O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Rumores sobre uma mudança na remuneração aos acionistas da Petrobras (PETR4) derrubaram as ações da estatal no último pregão
A Petrobras (PETR4) sempre tem um dos balanços mais aguardados da temporada, mas desta vez a ansiedade dos investidores vai além dos números do quarto trimestre de 2022. Isso porque outros dois temas que envolvem a estatal estão na pauta do momento: dividendos e a política de preços dos combustíveis.
Responsável por garantir dividendos recordes aos acionistas na temporada de resultados anterior, a Petrobras dificilmente vai escapar de funcionar conforme os valores da nova gestão federal, que defende uma distribuição menor de proventos a favor de mais gastos em pesquisa e desenvolvimento, além destacar as funções sociais de uma empresa pública.
Na semana passada, durante evento promovido pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), o novo presidente da estatal, Jean Paul Prates, afirmou que os lucros da estatal são "exorbitantes".
Apenas um exemplo de uma lista de declarações que demonstram o descontentamento do atual governo com as políticas adotadas pela Petrobras nos últimos anos.
"O mais importante nessa temporada de resultados vai ser tentar desvendar qual a pegada dessa nova gestão. Há alguns meses eles já falam sobre investir mais capital para investimentos e mudar a remuneração aos acionistas, mas não sabemos como será isso em valores", diz Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos.
Veja a seguir as projeções para o resultado da Petrobras no quarto trimestre, de acordo com dados do consenso da Bloomberg:
Leia Também
Uma sinalização do que deve ser a futura política de dividendos da Petrobras pode sair já no balanço que sai nesta quarta-feira (1), após o fechamento dos mercados. Rumores sobre uma mudança na remuneração aos acionistas inclusive derrubaram as ações da estatal ontem na B3.
Nas contas do Itaú BBA, pela atual fórmula a estatal poderia distribuir até R$ 2,50 por ação em dividendos aos acionistas — algo como US$ 6 bilhões —, de acordo com as projeções para o resultado do quarto trimestre.
“Mas como a atual política de dividendos da empresa não consta no estatuto e a empresa já pagou mais do que o valor previsto na fórmula ao longo do ano, a empresa também pode optar por não pagar quaisquer dividendos sobre resultados deste trimestre”, escreveram os analistas do banco, em relatório.
Para a equipe do BTG Pactual, a Petrobras deve anunciar dividendos referentes ao resultado do quarto trimestre. “Mas nosso sentimento é que a aprovação dos novos nomes recentemente nomeados para a equipe de gestão podem aumentar os riscos de nenhum pagamento.”
Ruy Hungria, analista da Empiricus Research e colunista do Seu Dinheiro, ressalta que hoje a Petrobras negocia a múltiplos bem menores do que outras petroleiras do mercado, resultado da desconfiança que ronda a empresa.
Nos cálculos do analista, a Petrobras negocia a duas vezes o múltiplo preço/lucro, enquanto a Shell tem um valuation de cinco vezes preço/lucro. A Total Energy hoje negocia a oito vezes P/L, mesmo nível da Exxon.
Na avaliação de Hungria, o grande gatilho para as ações PETR4 daqui em diante mora, além da questão da política de dividendos, nos futuros investimentos e alocação de capital da empresa. Mas que isso não representa, necessariamente, "um futuro horroroso".
Em janeiro deste ano, a equipe da Empiricus calculou e explicou por que a Petrobras ainda é capaz de pagar quase o dobro dos 25% mínimos em dividendos, com premissas de resultados para os próximos dois anos.
Resumidamente, caso não haja grandes interferências na companhia e os preços do petróleo se comportem conforme as previsões do mercado, a Petrobras ainda poderá gerar um fluxo de caixa livre restante de R$ 75 bilhões para ser distribuído aos acionistas ou reinvestido na própria empresa, calcula a equipe da Empiricus.
Para Pedro Acioli, analista da gestora Mantaro Capital, a questão já não é se a gestão da Petrobras vai piorar nas mãos do governo Lula, mas quanto. Ele diz que as demais áreas podem até ser afetadas por eventuais mudanças no futuro, mas as consequências mais rápidas e preocupantes vêm da parte dos proventos da empresa.
"Esse é o aspecto que deve mudar mais rápido até porque é uma mudança simples de ser feita, com potencial de destruir valor para o investidor. Hoje, olhamos muito para a intensidade com que as coisas na Petrobras pioram. A questão não é se vai piorar ou não, mas a intensidade", diz.
O mercado também estará atento à política de preços dos combustíveis adotada pela Petrobras. Nesta semana, o governo bateu o martelo e decidiu pôr fim à isenção de impostos federais sobre os combustíveis.
Com isso, a tendência é que o preço da gasolina na bomba aumente. Por isso, o receio dos investidores é que parte dessa conta acabe ficando com a estatal.
Com a mudança, o preço vai passar de R$ 3,31 para R$ 3,18 por litro a partir de hoje. Isso significa uma redução de R$ 0,13 por litro, ou um corte de 3,93% no valor até então praticado pela estatal.
No comunicado, a Petrobras reafirma que tem como principal balizador a busca pelo equilíbrio dos preços praticados nos mercados nacional e internacional, por meio de uma convergência gradual.
Além dos dividendos e da política de preços, os investidores estarão de olho na direção que a Petrobras vai tomar com o novo governo.
Entre os planos para o futuro da estatal estão os investimentos em fontes de energia mais limpas, caminho já adotado por grandes petroleiras mundo afora no contexto da transição energética.
O grande problema para o mercado não está na aposta em si, uma vez que há bastante consciência sobre a necessidade desse tipo de ação.
O que desagrada mesmo é não haver clareza sobre valores, projetos e a maneira como isso será feito, já que investimentos assim podem levar anos para trazer retornos e exigem aportes consideráveis.
"A preocupação do mercado está no retorno desses projetos, que são de ciclo longo e custo de capital elevado. Em vez de colocar dinheiro em atividades que a companhia domina e tem vantagem competitiva, a ideia de abrir novas frentes pode representar um risco, com custo de oportunidade alto", avalia diz Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos.
Regulador cita fragilidade financeira e descumprimento de normas; confira os detalhes
Mais enxuta e com mudanças no conselho e composição acionária, a empresa está pronta para sua nova fase; no entanto, investidores ainda esperam aumento nas receitas para dizer que o risco de investir na companhia, de fato, caiu
Para os analistas, a incorporadora mantém disciplina em meio ao aperto do setor imobiliário e ainda pode dobrar de valor
As duas companhias detalharam nesta quarta-feira (29) os proventos que serão distribuídos aos acionistas; confira prazos e condições para receber
O Mercado Livre foi incluído na lista pelo avanço de sua operação financeira, concentrada no Mercado Pago, enquanto o Nubank foi destacado por combinar expansão em larga escala com rentabilidade e avanço em mercados regulados
Resultado do 1T26 frustra expectativas, enquanto banco reforça estratégia mais conservadora; o que fazer com as ações agora?
Lucro da mineradora cresce no 1T26, mas pressão de custos e Ebitda considerado fraco pelo mercado limitam reação positiva das ações; saiba o que fazer com relação aos papéis agora
Os papéis da companhia entraram em leilão na manhã desta quarta-feira (29) por oscilação máxima permitida, e voltaram a ser negociadas com alta de quase 5% na esteira do balanço do primeiro trimestre
Cerca de 77% dos usuários do Mercado Livre também compram na Shopee. A sobreposição entre a plataforma argentina e a norte-americana Amazon também é grande, de 49%.
Alta nos impostos pressiona lucro agora, mas pode destravar capital e impulsionar resultados, afirma Mario Leão; confira a visão do CEO do banco
A queda já era, de maneira geral, esperada. Segundo o JP Morgan, havia mais espaço para frustração do que para surpresas positivas, de acordo com relatório do meio de abril, mas movimento é cíclico
A estatal também assinou um novo acordo de acionistas com a Shine I, fundo de investimentos gerido pela IG4, que está adquirindo a participação de controle da Novonor na Braskem
Em meio a um início de ano mais fraco, lucro vem abaixo do esperado e rentabilidade perde fôlego no início de 2026; veja os destaques do balanço
Para quem carrega os papéis da companhia na carteira, o valor se traduz em cerca de R$ 0,108 por ação ordinária
Projeções da Bloomberg indicavam expectativas de alta em resultado anual, mas queda referente ao 4T25
Na prática, o investidor que terminou o pregão desta terça-feira (28) com um papel da Sabesp na carteira acordará com cinco ações
Fundo quer conservar e reflorestar 270 mil hectares na América Latina com investidores de peso; gestora também estima aumento na geração de empregos
Analistas veem ganhos claros para a Brava com operação, citando reforço no caixa e alívio na dívida — mas o outro fator incomoda os investidores
Os resultados mostram que o cenário de consumo ainda está frágil, com juros altos e endividamento das famílias
Mercado espera resultado mais fraco, com foco nos sinais de evolução da inadimplência e da qualidade de ativos. Veja o que dizem os analistas