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A Totvs (TOTS3) pretende recomprar até 18 milhões de ações na B3 para maximizar a geração de valor para o acionista e promover a alocação eficiente de capital
A Totvs (TOTS3) roubou os holofotes do mercado financeiro nesta quarta-feira (8) após o resultado financeiro robusto do terceiro trimestre de 2023 e a divulgação de um programa de recompra de ações.
Os papéis da empresa de tecnologia brasileira lideram as altas da bolsa brasileira hoje. Por volta das 13h05, as ações TOTS3 subiam 5,54%, negociadas a R$ 30,28. No ano, a Totvs acumula valorização de 13,7% na B3.
Mas vamos por partes, a começar pelo balanço. A companhia registrou um lucro líquido de R$ 214,8 milhões, crescimento de 28,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
A receita líquida atingiu o patamar de R$ 1,202 bilhão entre julho e setembro, crescimento de 18,9% em comparação com igual intervalo de 2022.
Vale lembrar que, a partir deste trimestre e de forma comparativa pro-forma, os números consolidados passaram a contabilizar os resultados da Techfin, joint venture entre Totvs (TOTS3) e Itaú (ITUB4), a 50%.
Neste trimestre, as receitas combinadas de SaaS (Software como Serviço, em português) Gestão, de Business Performance e da Techfin lideraram o crescimento, com um recorde de 71% de aumento na receita líquida consolidada dos últimos 12 meses.
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"O terceiro trimestre foi muito bom. Praticamente todos os indicadores nas três dimensões apresentaram evoluções no período, sem perder o equilíbrio de crescimento com rentabilidade”, disse Dennis Herszkowicz, presidente da Totvs, em nota à imprensa.
Além do resultado do terceiro trimestre, a Totvs (TOTS3) anunciou que vai recomprar até 18 milhões de ações na B3.
O montante equivale a aproximadamente 3% do total de ações da companhia atualmente em circulação, de 515.613.517 papéis.
A intenção da companhia é maximizar a geração de valor para o acionista e promover a alocação eficiente de capital, de acordo com documento enviado à CVM.
Segundo a empresa, o objetivo da operação é adquirir os papéis para manutenção em tesouraria, cancelamento ou venda futura.
O programa teve início nesta quarta-feira e poderá ser estendido por até 12 meses, até 8 de novembro de 2024.
Pouco antes da divulgação do balanço do terceiro trimestre, o Itaú BBA já previa bons resultados na Totvs (TOTS3), que poderiam ser — e, de fato, foram — impulsionados pela Techfin, a joint venture da companhia com o Itaú Unibanco (ITUB4).
“A Techfin pode fazer a diferença entre um bom e um excelente trimestre. A enorme superação em relação às nossas estimativas consolidadas foi impulsionada pela força incomum desta divisão”, escreveram os analistas do Itaú BBA.
Para os analistas, a expectativa é positiva para as ações da Totvs. O Itaú BBA recomenda a compra dos papéis, com preço-alvo de R$ 36 por papel até o fim de 2024. O valor implica em um potencial de alta de 18% em relação ao último fechamento, de R$ 30,50.
“Acreditamos que o momentum poderá finalmente melhorar para a Totvs após algumas revisões para cima que estão por vir, que são importantes para o funcionamento da ação.
O BTG Pactual é ainda mais otimista para o futuro da companhia. O banco estabeleceu um preço-alvo de R$ 38 por ação TOTS3 para os próximos 12 meses, equivalente a uma valorização potencial de 24,6%
O principal argumento para a tese de investimento é o valuation da empresa. Nas contas do BTG, a Totvs pode ser negociada a um múltiplo de 20 vezes a relação preço sobre lucro (P/E) de 2024.
Os analistas acreditam que os preços atuais das ações fornecem “a medida certa de defensividade”, ao mesmo tempo em que o papel deve “acompanhar muito bem uma recuperação”.
“Essa seria uma avaliação atraente para uma ação que proporciona sólido crescimento e defesa”, escreveu o banco, em relatório.
O Santander é um pouco mais conservador em relação às projeções para as ações da Totvs, mas também tem recomendação “outperform” (equivalente a compra). Os analistas estimaram um preço-alvo de R$ 35 por papel, implicando em um ganho potencial de 14,7%.
Para o Santander, os resultados da Totvs no terceiro trimestre foram “fortes em todos os sentidos, uma vez que todas as três dimensões de negócios mostraram tendências sólidas”.
“Os resultados foram particularmente positivos na Techfin, ajudados pela forte produção de crédito e pelo funding mais eficiente após a joint venture com o Itaú”, afirmou o Santander.
A expectativa do banco é que os resultados possam desencadear potenciais revisões para cima nos lucros da companhia, especialmente pelo desempenho da Techfin.
Na visão do Santander, os principais riscos para a empresa são novas operações de fusões e aquisições, uma piora das condições macroeconômicas e a crescente competição por capital humano.
O banco espanhol ainda cita um potencial impacto das alterações na regulamentação tributária.
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O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
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