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Os analistas veem potencial de valorização de quase 50% para as ações da Vibra, mas têm outra favorita no setor; confira
O céu parece estar se abrindo para as empresas de distribuição de combustíveis. As ações da Vibra (VBBR3) — rede que opera com a bandeira BR, da Petrobras — e da Ultrapar (UGPA3) devem disparar mais de 45% na bolsa brasileira no próximo ano, pelas projeções do Santander.
Os analistas acreditam que o setor de distribuição de combustíveis passará por um forte impulso de lucros no segundo semestre de 2023.
O banco destaca ventos favoráveis significativos, como um ambiente competitivo mais saudável. Para os analistas, a menor importação de diesel russo colocará todas as empresas em pé de igualdade.
“Acreditamos que um melhor ambiente competitivo levará à recuperação gradual da participação de mercado da Vibra e da Ipiranga, da Ultrapar.”
No caso da Vibra, os analistas acreditam que as ações VBBR3 estão baratas: nas contas do Santander, a empresa está sendo negociada um valuation de 7,4 vezes o preço/lucro (P/E).
O múltiplo equivale a um desconto de aproximadamente 38% em relação à média histórica de três anos.
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Os analistas elevaram a recomendação das ações de “neutro” para “compra” e fixaram um preço-alvo de R$ 28 para os papéis VBBR3 para o fim do próximo ano, implicando em um potencial de alta de 49,2% em relação ao último fechamento.
Aliás, as ações já vêm em um bom momento e acumulam valorização de 24% em 2023, contra um desempenho de 4% do Ibovespa no acumulado do ano.
Lembrando que a Vibra — que foi privatizada em 2019 — foi alvo de especulações de que poderia ser alvo de uma possível recompra pela Petrobras.
Além da valorização das ações, os especialistas destacam o potencial futuro de dividendos da companhia.
“Esperamos que a Vibra entre em uma fase de desalavancagem que poderá gerar dividendos melhores do que o esperado em 2024 e 2025”, escreveu o Santander, em relatório .
O banco projeta uma taxa de retorno sobre o fluxo de caixa (FCF yield) de 13% e um retorno com dividendos de 8% em 2024.
Por sua vez, os analistas mantiveram a recomendação de “compra” para a ação da Ultrapar (UGPA3) — atualmente a favorita do Santander no setor de distribuição de combustíveis.
O banco estipulou um preço-alvo de R$ 27 por papel para o fim de 2024, equivalente a uma valorização potencial de 47,6%. Vale ressaltar que os papéis UGPA3 subiram 49% no acumulado deste ano.
As projeções mais positivas para UGPA3 são apoiadas pelos fortes resultados na rede de postos Ipiranga, além de um balanço patrimonial robusto e uma estratégia de participação mais clara que a da Vibra.
Na avaliação dos analistas, a atual estratégia da empresa está mais ativa na alocação de capital e focada na gestão dos negócios “com os executivos mais adequados”.
“Há uma estratégia de holding mais clara e dinâmica aliada a um impulso positivo de lucros”, escreveu o Santander, em relatório.
Na análise do banco, a Ultrapar deve capturar o forte impulso de lucros de curto prazo para distribuição de combustíveis através da rede de postos Ipiranga e para distribuição de GLP (gás liquefeito de petróleo) através da Ultragaz.
Em relação ao balanço patrimonial, o Santander projeta um retorno com dividendos de aproximadamente 5% para o fim de 2024.
Já para o valuation, os analistas veem a Ultrapar sendo negociada a cerca de 11,8 vezes o preço/lucro do próximo ano, um desconto de 20% e 25% em relação às suas médias históricas de três e cinco anos, respectivamente.
O banco iniciou a cobertura da C&A e da Riachuelo, com recomendação de compra para ambas. Veja abaixo o potencial de alta nas ações das varejistas de moda
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