Rússia e China estão tramando um golpe? A desconfiança dos EUA e da Europa sobre a relação cada vez mais próxima de Putin e Xi Jinping
A suspeita sobre Pequim e Moscou veio depois que Putin se encontrou com o vice-presidente do Conselho Militar Central da China no mesmo momento em que uma delegação mais ampla de autoridades de defesa chinesas visitava a capital russa

A relação entre a Rússia e a China se estreitou com a invasão da Ucrânia, em fevereiro do ano passado. Embora Pequim não tenha manifestado até hoje uma posição pública sobre a guerra no leste da Europa, vem sendo a fonte de financiamento de Moscou em meio às pesadas sanções do Ocidente.
Depois de declararem uma amizade sem limites no que chamaram de uma nova era de relações internacionais, há mais de um ano, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o líder chinês, Xi Jinping, reuniram-se em julho deste ano pela primeira vez desde o início dos conflitos na Ucrânia.
O último encontro presencial entre os dois aconteceu no mês passado, quando Putin foi à China por ocasião do fórum Faixa e Rota. Na ocasião, o presidente russo passou o chapéu e chamou o investimento global para a rota do Mar do Norte, que, segundo ele, poderia aprofundar o comércio entre o Oriente e o Ocidente.
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A ajuda militar que preocupa
A China tenta manter um equilíbrio delicado na guerra entre a Rússia e a Ucrânia, pedindo paz e endossando as queixas russas de que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) era a culpada por causa da expansão da aliança.
Xi tentou dar apoio moral a Putin sem estar totalmente do lado da invasão, mas também não deixou de dar puxões de orelha no amigo quando disse que a guerra estava durando tempo demais — em uma referência aos efeitos colaterais que a economia da China vem sentindo com o conflito.
Mas nem por isso deixou de fornecer ajuda ao amigo. No mês passado, a China enviou equipamento militar suficiente, incluindo drones, para a Rússia equipar um exército.
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Para isso, as empresas chinesas exploraram uma brecha: os equipamentos são considerados não letais e vistos como de uso duplo, o que significa que podem ter aplicações civis e militares.
No geral, a Rússia importou mais de US$ 100 milhões em drones da China desde o início deste ano, bem como US$ 225 milhões em cerâmica, que pode ser usada em coletes à prova de balas, um aumento de 69% em relação a 2022.
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Rússia e China: uma aliança à moda Guerra Fria?
Agora, uma nova preocupação surge no Ocidente: Rússia e China estariam construindo uma aliança semelhante às da Guerra Fria?
“A Rússia e a China não estão construindo quaisquer alianças militares seguindo o exemplo da Guerra Fria”, disse Putin, aludindo a coligações como a Otan — uma aliança militar ocidental formada após a Segunda Guerra Mundial que a Rússia critica fortemente e culpa repetidamente por alimentar o conflito na Ucrânia.
A suspeita sobre Pequim e Moscou veio depois que Putin se encontrou com Zhang Youxia, vice-presidente do Conselho Militar Central da China — no mesmo momento em que uma delegação mais ampla de autoridades de defesa chinesas visitava Moscou.
O próprio Ministério da Defesa da Rússia disse que as negociações com os chineses durante as visitas se concentrariam em “aumentar a cooperação bilateral no setor da defesa”.
*Com informações da CNBC
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