🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

VERDADE NUA E CRUA

Powell manda recado duro sobre juros nos EUA em Jackson Hole. E as bolsas reagem. Veja o que disse o presidente do Fed

Wall Street demorou para digerir as palavras do chefão do BC norte-americano, mas logo uma chuva vermelha caiu sobre a Bolsa de Nova York

Carolina Gama
25 de agosto de 2023
13:16 - atualizado às 20:33
Montagem de Jerome Powell em cima de um foguete rumo ao planeta chamado juros
Montagem de Jerome Powell em foguete rumo ao planeta juros - Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock / Banco Central da Suíça

Os investidores nos quatro cantos do mundo estavam esperando por essa sexta-feira (25): o dia em que o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, falaria no Simpósio de Jackson Hole. E ele entregou um discurso duro, daqueles que Wall Street não gosta de ouvir

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O chefão do banco central norte-americano até tentou ser poético, mas não escondeu a verdade: o Fed está pronto para continuar a marcha do aumento dos juros para trazer a inflação de volta para a meta de 2% no longo prazo. 

“Como costuma acontecer, navegamos pelas estrelas sob um céu nublado”, disse Powell, em Wyoming, para uma plateia ávida por pistas sobre o futuro da política monetária nos EUA. 

Há 3,5 mil quilômetros dali, uma tempestade se formava. Wall Street demorou para digerir as palavras do presidente do BC dos EUA, mas logo uma chuva vermelha caiu sobre a Bolsa de Nova York. O Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq reverteram os ganhos obtidos mais cedo e passaram a operar em baixa. 

Na contramão, os juros projetados pelos títulos do governo norte-americano de dez anos, usados como referência global, passaram a subir. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Como construir patrimônio em dólar? Estratégia de investimento desenvolvida por físico da USP possibilita lucros na moeda americana; conheça aqui

O recado nada poético de Powell

Embora tenha falado em estrelas e céu, Powell não foi nada poético no recado aos investidores — pelo contrário, as primeiras frases que abriram o discurso mostram o que vem por aí na política monetária norte-americana

Leia Também

“Apertamos significativamente a política monetária ao longo do ano passado. Embora a inflação tenha descido do seu pico — um desenvolvimento bem-vindo — continua demasiado elevada. Estamos preparados para aumentar ainda mais os juros, se for apropriado, e pretendemos manter a política em um nível restritivo até estarmos confiantes de que a inflação está desacelerando de forma sustentável em direção à nossa meta”, disse. 

E assim ele continuou: sinalizando que o Fed pode até diminuir o calibre do aperto monetário ou intercalar as altas de juros com algumas pausas, mas indicando que o trabalho do BC dos EUA está longe de ser concluído. 

“No que diz respeito às perspectivas, embora a eliminação das distorções relacionadas com a pandemia deva continuar a exercer alguma pressão descendente sobre a inflação, a política monetária restritiva irá provavelmente desempenhar um papel cada vez mais importante”, afirmou. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em uma base de 12 meses, a inflação medida pelo índice de preços para gastos pessoais (PCE, na sigla em inglês) — a medida preferida do Fed para a inflação — atingiu um pico de 5,4% em fevereiro do ano passado e desacelerou gradualmente para 4,3% em julho. 

“As leituras mensais mais baixas para a inflação em junho e julho foram bem-vindas, mas dois meses de bons dados são apenas o começo do que será necessário para criar confiança de que a inflação está desacelerando de forma sustentável em direção ao nosso objetivo”, disse. 

Segundo Powell, ainda não é possível saber até que ponto estas leituras mais baixas continuarão ou em que patamar a inflação se estabilizará nos próximos trimestres. 

“A inflação dos últimos 12 meses ainda é elevada e há ainda um terreno substancial a percorrer para regressar à estabilidade de preços”, acrescentou. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A DINHEIRISTA - Agora o governo pode usar sua casa para pagar dívidas alheias: o que fazer?

Powell vai pagar o preço da recessão?

Muito se fala da possibilidade de a maior economia do mundo entrar em recessão com uma política monetária tão agressiva como a que o Fed vem conduzindo há mais de um ano. 

Powell sinalizou que esse é um preço que ele está disposto a pagar, se for necessário. 

“Prevê-se que a desaceleração sustentada da inflação para 2% exigirá um período de crescimento econômico abaixo da tendência, bem como algum abrandamento das condições do mercado de trabalho”, afirmou. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por enquanto, a recessão não parece ser o caso. Uma série de dados brandos divulgados nas últimas semanas apontou para uma economia forte, porém em arrefecimento — o que aumentou a esperança entre os investidores de que os EUA poderiam evitar uma recessão. 

Os economistas do Bank of America, por exemplo, afirmaram em relatório recente que esperam que a economia norte-americana continue a se expandir nos próximos trimestres, com um aumento gradual do desemprego.

“As nossas revisões implicam que já não esperamos uma recessão moderada e, em vez disso, pensamos que a economia poderá conseguir contorná-la”, escreveram os economistas do Bank of America liderados por Michael Gapen.

O principal economista do JP Morgan nos EUA disse no início do mês que não espera mais uma recessão este ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Observando que as projeções para os dados do terceiro trimestre sugerem que a economia dos EUA está se “expandindo a um ritmo saudável”, o titã de Wall Street disse: “Duvidamos que a economia perca rapidamente dinamismo suficiente para entrar numa contração já no próximo trimestre, como havíamos projetado anteriormente”, diz o JP Morgan em relatório. 

Quando os juros vão subir?

Embora Powell tenha sinalizado a disposição de continuar com o aperto monetário nos EUA, a pergunta que a maioria dos investidores está se fazendo agora é: quando os juros vão subir?

Uma pista do que pode acontecer vem do CME Group, que consolida as apostas dos traders sobre os juros. 

Logo após o discurso de Powell, a ferramenta apontava 47,9% de probabilidade de que os juros alcancem o nível de 5,50% a 5,75% até novembro, o que representaria uma elevação de 25 pontos-base em relação ao patamar atual. Ontem, essa possibilidade era de 43%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Também houve avanço na chance de uma alta ao intervalo entre 5,75% e 6,00% — de 7,1% na véspera a 9,1%. Na contramão, o cenário de manutenção dos juros durante esse período recuou de 50,6% a 45%.

Para a próxima decisão, em setembro, a curva sugere 80,5% de probabilidade de manutenção dos juros, comparado com 81% ontem. Já a probabilidade de aumento de 25 pontos-base subiu de 19% para 19,5%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CORRIDA TECNOLÓGICA

A nova rota da seda é de silício: Índia caça status de superpotência da IA entre os aportes colossais das big techs 

21 de fevereiro de 2026 - 16:45

Com US$ 18 bilhões em chips e parcerias com Nvidia e Microsoft, a Índia acelera para planos para liderar a corrida da inteligência artificial

RISCO SISTÊMICO

As baratas começaram a aparecer: a próxima bolha que pode estourar nos EUA — e não é a da IA

21 de fevereiro de 2026 - 12:08

Jamie Dimon, CEO do JP Morgan, e Daniel Goldberg, CIO da Lumina Capital, ligaram a luz amarela para essa indústria já no final do ano passado

A FARMÁCIA E O CELEIRO

O contra-ataque de Lula: terras raras brasileiras viraram arma em acordo bilionário com a Índia

21 de fevereiro de 2026 - 10:45

Além do acordo envolvendo minerais, saúde, defesa, turismo e tecnologia também foram contemplados

QUEM É O REI DO JOGO?

Mirou no que viu e acertou no que não viu: como as tarifas podem embolar o meio de campo de Trump nas eleições

21 de fevereiro de 2026 - 9:23

Enquanto prepara novas tarifas, o republicano também precisa lidar com outro efeito colateral da decisão da Suprema Corte: a renovação da Câmara e do Senado norte-americano

QUEM PODE MAIS?

Trump truca a justiça com mais tarifas: como as empresas brasileiras ficam no meio do cabo de guerra

20 de fevereiro de 2026 - 17:30

Na esteira da anulação das tarifas do Dia da Libertação pela justiça norte-americana, o republicano disse que pode refazer acordos comerciais e impor novas taxas nos próximos dias

SINAL DE FUMAÇA

Mercado corre pelos juros: PIB mais fraco e inflação mais forte nos EUA podem mexer com o seu dinheiro

20 de fevereiro de 2026 - 12:11

A maior economia do mundo cresceu abaixo das projeções no quarto trimestre de 2025, enquanto o índice de preços para gastos pessoais, a medida preferida do Fed para a inflação, ficou acima do esperado em dezembro

A BÚSSOLA DO INVESTIDOR

O dólar a R$ 5,20 veio para ficar? No novo mapa do câmbio, real ganha fôlego e moedas na Ásia podem ser o novo norte

19 de fevereiro de 2026 - 19:30

Citi faz projeções para as principais moedas globais e indica qual deve ser a cotação do dólar em relação ao real no horizonte de 12 meses

PRESENTÃO

Herdeiro mais incompetente de todos os tempos é irmão do rei Charles III, perdeu título de príncipe e foi parar na cadeia no dia do próprio aniversário

19 de fevereiro de 2026 - 11:42

Ex-príncipe Andrew foi preso hoje por “má conduta” em caso envolvendo suas relações com Jeffrey Epstein; se condenado, ele corre o risco de cumprir pena de prisão perpétua.

FICOU CARO DEMAIS?

Na bolsa brasileira, chove capital. Nos EUA, o mercado enfrenta a pior seca de retornos desde 1995

19 de fevereiro de 2026 - 7:11

Enquanto o S&P 500 caiu 1% desde o início do ano, o índice que acompanha o restante da economia global (ACWX) rendeu 8% no período

O MAPA DO TESOURO

Brasil está a apenas dois passos de recuperar grau de investimento — e agência de rating diz o que falta para chegarmos lá

18 de fevereiro de 2026 - 19:15

Na América Latina, o país mais propenso a receber o selo de bom pagador é o Paraguai; México é o pior da lista

BALDE DE ÁGUA FRIA?

Desvendando a ata do Fed: como o novo sinal sobre os juros nos EUA pode mexer com a bolsa brasileira

18 de fevereiro de 2026 - 17:31

O investidor local tem visto uma enxurrada de dinheiro gringo entrar na bolsa brasileira, mas a ata desta quarta-feira (18) mostra como essa dinâmica pode mudar — ainda que momentaneamente

LENDA DE WALL STREET

O mago das finanças ataca de novo: Stanley Druckenmiller troca a Argentina pelo Brasil e embolsa uma bolada

18 de fevereiro de 2026 - 16:05

O bilionário tirou Milei da carteira e colocou titãs da bolsa brasileira como Petrobras e Vale; confira a estratégia vencedora do dono do fundo Duquesne

O PREÇO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Amazon perde US$ 450 bilhões em valor de mercado e encara prova de fogo com gastos bilionários em IA

18 de fevereiro de 2026 - 11:55

As ações da big tech despencaram 18% na pior sequência de perdas desde 2026, enquanto mercado questiona plano de US$ 200 bilhões em investimentos

CONTRA O FLUXO

Dólar e inflação na Argentina: o que pensa Juan Carlos De Pablo, o economista que Javier Milei ouve antes de tomar decisões

17 de fevereiro de 2026 - 17:45

Ao contrário do que pensam seus colegas economistas, De Pablo descarta a tese de que o BC argentino esteja sofrendo para sustentar o valor do peso

PARA ANOTAR NO CADERNO

A hora da qualidade: JP Morgan ensina a maior lição para quem quer investir em ações

17 de fevereiro de 2026 - 16:15

Além da tese de investimentos, o banco norte-americano ainda deixa um alerta sobre o efeito da inteligência artificial (IA) sobre as carteiras

VAI DAR LITÍGIO?

Por que o casamento entre a IA e o dólar pode custar caro para a maior economia do mundo

17 de fevereiro de 2026 - 15:31

A tradicional resiliência do dólar em tempos de crise está sob escrutínio, segundo o Deutsche Bank, à medida que a alta exposição das ações dos EUA à inteligência artificial cria uma nova vulnerabilidade cambial

A MÃO INVISÍVEL

China coloca time nacional em campo para forçar a queda das ações de IA na bolsa

16 de fevereiro de 2026 - 19:38

Segundo o The Wall Street Journal, as autoridades chinesas estão tentando conter a especulação excessiva em ações de empresas ligadas à inteligência artificial

PRESSÃO TOTAL

PIB fraco e iene em alta: o nó econômico que a primeira mulher no comando do Japão tenta desatar

16 de fevereiro de 2026 - 18:15

Em busca de juros baixos, Sanae Takaichi teve um encontro com o chefe do BoJ nesta segunda-feira (16), mesmo dia em que os dados oficiais mostraram um PIB fraco

GANHO EM DÓLAR

Vale, BB Seguridade ou Bradesco: qual ADR se valorizou mais em uma semana?

16 de fevereiro de 2026 - 16:59

BB Seguridade avança, apesar de corte no preço-alvo pelo Goldman Sachs; Bradesco e Vale recuam, e EWZ cai mais de 1%

CLUBE DOS 12 DÍGITOS

O bilhão é pouco: Anthropic cria fábrica de novos bilionários da IA ao alcançar US$ 380 bi em valor de mercado 

16 de fevereiro de 2026 - 15:45

Enquanto Elon Musk isola-se no topo, fundadores da Anthropic escalam o ranking da Forbes; confira as fortunas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar