O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A Vale (VALE3) ainda depende de mais previsibilidade sobre o preço do minério e solução para a divisão de metais básicos para decolar outra vez
O balanço da Vale (VALE3) divulgado na noite de quinta-feira (16) até veio um pouco melhor do que os números estimados pelos analistas, mas isso não quer dizer que o mercado vai correr em busca dos papéis da mineradora ou embarcar de vez em sua tese.
Isso porque, mais do que olhar esse retrato da reta final de 2022, os investidores querem mesmo é obter mais respostas sobre o futuro da empresa. E aí, sim, apostar em sua valorização. De maneira geral, esse foi o recado dos principais analistas após análise do balanço trimestral.
Parte desse reflexo já pode ser observado no pregão de hoje: por volta das 15h00, VALE3 recuava 0,37%, cotada a R$ 88,86. Longe de ser um tombo, mas mostrando que ninguém se animou demais com os dados revelados na véspera.

Em relatório, o JP Morgan — que rebaixou a recomendação da Vale há poucos dias — aponta que não espera revisões para os números da companhia após o balanço. Destacam, ainda, que os investidores permanecem receosos com as perspectivas para o preço do minério de ferro nos próximos meses, o que pode afastá-los do ativo.
"Ainda que a maioria acredite que os preços provavelmente cairão no médio prazo, as discussões são sobre se poderemos ver outro rali no curto prazo, antes que os preços comecem a se normalizar. Acreditamos que o sentimento e as perspectivas serão os principais impulsionadores das estimativas de lucros para 2023”, dizem os analistas.
Na semana passada, a equipe já havia comentado em relatório que a mudança de recomendação foi feita de olho no que pode ser classificado como um excesso de otimismo com o setor de mineração e siderurgia após a reabertura da China.
Leia Também
Para o JP Morgan, a Vale ainda vai se beneficiar deste evento, não há dúvidas, mas a leitura é de que o rali recente visto nos papéis já foi longe demais e não justifica compra neste momento.
O UBS BB também traz uma visão mais cautelosa e que demonstra o que o mercado gosta de chamar de "operar em compasso de espera".
Para os analistas do banco, o rali recente visto na precificação do minério de ferro é baseado em especulações sobre a reabertura da China e menos em fundamentos. Hoje, a equipe do banco tem projeções mais modestas para o preço da commodity — US$ 95 por tonelada até o fim de 2023, enquanto a própria Vale projeta um preço de US$ 109/tonelada para o fim deste ano.
Já a equipe da Genial Investimentos fala da reabertura da China como um “grande driver” para a empresa, de olho na maior demanda do principal cliente da Vale, mas reforça que ela deve ser mais fraca do que o mercado está imaginando.
Para eles, há especulação tanto nas projeções para o preço do minério quanto na alta recente das ações VALE3, impulsionadas por esse contexto.
Com isso, os analistas também rebaixaram a recomendação das ações de compra para manutenção há poucas semanas, com preço-alvo de R$ 105 — potencial de alta de 17,7% se considerado o fechamento anterior.
Por fim, a XP Investimentos avalia que a tese de longo prazo da Vale é atraente, o que justifica a recomendação de compra, mas que no curto prazo ainda há receios "com a discrepância da alta do preço do minério de ferro em relação a outras commodities (principalmente petróleo)."
No mesmo relatório, a XP aponta que, além do monitoramento dos preços do minério, outro ponto essencial para observar em relação à Vale nos próximos meses é a monetização das operações de metais básicos.
Esse assunto já está no radar do mercado há meses — por enquanto, ninguém sabe o que a empresa pretende fazer com essa divisão, já que faz tempo que são discutidas uma possível abertura de capital ou também uma venda parcial dela.
Agentes do mercado apontam, inclusive, que somente uma solução definitiva para esta área da empresa seria capaz de destravar valor de fato para a mineradora, com a consequente valorização de suas ações na bolsa.
Durante teleconferência com analistas realizada na manhã desta sexta-feira (17), o CEO da Vale, Eduardo Bartolomeo, afirmou que a companhia teve "progresso na venda minoritária nos metais básicos" — mas parece que o preço dado não está agradando.
Ele acrescentou, ainda, que pretende ter mais novidades sobre o tema ainda no primeiro semestre deste ano.
Durante o bate-papo, o vice-presidente executivo de finanças e relações com investidores da Vale, Gustavo Pimenta, foi perguntado sobre o destino dos recursos levantados com essa operação, mas se limitou a dizer que buscará crescimento em novas plataformas relevantes para o negócio.
O executivo ainda disse que a geração de caixa da divisão de metais básicos está "subdimensionada", ao mesmo tempo em que a demanda por esses produtos e a indústria como um todo também não estariam precificadas adequadamente.
As últimas notícias sobre o tema relatam que a GM pode pagar até US$ 2 bilhões por parte da divisão de metais básicos da Vale. A montadora já estaria na segunda fase de um processo de licitação; seu interesse, claro, é na obtenção de uma fonte de cobre e níquel que sirva para sua produção de veículos elétricos.
Hoje, a Vale já fornece esses materiais para a Tesla; a japonesa Mitsui & Co e um fundo de investimentos da Arábia Saudita, entre outros, também estão interessados nessa divisão.
A necessidade de separar os negócios de minério de ferro e de metais básicos surgiu a partir das projeções de que a demanda por cobre e níquel aumentarão consideravelmente nos próximos anos.
Os papéis da mineradora subiram cerca de 80% nos últimos 12 meses, impulsionadas principalmente por fluxos estrangeiros para mercados emergentes, pela valorização de metais e pelo crescente interesse dos investidores em ativos ligados ao cobre
Depois de anos correndo atrás de players digitais, os grandes bancos reconstruíram sua infraestrutura tecnológica, apostaram em inteligência artificial e agora brigam pelo verdadeiro troféu da guerra digital: a principalidade
O banco aumentou o preço alvo para as ações da OdontoPrev, que será rebatizada de Bradsaúde, de R$ 13 para R$ 18, um potencial de alta de 35%
Fintech concorrente do Nubank amplia oferta de crédito, lança plano Ultra e aposta em luxo acessível para conquistar o dia a dia dos brasileiros
Para que essas negociações ocorram de maneira segura, a Raízen quer assegurar um ambiente ordenado e buscar uma solução consensual, que poderá ser implementada por meio de Recuperação Extrajudicial, caso necessário
A estatal divulga os números dos últimos três meses do ano após o fechamento dos mercados desta quinta-feira (5); especialistas revisam as expectativas diante de um cenário menos favorável para o petróleo em 2025
Entre analistas, a leitura dos resultados é positiva, mesmo com a queda no lucro. Além da marca própria Olympikus, a companhia representa no Brasil a japonesa Mizuno e a americana Under Armour
Alumínio, que é uma das matérias-primas da Ambev, também pode ficar mais caro em decorrência do conflito no Oriente Médio; empresa já vinha lidando com ambiente adverso
Com 10% da receita vindo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, RD Saúde mostra que o peso das canetas emagrecedoras já impacta o balanço
Após promessa de reorganização e corte de custos, a Vale Base Metals trabalha para deixar a operação pronta para uma eventual oferta pública antes do prazo inicialmente previsto para 2027
Perícia aponta fluxo financeiro pulverizado entre subsidiárias; juiz fala em confusão patrimonial e não descarta novas inclusões no processo.
Segundo a agência de notícias, a Shell ainda pretende prosseguir com a injeção de capital e apoiar a Raízen nas discussões contínuas com bancos e credores
Segundo o GPA, a reestruturação das dívidas não tem relação com as operações do dia a dia de sua rede de supermercados, ou ainda suas relações com fornecedores, clientes ou parceiros.
Proposta busca elevar o valor individual das ações para acima de R$ 1 e encerrar negociações em lotes de 1 milhão de papéis após a reestruturação financeira da companhia
Captação ficou abaixo do potencial estimado pelo Pine; controlador absorveu fatia relevante da oferta
Com apoio do iFood e da Embraer, a startup Speedbird Aero se prepara para expandir as operações e chegar na maior metrópole do país
Após reestruturação e mudança de fase, empresa lidera ranking de recomendações de 10 corretoras; veja quem aposta no papel e por quê
Com a nova resolução, o BC atende a um pleito do setor e permite que os bancos utilizem esse capital para financiar o FGC sem sacrificar o próprio caixa operacional
Holding, assets e principais fundos do grupo retornaram com bloqueio zerado; recursos identificados somam R$ 360 mil e foram classificados como insuficientes
Agência corta notas de papéis emitidos por securitizadora que tem a rede de oncologia como devedora; entenda o rebaixamento