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Segundo o Financial Times, o bilionário pretende incluir na plataforma as funções de fintech, como transações diretamente entre os usuários, conta poupança e cartão de débito
São muitas as vantagens de ser considerado um dos homens mais ricos do mundo. No caso de Elon Musk, a fortuna permitiu que não só o bilionário comprasse o Twitter, sua rede social favorita, mas também colocasse em prática seu ambicioso projeto de longa data.
Há anos, o executivo fala em desenvolver um “app de tudo”, uma espécie de super aplicativo que reuniria todas as funções necessárias para a vida cotidiana, como mensagens, pagamentos e comércio — e, agora que o Twitter é todo seu, o bilionário já começou a tornar o sonho realidade.
Segundo fontes informaram ao Financial Times, Musk pretende incluir as funções de fintech — como transações diretamente entre os usuários, conta poupança e cartão de débito — na plataforma de mídia social.
A empresa teria iniciado a solicitar licenças regulatórias nos Estados Unidos para introduzir os pagamentos no site, enquanto já desenvolve os softwares necessários para suportar as novas funcionalidades.
Grande parte do plano de “aplicativo de tudo” de Elon Musk consiste em incluir um sistema de pagamento no Twitter.
Conforme informações do Financial Times, além das funções de fintech como cartões de débito e conta poupança, o bilionário pretende explorar maneiras de recompensas para criadores de conteúdo.
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“Precisamos ser capazes de monetizar o conteúdo de criadores”, disse o bilionário.
Os planos ainda incluem o comércio de itens diretamente pela plataforma do passarinho azul e pagamentos entre usuários.
Apesar de ser um grande entusiasta de criptomoedas, o executivo afirmou que o sistema inicialmente seria fiduciário, podendo incluir a funcionalidade de ativos digitais posteriormente.
Há algum tempo, o Twitter iniciou a busca por permissões regulatórias para avançar no projeto de um serviço de pagamento na plataforma.
Em novembro, a empresa de Elon Musk se registrou no Tesouro dos EUA como processadora de pagamentos — e, de acordo com informações do jornal Financial Times, a companhia agora solicitou as licenças estaduais necessárias.
O plano seria concluir o licenciamento nos Estados Unidos em até um ano, e seguir para a obtenção de aprovações regulatórias internacionalmente.
A diretora de produtos do Twitter, Esther Crawford, já reuniu uma pequena equipe para analisar o que é preciso para integrar o sistema de pagamentos na plataforma, segundo fontes contaram ao Financial Times.
A equipe já estaria criando um cofre para armazenar e proteger os dados dos usuários que seriam coletados pelo sistema.
Crawford recentemente foi nomeada diretora executiva do Twitter Payments, a subsidiária da empresa do passarinho azul focada no serviço de pagamentos.
Além da ideia de um “super aplicativo” estar rondando seus pensamentos há anos, o projeto agora também é parte crítica do plano de Elon Musk em conseguir novas fontes de receita para o Twitter.
Isso porque o negócio de publicidade da rede social, que gerava em torno de US$ 5 bilhões por ano, entrou em declínio desde a aquisição da empresa por Musk, em outubro de 2022.
Com a fuga de anunciantes devido à polêmica gestão do bilionário, o executivo corre contra o tempo para encontrar novos fluxos de receita para retomar os negócios no Twitter.
Quando anunciou a aquisição da empresa de mídia social pela primeira vez, em maio do ano passado, Elon Musk chegou a projetar que o Twitter geraria aproximadamente US$ 1,3 bilhão em receitas de pagamento até 2028.
Apesar de Elon Musk falar há anos sobre desenvolver seu próprio "super aplicativo", a ideia não é revolucionária, porém. Ainda que não exista no Ocidente, os asiáticos já possuem plataformas do tipo.
Um exemplo é o aplicativo chinês WeChat, desenvolvido pela Tencent. Com mais de 1 bilhão de usuários mensais, o serviço multiplataforma permite que os usuários troquem mensagens, façam pagamentos e até realizem pedidos de comida delivery.
As oportunidades geradas por uma multiplataforma não passam despercebidas por Elon Musk, que afirmou que “na China, as pessoas basicamente vivem no WeChat”.
O projeto de Musk de um “aplicativo de tudo” foi batizado de “X.com” — nome de uma das suas primeiras empresas, o banco on-line embrião do que logo se transformou no gigante de pagamentos PayPal.
Em 2017, Musk chegou a comprar o domínio do site X.com, que antes pertencia a um ex-funcionário do PayPal. Entretanto, até hoje, a página continua sem qualquer novidade: o único objeto no site segue sendo uma pequena letra “x” no canto superior esquerdo.
Segundo o empresário, a compra do Twitter aceleraria o desenvolvimento do super app, com início do projeto entre três e cinco anos.
Três meses após a aquisição bilionária da rede social do passarinho azul, o bilionário redirecionou os projetos de uma plataforma inovadora para o próprio Twitter.
*Com informações de Reuters e Financial Times
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