Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
BOM PARA QUEM?

Salvação para o varejo brasileiro? Taxação das “blusinhas” da Shein, Shopee e AliExpress pode impulsionar comércio local; ações da Lojas Renner (LREN3) e C&A (CEAB3) sobem na B3

Se de um lado, o cinto aperta para os sites asiáticos, de outro, as varejistas brasileiras podem ser beneficiadas com o imposto de importação

Nem Shopee nem Shein: conheça esta varejista brasileira
Imagem: Freepik/Montagem Maria Eduarda Nogueira

As “blusinhas” que estavam no carrinho da Shein ou da Shopee vão ficar mais caras, mas não é porque os preços das peças aumentaram. Depois de muito vai e vem do governo, a proposta de taxar as compras internacionais de até US$ 50 (cerca de R$ 255) foi aprovada na Câmara dos Deputados na noite da última terça-feira (28).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em resumo, quem quiser comprar até US$ 50 no e-commerce estrangeiro terá que pagar um imposto cuja alíquota é de 20% sobre o valor do(s) produto(s). Para compras de até US$ 3 mil, o imposto será de 60%, com desconto de US$ 20 do tributo a pagar.

Se de um lado, o cinto aperta para os sites asiáticos como Shein e AliExpress, de outro, as varejistas brasileiras podem ser beneficiadas com a medida. 

Pelo menos, essa é a avaliação dos analistas de mercado, já que a taxação pode reduzir a competitividade dessas plataformas. 

Em particular para Lojas Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Guararapes (GUAR3) — dona da Riachuelo —, dada a relevância da Shein no segmento de vestuário e do AliExpress, em segundo lugar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, o Santander considera que a taxação pode conter a agressividade de novos participantes — como a Temu — frente aos operadores locais de comércio eletrônico Mercado Livre (MELI34) e Magazine Luiza (MGLU3).

Leia Também

TEMPORADA DE BALANÇOS

Com resultado à altura das expectativas e sinais de que está preparada para a guerra, Cury (CURY3) salta na bolsa

DISPUTA PELO CAPITAL GLOBAL

Grande banco brasileiro entra em índice de emergentes que guia trilhões no mundo. Como isso pode mexer com as ações?

Em reação, as ações da Lojas Renner (LREN3) terminaram o pregão entre as maiores altas do Ibovespa com alta de 1,21%, a R$ 13,36. Os papéis de C&A (CEAB3) avançaram 5,25%, a R$ 9,82. Siga os mercados.

Confira a cotação das principais empresas beneficiadas pela medida: 

CÓDIGONOMEULTVAR
CEAB3CEA ONR$ 9,825,25%
MELI34Mercado Libre BDRR$ 73,971,12%
LREN3Lojas Renner ONR$ 13,361,21%
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 12,08-1,71%
GUAR3Guararapes ONR$ 7,54-2,46%
Fonte: B3

Vale mencionar que, no caso da Shopee, o impacto da decisão tende a ser menor já que 90% das vendas na plataforma são de vendedores nacionais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por fim, a proposta segue para apreciação do Senado Federal e, se passar pelo crivo dos senadores, vai para sanção presidencial. Caso não tenha vetos, a medida tem efeito imediato.

Salvação para o varejo? 

Ainda que a taxação das compras internacionais seja positiva para as companhias brasileiras, a medida não deve ser um grande catalisador para uma recuperação nas vendas no varejo.

“Embora esperemos que esse fluxo positivo de notícias leve a uma reação positiva nas ações do varejo no Brasil, destacamos que os dados mais recentes do RCP e os dados de importações de pequeno valor do Banco Central têm sugerido acomodação nas compras internacionais por alguns meses”, escrevem os analistas Ruben Couto, Eric Huang e Vitor Fuziharo, que assinam o relatório do Santander.

A XP Investimentos também considera que o novo imposto ainda não é suficiente para fechar a lacuna em relação aos players locais, já que o IDV (Instituto de Desenvolvimento do Varejo) defendeu um imposto de importação de 60% — e as empresas brasileiras estão sujeitas a uma carga tributária entre 70% e 110%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, a Temu deve ser lançada no Brasil em breve, e o seu poder de investimento pode ser um fator competitivo adicional, na visão dos analistas da XP.

Shein, Shopee e AliExpress: posicionamento das varejistas asiáticas 

Após a aprovação da taxação para as compras internacionais, as plataformas se pronunciaram.

A Shopee reforçou o posicionamento a favor do imposto de importação, já que 90% das vendas da plataforma no país são de vendedores nacionais. “Nosso foco é local”, diz em nota.

"Queremos desenvolver cada vez mais o empreendedorismo brasileiro e o ecossistema de e-commerce no país e acreditamos que a iniciativa trará muitos benefícios para o marketplace. Não haverá impacto para o consumidor que comprar de um dos nossos mais de 3 milhões de vendedores nacionais que representam 9 em cada 10 compras na Shopee no país.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Contudo, a plataforma disse que a decisão de taxar remessas internacionais não é a resposta adequada por impactar diretamente a população brasileira.

O AliExpress também afirmou que a medida impactará principalmente a população brasileira de classes mais baixas, “que deixarão de ter acesso a uma ampla variedade de produtos internacionais, que em sua maioria não são encontrados no país, a preços acessíveis”.

A plataforma também disse que a decisão desestimula o investimento internacional no país e deixa o Brasil como um dos países com a maior alíquota para compras de itens internacionais do mundo.

“A mudança, por outro lado, não altera a isenção para viagens internacionais, que permite que quem viaje para fora do país compre uma variedade de produtos isentos de qualquer imposto no valor total de R$ 5 mil a cada 30 dias”, diz o AliExpress em nota à imprensa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Shein vê como um retrocesso fim do De Minimis — regime tributário que há mais de 40 anos garantia a isenção de imposto de importação para compras internacionais até US$ 50.

"Mesmo diante da decisão, a SHEIN reafirma o seu compromisso com o consumidor e reforça que seguirá dialogando e trabalhando junto ao governo e demais stakeholders para encontrar caminhos que possam viabilizar o acesso da população, principalmente das classes C, D e E – cerca de 88% de nossos consumidores, segundo pesquisa do Ipsos – para que continuem tendo acesso ao mercado global", diz a Shein em nota à imprensa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Ações Ibovespa Brasil 12 de maio de 2026 - 19:31
11 de maio de 2026 - 13:20
small caps índice smll bolsa brasileira b3 smal11 9 de maio de 2026 - 12:58
b3 dinheiro bolsa brasileira investimentos ações 8 de maio de 2026 - 14:27
barras de ouro certificados de ouro sorteio empiricus 8 de maio de 2026 - 7:30
Montagem traz um fundo com minério de ferro, uma mão segurando um punhado de minério do lado esquerdo, um gráfico em vermelho e verde na parte inferior e o logo da Vale na parte superior direita. 6 de maio de 2026 - 16:54
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia