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Cabo de guerra com o Banco Central, isenção do imposto de renda e reforma tributária dominaram fim de semana de Lula

O primeiro fim de semana de fevereiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi marcado pela continuidade do cabo de guerra entre o Palácio do Planalto e o Banco Central.
O sábado, 4 de fevereiro, amanheceu com a notícia veiculada pela colunista Monica Bergamo na Folha de S. Paulo dando conta que Lula e sua equipe econômica estariam se sentindo “traídos” pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
A suposta traição envolveria a confiança depositada pelo novo governo no banqueiro central para dialogar e participar de um esforço conjunto para que o Brasil supere os problemas econômicos atuais sem que para isso precise atravessar uma recessão.
Ao longo da semana passada, enquanto Lula voltou à carga contra a taxa básica de juro, atualmente em 13,75% ao ano, o BC endureceu o discurso em relação ao futuro da Selic e apontou que deve mantê-la em patamares altos por mais tempo. A justificativa é a desancoragem das expectativas de inflação a longo prazo e o risco fiscal.
Para Lula e seus ministros, porém, o novo governo assumiu há pouco mais de um mês e não é o responsável pelo déficit fiscal e pela inflação.
Até por isso, escreve Monica Bergamo, Lula acredita que mereceria um voto de confiança em seu compromisso de levar o rombo para 1% em 2023 e de zerá-lo no ano que vem.
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Expectativa e realidade nem sempre andam de mãos dadas.
Durante a campanha, Lula prometeu isentar do Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5 mil por mês.
Embora tenha quatro anos para isso, Lula vem sendo criticado por não dar início ao ajuste tabela do IR, que não é corrigida desde 2015.
Atualmente, está isento de imposto de renda quem ganha até R$ 1.903.
No domingo, 36º dia do terceiro mandato de Lula, a repórter Adriana Fernandes noticiou no Estadão que o presidente pretende iniciar a ampliação da faixa de isenção da tabela ainda este ano para quem ganha até dois salários mínimos, ou R$ 2.604.
A maior dificuldade da equipe econômica no momento é encontrar uma solução que mitigue o impacto da medida sobre a arrecadação.
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