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No podcast Touros e Ursos desta semana, os “dividendos negativos” do escândalo na companhia para seus principais sócios e os próximos passos da RJ
Pouco mais de uma semana depois da divulgação de inconsistências contábeis bilionárias no seu balanço, a Americanas (AMER3) entrou com pedido de recuperação judicial, já aceito pela Justiça.
Será o quarto maior processo de RJ da história do país, com um valor estimado em R$ 43 bilhões em dívidas.
Além do impacto para acionistas - muitos dos quais, pessoas físicas - e credores, a recuperação judicial das Americanas deve ter grandes consequências sociais e econômicas, considerando os seus milhares de colaboradores e fornecedores, sem falar nos consumidores.
Em meio a esse verdadeiro terremoto no varejo e no mercado de capitais brasileiro, chama a atenção que, até agora, os principais sócios da companhia - que eram os controladores até meados de 2021 - ainda não tenham se manifestado.
Inicialmente, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira sinalizaram a possibilidade de fazer um aporte de R$ 6 bilhões na varejista, o que já foi considerado insuficiente por boa parte do mercado. E, depois disso, nada mais veio a público da parte do trio.
Primeira incursão dos empresários na “economia real”, a Americanas agora corre o risco de falir, prejudicando colaboradores, credores, fornecedores e acionistas minoritários.
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Lemann, Telles e Sicupira não ficarão pobres por conta do escândalo, embora já tenham perdido mais de US$ 1 bilhão com a derrocada das ações AMER3. Mas dado o motivo da quebra da empresa - uma possível fraude contábil - e o histórico dos investimentos do grupo, a biografia dos admirados bilionários deve sair bastante arranhada.
O sonho grande transformado em pesadelo para o homem mais rico do Brasil e seus inseparáveis parceiros é o tema do podcast Touros e Ursos desta semana. Eu, Victor Aguiar e Vinícius Pinheiro falamos ainda sobre o que esperar para a RJ das Americanas, além de escolher nossos touros e ursos da semana. Para ouvir a íntegra, basta apertar o play!
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Os nomes ainda não foram divulgados pela companhia, mas já há especulação no mercado. O mais provável é que os cargos de CEO e CFO sejam ocupados por profissionais ligados à gestora IG4