O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O primeiro turno das eleições acontece no dia 22 de outubro e, caso ninguém leve, a segunda disputa só deve acontecer em 19 de novembro
A Argentina vai às urnas neste domingo (22) para escolher o próximo presidente do país. Às vésperas da votação, as pesquisas de intenção de voto são incapazes de adiantar o resultado. O mais provável, porém, é que o pleito vá para segundo turno.
Após dois debates entre os candidatos — um realizado em 2 de outubro e outro no dia 8 do mesmo mês — pouco mudou para a disputa do primeiro turno, o que se reflete nas mais recentes pesquisas de intenção de voto.
Segundo o Observatorio de Encuestas do portal La Política Online, que compila pesquisas de intenção de voto, os levantamentos mais recentes são do último dia 12, dez dias antes do pleito.
Javier Milei, o candidato de extrema-direita pelo La Liberdad Avanza, segue como preferido dos argentinos, com 33,4% das intenções de voto na média calculada pelo Observatório.
Porém, o segundo lugar, que estava sendo disputado cabeça a cabeça, está com Sergio Massa, atual ministro da Economia e herdeiro político do presidente Alberto Fernández pelo partido Unión por la Patria, com 29,2%.
Patricia Bullrich, do Juntos por El Cambio, se consolida no terceiro lugar com 24,7% antes do primeiro turno. Ela é a sucessora política de Maurício Macri, ex-presidente do país.
Leia Também
Em outras palavras, tudo indica que haverá uma nova disputa em segundo turno entre Massa e Milei — você pode ler um pouco mais sobre cada um dos candidatos aqui. A precisão do compilado de pesquisas é de 95%, de acordo com o portal.
Na média calculada pelo Observatorio, em uma disputa de segundo turno, Milei sairia vencedor com 41% dos votos, enquanto Massa teria apenas 35,8%. Chama a atenção a porcentagem de indecisos: 23,2%.
O cenário lembra a disputa brasileira de 2022, entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Assim como na eleição local, o voto dos indecisos pode ser determinante, tanto no primeiro quanto no segundo turno.
Vale lembrar que existem grandes chances de as pesquisas não captarem o “voto silencioso” — ou seja, aqueles que já escolheram um candidato mas não respondem às pesquisas — e Milei levar logo no primeiro turno existe, mas é baixa.
Isso porque a eleição só será decidida em primeiro turno se um dos candidatos obtiver mais de 40% dos votos válidos e estabelecer uma vantagem de pelo menos dez pontos porcentuais sobre o segundo colocado. Qualquer outro cenário leva os dois primeiros colocados para o segundo turno.
As novas pesquisas também mostraram que Milei venceria Bullrich em um eventual segundo turno. A candidata do Juntos por el Cambio era apontada como uma alternativa à direita ao extremismo, mas perdeu espaço após os últimos debates.
As semelhanças com o Brasil não param na alta porcentagem de indecisos. A rejeição de ambos os principais candidatos é significativamente alta.
Nas contas do Observatório, Milei é rejeitado por 45,6% dos eleitores, enquanto 50,9% não votariam em Massa e 48,6%, em Bullrich.
Contudo, Massa é o que tem a pior imagem entre os principais candidatos, com 47,6% dos eleitores relacionando-o aos problemas do país. Ser ministro da Economia de uma Argentina em crise, afinal, virou uma vidraça para ele.
Já 36,1% veem Milei com maus olhos. Cerca de 39% do eleitorado creem que o ultraliberal passa um aspecto bom ou muito bom — contra os 32% do ministro da Economia.
Os candidatos dobraram suas apostas antes do primeiro turno das eleições.
Milei continua com seu discurso anti-sistema e pró-dolarização da economia. Diversas declarações ao longo da última semana sobre extinguir o peso argentino ajudaram o dólar a renovar as máximas históricas no país.
Pesam contra o candidato as polêmicas em relação à sua visão sobre pautas sociais — mas o discurso ultraliberal soa como música para os ouvidos do mercado financeiro local.
O discurso antipolítica e de se vender como um outsider, em meio a um país com um profundo descontentamento com “a casta”, como ele chama, também favorecem o ultraliberal.
Já Massa abriu as portas dos cofres públicos com diversos programas assistencialistas e cortes de impostos para tentar garantir uma vaga no segundo turno.
A fórmula parece ter dado certo — mas ao custo de acelerar a deterioração das contas públicas.
Ainda que vença, o herdeiro de Fernández também terá dificuldades em organizar o orçamento — e com o FMI batendo à porta para cobrar a dívida com o fundo.
De olho na economia da Argentina, o país segue com uma inflação galopante, que registrou uma nova alta e agora está na faixa de 138,3% na leitura anual. A recente disparada do dólar deve pesar na próxima leitura do índice de preços.
Além disso, as sucessivas negociações com o FMI para sanar a dívida argentina continuam — enquanto o Banco Central sofre com a escassez de dólares e a seca na lavoura, provocada pelo El Niño deste ano, limita as exportações do país, impedindo o acúmulo da moeda.
A moeda argentina perdeu força desde o início de 2023, com o dólar em disparada de mais de 98%. E isso nas cotações oficiais — na paralela a desvalorização é ainda maior.
Este é o cenário antes do primeiro turno das eleições. Caso se confirme a perspectiva de segundo turno, ele só deve acontecer em 19 de novembro.
Enquanto prepara novas tarifas, o republicano também precisa lidar com outro efeito colateral da decisão da Suprema Corte: a renovação da Câmara e do Senado norte-americano
Na esteira da anulação das tarifas do Dia da Libertação pela justiça norte-americana, o republicano disse que pode refazer acordos comerciais e impor novas taxas nos próximos dias
A maior economia do mundo cresceu abaixo das projeções no quarto trimestre de 2025, enquanto o índice de preços para gastos pessoais, a medida preferida do Fed para a inflação, ficou acima do esperado em dezembro
Citi faz projeções para as principais moedas globais e indica qual deve ser a cotação do dólar em relação ao real no horizonte de 12 meses
Ex-príncipe Andrew foi preso hoje por “má conduta” em caso envolvendo suas relações com Jeffrey Epstein; se condenado, ele corre o risco de cumprir pena de prisão perpétua.
Enquanto o S&P 500 caiu 1% desde o início do ano, o índice que acompanha o restante da economia global (ACWX) rendeu 8% no período
Na América Latina, o país mais propenso a receber o selo de bom pagador é o Paraguai; México é o pior da lista
O investidor local tem visto uma enxurrada de dinheiro gringo entrar na bolsa brasileira, mas a ata desta quarta-feira (18) mostra como essa dinâmica pode mudar — ainda que momentaneamente
O bilionário tirou Milei da carteira e colocou titãs da bolsa brasileira como Petrobras e Vale; confira a estratégia vencedora do dono do fundo Duquesne
As ações da big tech despencaram 18% na pior sequência de perdas desde 2026, enquanto mercado questiona plano de US$ 200 bilhões em investimentos
Ao contrário do que pensam seus colegas economistas, De Pablo descarta a tese de que o BC argentino esteja sofrendo para sustentar o valor do peso
Além da tese de investimentos, o banco norte-americano ainda deixa um alerta sobre o efeito da inteligência artificial (IA) sobre as carteiras
A tradicional resiliência do dólar em tempos de crise está sob escrutínio, segundo o Deutsche Bank, à medida que a alta exposição das ações dos EUA à inteligência artificial cria uma nova vulnerabilidade cambial
Segundo o The Wall Street Journal, as autoridades chinesas estão tentando conter a especulação excessiva em ações de empresas ligadas à inteligência artificial
Em busca de juros baixos, Sanae Takaichi teve um encontro com o chefe do BoJ nesta segunda-feira (16), mesmo dia em que os dados oficiais mostraram um PIB fraco
BB Seguridade avança, apesar de corte no preço-alvo pelo Goldman Sachs; Bradesco e Vale recuam, e EWZ cai mais de 1%
Enquanto Elon Musk isola-se no topo, fundadores da Anthropic escalam o ranking da Forbes; confira as fortunas
A última grande aquisição do país ocorreu em 1917, quando os EUA compraram as Ilhas Virgens, que pertenciam justamente à Dinamarca, atual “dona” da Groenlândia
Enquanto Trump tece críticas à performance do cantor porto-riquenho no Super Bowl, apoio dos latinos mostra sinais de retração
Com alta de 17% no ano, o índice brasileiro aproveita a reprecificação global de energia e materiais básicos; veja por que o investidor estrangeiro continua comprando Brasil