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Aquisição será paga em três parcelas e promete aumentar presença da Vamos (VAMO3) em São Paulo
A Vamos (VAMO3) tem um objetivo claro e ambicioso de dobrar de tamanho no país, especialmente com a popularização da locação de caminhões no Brasil. Como parte desse plano, a empresa acaba de anunciar a compra da Tietê Veículos por R$ 331,4 milhões.
Com a compra, a Vamos vai ser dona de 63 concessionárias de caminhões em pelo menos 12 estados brasileiros e deve adicionar R$ 542 milhões de faturamento à sua receita bruta de locação de veículos e equipamentos.
A meta da Vamos é ter 100 mil ativos sob gestão até 2025.
Segundo o documento arquivado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Tietê possui três lojas nas cidades de São Paulo, Campinas e Guarulhos (SP), o que deve aumentar a presença da Vamos no estado.
A Vamos também aponta que a operação será paga em três parcelas, sendo uma delas paga já no fechamento do negócio no valor de R$ 174,7 milhões. As outras duas parcelas serão quitadas em até dois anos.
Vale lembrar que a conclusão da compra depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
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Em relatório, o Santander aponta que o pagamento integral da aquisição afetará a alavancagem da Vamos em 2023 em aproximadamente 0,1 vez a dívida líquida sobre o Ebitda (Lucro antes de juros, taxas, depreciação e amortização), que iria para 3,2 vezes.
"Se o mercado reavaliar totalmente o negócio adquirido para o valor atual conforme os múltiplos de negociação da Vamos, estimamos uma criação de valor de R$ 130 milhões (~1% de valor de mercado atual)", escrevem os analistas.
Eles informam, ainda, que não enxergam uma reclassificação completa como justa, dada a maior volatilidade dos lucros do negócio de concessionárias.
A equipe do Santander acrescenta que a compra da Tietê fortalece a posição da Vamos no mercado, além de aumentar o potencial de vendas cruzadas em segmentos como customização e de beneficiar o Grupo Simpar — holding controladora da companhia.
Essa sede de crescimento da Vamos (VAMO3) tem relação com uma trajetória que acabou virando exceção na bolsa brasileira nos últimos tempos. Entre as 75 empresas que fizeram IPO na B3 entre 2019 e 2021 — de lá para cá, não houve novas aberturas de capital —, a empresa é a que tem o melhor desempenho.
Assim, ela é um dos poucos destaques positivos em uma safra particularmente problemática de novatas no mercado brasileiro.
Neste ano, as ações VAMO3 recuam 3,48%, enquanto a baixa nos últimos 12 meses é de 1,58%. Mas, desde o IPO, o papel saltou 62,4% se considerado o fechamento de quarta-feira (5).

De acordo com dados compilados pela plataforma TradeMap, das nove recomendações para o ativo, todas são de compra.
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Do valor total, US$ 50 milhões serão pagos na data de assinatura do contrato, US$ 350 milhões no fechamento da operação e outras duas parcelas, no valor de US$25 milhões cada, em 12 e 24 meses após a conclusão do negócio
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