O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Destituição de de Kevin McCarthy ocorre apenas alguns dias depois de acordo com democratas para evitar a paralisação do governo dos Estados Unidos
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos destituiu na noite de terça-feira (3) o presidente da casa, Kevin McCarthy.
Trata-se de um acontecimento inédito na história norte-americana. Esta é a primeira vez desde o estabelecimento do Congresso dos EUA, em 1789, que um presidente da Câmara é removido do cargo por seus pares.
O ineditismo da situação coincide com tempos estranhos na política dos Estados Unidos — com (im)previsíveis repercussões internacionais.
A bancada democrata votou em massa junto com oito deputados de uma ala radical do Partido Republicano para aprovar a “moção de vacância do cargo” apresentada por Matt Gaetz, um representante ultraconservador eleito pelo Estado da Flórida.
Embora Gaetz e McCarthy sejam colegas de legenda, a inimizade pública entre eles renderia um capítulo à parte na história da fratura provocada pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump no Partido Republicano.
VEJA TAMBÉM - O que está impedindo a bolsa de decolar? Uma entrevista com Felipe Miranda
Leia Também
Momentos depois de a moção ter passado com 216 votos a favor e 210 contra, Patrick McHenry, aliado de McCarthy, assumiu como presidente interino e colocou a Câmara em recesso.
Dado o ineditismo da crise, ninguém sabe ao certo como agir a partir de agora.
O que se sabe é que McCarthy não pretende buscar a presidência da Câmara novamente e a extrema direita do Partido Republicano tem deputados suficientes para barrar qualquer candidato que não se comprometa com sua agenda prioritária: dificultar ao máximo a vida do governo Joe Biden a pouco mais de um ano das eleições presidenciais nos EUA.
Confira a seguir tudo o que você precisa saber sobre a crise política em andamento nos Estados Unidos.
A rebelião contra McCarthy foi liderada por Gaetz. Ele apresentou a moção de vacância do cargo depois de McCarthy ter feito um acordo com os democratas no último sábado para impedir a paralisação do governo dos Estados Unidos.
O acordo de última hora manteve o governo funcionando, mas custou a posição de McCarthy.
Gaetz acusa o agora ex-presidente da Câmara de ter selado um “acordo secreto” com Biden para manter a assistência militar e financeira à Ucrânia na guerra contra a Rússia. A ala mais próxima a Trump se opõe a apoiar os inimigos do presidente da Rússia, Vladimir Putin.
Mas a rebelião de Gaetz e seus poucos mas estridentes aliados não começou agora.
Desde o início do ano, quando McCarthy chegou à presidência da Câmara, Gaetz e seus aliados sustentam que o adversário interno não seria confiável para “promover os princípios conservadores” no Congresso.
No primeiro semestre, esse grupo lutou com unhas e dentes contra um acordo que permitiu a elevação do teto da dívida dos EUA. Por pouco, a disputa não resultou no primeiro calote da dívida norte-americana.
Em meio ao caos instalado, parte dos republicanos no Congresso agora cogita a possibilidade de expulsar Gaetz por traição por ter levado adiante a moção contra McCarthy.
A Câmara dos Representantes dos EUA está em recesso por uma semana.
Apesar de um presidente interino ter sido nomeado, ele tem poderes limitados. McHenry não pode, por exemplo, encaminhar projetos de lei a votação em plenário.
Enquanto isso, os deputados norte-americanos discutem possíveis candidatos à sucessão de McCarthy. Ele já avisou que não pretende recuperar o posto.
Uma votação está pré-agendada para 11 de outubro. Entretanto, não se trata de uma data obrigatória. As negociações podem se estender por apenas alguns dias ou por semanas.
Em janeiro, a eleição de McCarthy ocorreu depois de 15 turnos de votação.
Como os republicanos têm uma maioria tênue — e com isso a preferência para eleger o presidente da Câmara —, a fratura provocada pela destituição de McCarthy dificulta a identificação, neste momento, de um deputado capaz de unir as facções em conflito.
A moção que levou à destituição de McCarthy só passou graças ao apoio integral da bancada democrata a ela.
Se o ex-presidente da Câmara não é unanimidade nem em seu partido, o que dizer do rival?
“Ninguém confia em Kevin McCarthy”, disse a deputada democrata Pramila Jayapal, citada pela BBC.
Apesar do acordo de última hora que manteve o governo federal funcionando pelas próximas semanas, os democratas se ressentiram da ausência de dinheiro para financiar a Ucrânia na guerra contra a Rússia.
Também recentemente, os democratas ficaram irritados com o processo de impeachment movido por McCarthy contra Biden.
Mas o incômodo com ele data da invasão do Capitólio, quando McCarthy primeiro criticou Trump para depois apoiá-lo.
Para além do caos político em Washington, a vacância na presidência da Câmara afeta diretamente a linha sucessória nos EUA.
O ocupante do cargo está abaixo apenas da vice-presidente Kamala Harris na linha de sucessão de Biden.
Além disso, o acordo que impediu a paralisação do governo é provisório. O Congresso agora tem até meados de novembro para aprovar um orçamento definitivo para o ano-fiscal iniciado no último domingo.
Tudo isso em um momento no qual pesquisas indicam uma confiança cada vez menor dos norte-americanos nas instituições políticas tradicionais do país.
“Ninguém sabe o que vai acontecer agora. Isso inclui todo mundo que votou pela destituição. Ninguém tem um plano”, criticou o deputado republicano Tom Cole, aliado de McCarthy, citado pela CNN.
“Foi um voto a favor do caos.”
*Com informações da BBC e da CNN.
A disparada do petróleo pode reascender a inflação global, e alguns líderes de bancos centrais ao redor do mundo já estão em alerta
O gringo está injetando dinheiro no Brasil, México e Colômbia, atraído pelo tamanho desses mercados, mas, para o investidor brasileiro, a diversificação para EUA, Ásia e Europa seguem como o mantra dos bons retornos
Com o espaço aéreo fechado desde sábado (28), cidades dos Emirados Árabes Unidos se aliam com hotelaria para administrar milhares de turistas presos no país após ataques iranianos
Para o capital estrangeiro, o Brasil não é um debate político ou fiscal, mas um balcão de oportunidades de valor; entenda por que, para o gringo, o micro das companhias vence o macro do governo — mas não para sempre
Mesmo com os ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã afetando o fluxo de petróleo na região, o grupo decidiu elevar a oferta em 206 mil barris por dia
Banco avalia que risco maior está na logística global da commodity e mantém recomendação de compra para ação do setor
Aiatolá Alireza Arafi assume interinamente enquanto Assembleia dos Peritos inicia processo para escolha do novo líder supremo
O aiatolá de 86 anos era o homem mais poderoso do Irã e o chefe de Estado mais longevo do Oriente Médio, ocupando a posição de líder supremo por 35 anos
Depois dos ataques coordenados de EUA e Israel ao Irã neste sábado (28), entenda qual deve ser o posicionamento do governo brasileiro e as implicações do conflito para o País
China, Rússia, países na Europa e no Oriente Médio se manifestam após o que vem sendo considerado um dos maiores ataques dos EUA à região na história recente; confira o que as autoridades disseram
O investidor está de frente com um mundo mais perigoso; entenda quem ganha e quem perde e o que pode acontecer a partir de agora
Explosões em Teerã marcam mudança de patamar na crise geopolítica; Teerã reage e atinge alvos ligados a forças americanas na região
O Norges Bank Investment Management, responsável por gerir o fundo soberano da Noruega, revelou nesta quinta-feira (26) que está utilizando o Claude para realizar a triagem ética e reputacional de seus investimentos
Apesar do otimismo do executivo, o setor de software e serviços (SaaS) do S&P 500 amargava uma queda de quase 23% até quarta-feira (26)
Apostador tinha direito ao equivalente a pouco mais de R$ 4 mil, mas governo cruzou dados, descobriu uma dívida tributária e dificultou o saque
A casa de análise pouco conhecida destacou os riscos para vários segmentos da economia global; visão risco é compartilhada pelo papa do mercado financeiro
Donald Trump ordena divulgação de documentos oficiais sobre extraterrestres e OVNIs depois de Barack Obama afirmar que aliens existem
Com US$ 18 bilhões em chips e parcerias com Nvidia e Microsoft, a Índia acelera para planos para liderar a corrida da inteligência artificial
Jamie Dimon, CEO do JP Morgan, e Daniel Goldberg, CIO da Lumina Capital, ligaram a luz amarela para essa indústria já no final do ano passado
Além do acordo envolvendo minerais, saúde, defesa, turismo e tecnologia também foram contemplados