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Durante evento promovido pela Amcham na B3, em São Paulo, a ministra tocou em assunto sensível aos empresários
A reforma tributária é dos assuntos mais presentes na boca dos empresários brasileiros, daqueles que não tem como não falar sobre. Não foi diferente durante o evento Plano de Voo, promovido pela Câmara de Comércio Americana (Amcham Brasil) nesta segunda-feira (13) em São Paulo, na sede da B3.
E, por lá, pode ser que muitos tenham escutado uma promessa de brilhar os olhos: a ministra Simone Tebet, do Planejamento, afirmou que a sonhada reforma pode sair ainda neste ano, mesmo que sem falar em datas.
A declaração — feita durante participação online e cheia de críticas ao antigo governo, inclusive em relação ao tema da reforma tributária — contradiz uma fala recente da própria ministra, que já havia falado que o texto demoraria pelo menos seis meses para ser aprovado no Legislativo.
Já o ministro Fernando Haddad, da Fazenda, e o vice-presidente Geraldo Alckmin, em declarações recentes, falaram que a matéria poderia ser avaliada ao longo do primeiro semestre deste ano, trazendo mais um elemento conflitivo ao debate do assunto.
Simone Tebet ainda reforçou em sua fala que a reforma é necessária para garantir melhoras necessárias ao Brasil como a redução de juros e maior competitividade às empresas.
A fala de Simone Tebet não foi por acaso, mas sim bastante direcionada ao público presente no evento da Amcham. Segundo uma pesquisa elaborada pela própria instituição, entre os executivos das maiores empresas do Brasil, 68% deles consideram que a reforma tributária deve ser a maior prioridade do atual governo.
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Para essa pesquisa, foram ouvidas 3500 empresas responsáveis por um terço do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.
Ainda assim, somente 7% daqueles que participaram da pesquisa realmente acreditam que o tema seja aprovado ainda em 2023.
O CEO da Arko Advice, Murillo de Aragão, aproveitou o evento para fazer uma metáfora que parece perfeita para falar sobre reforma tributária no momento. Para ele, ela pode até ser aprovada no atual governo, "mas em compotas e com muita calda". Ou seja, longe daquilo que é visto como ideal pelos empresários e uma provável fonte de estresse pelos próximos meses.
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