pode ajudar a bolsa a subir ainda mais

Enquanto o ambiente externo segue favorável aos ativos de risco, a economia brasileira tem se mostrado mais resistente que o esperado

3 de setembro de 2024
7:01 - atualizado às 14:23
ibovespa barato bolsa ações
Imagem: Shutterstock

Nesta semana, os investidores encontraram uma segunda-feira (2) de liquidez reduzida devido ao fechamento dos mercados americanos em função do feriado do Dia do Trabalhador.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Contudo, essa aparente calmaria inicial não reflete o que está por vir, pois a semana promete ser intensa, com uma agenda econômica repleta de eventos importantes.

Entre os principais destaques estão dados macroeconômicos cruciais, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, com especial atenção voltada para o relatório de emprego americano de agosto, conhecido como payroll, que será divulgado na sexta-feira.

Este relatório é particularmente relevante, pois seus resultados podem influenciar as próximas decisões do Federal Reserve (Fed) sobre os cortes nas taxas de juros programados para setembro.

Vale destacar que, na semana passada, o PIB do segundo trimestre superou as expectativas e o índice de inflação preferido pelo Fed se manteve controlado em julho, aumentando a importância do payroll.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que esperar do payroll

Se o relatório de emprego vier mais fraco do que o esperado, as chances de um corte mais agressivo nos juros, de 50 pontos-base, em setembro, se fortalecem.

Leia Também

Por outro lado, se o mercado de trabalho americano continuar mostrando robustez, o Fed pode optar por um caminho mais cauteloso, com um corte inicial de 25 pontos-base.

De qualquer maneira, o período que antecede setembro tem sido favorável para as ações nos Estados Unidos, impulsionado pela expectativa de cortes nas taxas de juros, apesar de alguns momentos de volatilidade no início de agosto.

No cenário global, o ambiente continua promissor para ativos de risco.

No Brasil, por exemplo, o Ibovespa registrou um ganho de 6,5% em agosto, principalmente em resposta à melhora nas condições monetárias nos EUA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, uma postura mais assertiva do diretor de política monetária do Banco Central do Brasil, que assumirá a presidência da instituição, ajudou a ancorar novamente as expectativas sobre a política monetária nacional, reforçando o otimismo entre os investidores.

A recente alta do Ibovespa e a valorização do real estão diretamente ligadas à queda nas taxas de juros de dez anos nos Estados Unidos, além do crescente otimismo dos investidores em relação à possibilidade de que o Federal Reserve faça pelo menos três cortes nas taxas de juros ainda este ano, somando uma redução de 75 pontos-base.

As expectativas apontam para cortes adicionais, totalizando 200 pontos-base até o final de 2025.

Esse cenário de queda nas taxas internacionais, combinado com uma postura firme do Banco Central do Brasil, tem sido um suporte fundamental para o desempenho positivo dos ativos locais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Contudo, é essencial reconhecer os desafios que se desenham, especialmente nas áreas fiscal e monetária.

O que pode atrapalhar o Ibovespa na busca por novos recordes

No campo fiscal, a Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2025, apresentada na última sexta-feira, inclui planos de aumento na arrecadação.

A proposta prevê elevações nas alíquotas da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), com um aumento de um ponto percentual para empresas em geral e de dois pontos percentuais para instituições financeiras, o dobro do que era inicialmente esperado.

Além disso, propõe-se a elevação da alíquota do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre Juros sobre Capital Próprio (JCP) de 15% para 20%, com a expectativa de arrecadar aproximadamente R$ 21 bilhões em 2025.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, a aprovação dessas medidas pelo Congresso é incerta, devido à resistência política que se desenha.

Mesmo a compensação pela desoneração, que já foi acordada, ainda depende da aprovação dos parlamentares, introduzindo um elemento de incerteza sobre o sucesso dessas propostas no orçamento, o que pode gerar ruídos fiscais no semestre, conforme já antecipado.

No cenário monetário, por sua vez, após um período de expectativas por aumentos na taxa de juros, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, adotou recentemente um tom menos agressivo.

Isso sugere que eventuais ajustes nas taxas serão feitos de forma gradual, alinhados às tendências globais, onde o Brasil pode se ver aumentando os juros enquanto os Estados Unidos iniciam um ciclo de cortes. Adaptar-se a essa nova dinâmica global será um desafio considerável.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que pode ajudar o Ibovespa na busca por novos recordes

Ainda diante de tais desafios, no cenário atual, há pontos positivos que merecem destaque. Um deles é o crescimento econômico.

Hoje, por exemplo, teremos acesso aos dados oficiais referentes à atividade econômica do segundo trimestre, e é provável que, ao ler este texto, você já esteja informado sobre os resultados.

Observamos que a economia tem se mostrado mais resiliente do que o esperado, mesmo diante das altas taxas de juros.

O mercado de trabalho continua aquecido, o que tem contribuído para manter a inflação relativamente sob controle.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse contexto, surge a questão: será que já estamos alcançando um crescimento de 3% no Brasil?

Outro ponto de força é o desempenho das empresas. Os resultados corporativos do segundo trimestre surpreenderam positivamente, com receitas, Ebitda e lucros líquidos acima das expectativas.

Esses fatores, combinados com valuations ainda atrativos, têm incentivado o fluxo de capital estrangeiro para o Brasil.

A recente queda nas taxas de juros dos Estados Unidos tem sido um fator decisivo nesse movimento, atraindo investidores que injetaram R$ 9,7 bilhões em ações brasileiras somente em agosto.

Esse foi o segundo mês consecutivo de entrada líquida de capital estrangeiro, totalizando R$ 13,2 bilhões nos últimos dois meses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É claro que desafios existem, como a incerteza jurídica envolvendo a plataforma X, que pode gerar desconfiança internacional.

No entanto, a tendência de queda nas taxas de juros continua a prevalecer.

Vale destacar também que, embora os investidores locais tenham retirado recursos do mercado acionário em agosto, o ritmo de resgates foi menor do que no ano anterior.

O humor parece estar melhorando.

Assim, o mercado acionário brasileiro ainda tem espaço para continuar sua trajetória de alta.

Mesmo após as recentes valorizações, as ações brasileiras permanecem com valuations atraentes, negociadas a cerca de 8,5 vezes os lucros projetados para o Ibovespa nos próximos 12 meses — ou 10 vezes, excluindo Petrobras e Vale. Esse valuation está um desvio padrão abaixo da média histórica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com essas avaliações favoráveis, a combinação de taxas de juros em queda nos EUA e, mais importante, sinais claros de comprometimento do governo brasileiro com a consolidação fiscal, pode impulsionar ainda mais as ações brasileiras nos próximos meses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PLANO A

Chá revelação: 10 segredos sobre previdência e investimento de longo prazo para quem está começando uma nova fase da vida

12 de abril de 2026 - 8:00

Existem muitos “segredos” que eu gostaria de sair contando por aí, especialmente para quem está começando uma nova fase da vida, como a chegada de um filho

VERSÃO BRASILEIRA

Nem todo clássico precisa de adaptação, e a chegada da Hofbräu no Brasil prova isso

11 de abril de 2026 - 9:11

Cerveja alemã passa a ser produzida no Brasil, mas mantém a tradição

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como dobrar o patrimônio ao reinvestir dividendos, Regime Fácil, e o que mais você precisa saber hoje

10 de abril de 2026 - 8:30

Reinvestir os dividendos recebidos pode dobrar o seu patrimônio ao longo do tempo. Mas cuidado, essa estratégia não serve para qualquer empresa

SEXTOU COM O RUY

Receber dividendos é bom; reinvestir é melhor ainda. A estratégia confiável capaz de até dobrar o retorno dos seus investimentos

10 de abril de 2026 - 6:05

Antes de sair reinvestindo dividendos de qualquer ação, é importante esclarecer que a estratégia de reinvestimento só deve ser aplicada em teses com boas perspectivas de retorno

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como surfar pela renda fixa, o preço do petróleo, e o que mais move os mercados hoje

9 de abril de 2026 - 8:27

Saiba como analisar as classificações de risco das agências de rating diante de tantas empresas em dificuldades e fazer as melhores escolhas com o seu dinheiro

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Quebrando a criptografia do pessimismo incondicional

8 de abril de 2026 - 20:05

Em meio a ruídos geopolíticos e fiscais, uma provocação: e se o maior risco ainda nem estiver no radar do mercado?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As novas fronteiras do Nubank e o cessar-fogo nos mercados: tudo o que você precisa saber antes de investir hoje

8 de abril de 2026 - 8:49

A fintech Nubank tem desenvolvido sua operação de telefonia, que já está aparecendo nos números do setor; entenda também o que esperar dos mercados hoje, após o anúncio de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A normalização da inflação e dos juros, o recorde de pedidos de RJ, mudanças na Petrobras (PETR4), e o que mais afeta a bolsa hoje

7 de abril de 2026 - 8:53

Sem previsibilidade na economia, é difícil saber quais os próximos passos do Banco Central, que mal começou um ciclo de cortes da Selic

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Entre a crise geopolítica e a rigidez inflacionária: volta ao normal no Brasil é adiada em um mundo fragmentado

7 de abril de 2026 - 7:17

Há risco de pressão adicional sobre as contas públicas brasileiras, aumento das expectativas de inflação e maior dificuldade no cumprimento das metas fiscais

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A verdadeira diversificação nos FIIs, a proposta de cessar-fogo no Irã, e o que mais move as bolsas hoje

6 de abril de 2026 - 8:09

O TRX Real Estate (TRXF11) é o FII de destaque para investir em abril; veja por que a diversificação deste fundo de tijolo é o seu grande trunfo

TRILHAS DE CARREIRA

Entre o que você faz e onde você está: quanto peso dar à cultura organizacional nas suas escolhas de carreira?

5 de abril de 2026 - 8:00

Por que uma cultura organizacional forte é um ativo de longo prazo — para empresas e carreiras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O poder elétrico na sua carteira, as novas ameaças de Trump, e o que mais move os mercados

2 de abril de 2026 - 8:30

Axia Energia (AXIA6) e Copel (CPLE3) disputam o topo do pódio das mais citadas por bancos e corretoras; entenda quais as vantagens de ter esses papéis na carteira

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Volta da inflação? Aprenda a falar a língua do determinismo estocástico 

1 de abril de 2026 - 19:45

Com inflação no radar e guerra no pano de fundo, veja como os próximos dados do mercado de trabalho podem influenciar o rumo da Selic

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O novo momento da Boa Safra (SOJA3), o fim da guerra no Irã e o que mais você precisa ler hoje

1 de abril de 2026 - 8:28

A fabricante de sementes está saindo de uma fase de expansão intensa para aumentar a rentabilidade do seu negócio. Confira os planos da companhia

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os terremotos nos mercados com a guerra, a reestruturação da Natura (NATU3) e o que mais mexe com seu bolso hoje

31 de março de 2026 - 8:37

Entenda como o prolongamento da guerra pode alterar de forma permanente os mercados, e o que mais deve afetar a bolsa de valores hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Da escalada militar à inflação global: o preço da guerra entre EUA e Irã não é só o petróleo

31 de março de 2026 - 7:24

Curiosamente, EUA e Israel enfrentam ciclos eleitorais neste ano, mas o impacto político do conflito se manifesta de forma bastante distinta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Uma nova estratégia para os juros, eleições presenciais, guerra no Oriente Médio e o que mais move os mercados hoje

30 de março de 2026 - 8:10

O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente

DÉCIMO ANDAR

As águas de março geraram oportunidades no setor imobiliário, mas ainda é preciso um bom guarda-chuva

29 de março de 2026 - 8:00

Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O melhor emprego do mundo: as dicas de um especialista para largar o CLT e tornar-se um nômade digital 

28 de março de 2026 - 9:02

Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle 

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O corte de dividendos na Equatorial (EQTL3), a guerra em Wall Street, e o que mais afeta seu bolso hoje

27 de março de 2026 - 8:17

A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia