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Enquanto viaja pelo Brasil com programas para dar impulso à infraestrutura, a tensão entre o governo e o BC continua, com novos atores entrando em cena para apaziguar os ânimos

Juscelino Kubitschek ficou famoso pelo slogan 50 anos em 5 — um plano desenvolvimentista que, segundo ele mesmo, iria fazer o Brasil crescer rapidamente, apoiado em investimentos pesados em áreas como transporte, energia, indústria de base e educação.
Passados mais de 60 anos do governo JK, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reciclou o lema e pensa em uma expansão de 40 anos em 4.
“O Brasil não para mais. Vão ser quatro anos que vão valer por 40, de tanto que a gente vai trabalhar”, afirmou Lula durante visita nesta quarta-feira (15) às obras de duplicação da BR-101, em Maruim, Sergipe.
Sob o sol do Nordeste e munido de um boné, o petista voltou a dizer que vai andar pelo País anunciando obras de infraestrutura, saneamento básico e habitação — no dia anterior, ele esteve em Santo Amaro, na Bahia, para o relançamento do programa Minha Casa, Minha Vida.
“A roda gigante da economia vai voltar a funcionar. O País vai voltar a crescer”, disse Lula na ocasião.
Assim como fez ontem, quando distribuiu elogios a ministros e aliados, hoje Lula agradeceu ao Congresso pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição — que abriu um espaço fiscal de R$ 198 bilhões no orçamento deste ano.
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Ele também aproveitou o momento para mandar um recado: em tom de brincadeira, disse que, se faltar verba para concluir as obras paradas, o senador Rogério Carvalho (PT-SE), presente à visita, vai aprová-la no Senado.
… o entrave entre o governo e o Banco Central continua.
Quem resolveu falar sobre o assunto hoje foi o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que voltou a afirmar que não vê no Congresso nenhuma possibilidade de mudança em relação à autonomia da autoridade monetária.
Embora o deputado tenha afirmado que, para ele, Lula e o presidente do BC, Roberto Campos Neto, “são duas pessoas que vão saber dialogar”, na sua visão, as tratativas públicas sobre a política monetária não ajudam a economia.
“A gente precisa trazer esse debate para o bastidor, ajustar o que precisa ajustar”, afirmou.
Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Campos Neto disse na segunda-feira (13) que fará tudo o que estiver a seu alcance para aproximar o BC do governo. No mesmo dia, durante ato político em comemoração ao aniversário do PT, Lula evitou críticas à autoridade monetária.
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