Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Ana Carolina Neira

Ana Carolina Neira

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero com especialização em Macroeconomia e Finanças (FGV) e pós-graduação em Mercado Financeiro e de Capitais (PUC-Minas). Com passagens pelo portal R7, revista IstoÉ e os jornais DCI, Agora SP (Grupo Folha), Estadão e Valor Econômico, também trabalhou na comunicação estratégica de gestoras do mercado financeiro.

TEMPORADA DE BALANÇOS

Petrobras (PETR4) divulga resultados do 4T22 nesta quarta-feira sob pressão com dividendos e polêmica sobre combustíveis; saiba o que esperar

Rumores sobre uma mudança na remuneração aos acionistas da Petrobras (PETR4) derrubaram as ações da estatal no último pregão

Ana Carolina Neira
Ana Carolina Neira
1 de março de 2023
6:45 - atualizado às 7:06
Lula e Petrobras (PETR4)
Imagem: Montagem Beatriz Azevedo

A Petrobras (PETR4) sempre tem um dos balanços mais aguardados da temporada, mas desta vez a ansiedade dos investidores vai além dos números do quarto trimestre de 2022. Isso porque outros dois temas que envolvem a estatal estão na pauta do momento: dividendos e a política de preços dos combustíveis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Responsável por garantir dividendos recordes aos acionistas na temporada de resultados anterior, a Petrobras dificilmente vai escapar de funcionar conforme os valores da nova gestão federal, que defende uma distribuição menor de proventos a favor de mais gastos em pesquisa e desenvolvimento, além destacar as funções sociais de uma empresa pública.

Na semana passada, durante evento promovido pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), o novo presidente da estatal, Jean Paul Prates, afirmou que os lucros da estatal são "exorbitantes".

  • [TREINAMENTO GRATUITO] O Seu Dinheiro preparou 3 aulas exclusivas para ensinar tudo que você precisa saber para poder receber renda extra mensal com ações. Acesse aqui.

Apenas um exemplo de uma lista de declarações que demonstram o descontentamento do atual governo com as políticas adotadas pela Petrobras nos últimos anos.

"O mais importante nessa temporada de resultados vai ser tentar desvendar qual a pegada dessa nova gestão. Há alguns meses eles já falam sobre investir mais capital para investimentos e mudar a remuneração aos acionistas, mas não sabemos como será isso em valores", diz Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Veja a seguir as projeções para o resultado da Petrobras no quarto trimestre, de acordo com dados do consenso da Bloomberg:

Leia Também

  • Receita líquida: R$ 165,5 bilhões (alta de 42,4% ante o 4T21)
  • Ebitda: R$ 79,1 bilhões (aumento de 51% ante o 4T21)
  • Lucro líquido: R$ 41,8 bilhões (avanço de 24,4% ante o 4T21)

Dividendo zero no 4T22? É possível

Uma sinalização do que deve ser a futura política de dividendos da Petrobras pode sair já no balanço que sai nesta quarta-feira (1), após o fechamento dos mercados. Rumores sobre uma mudança na remuneração aos acionistas inclusive derrubaram as ações da estatal ontem na B3.

Nas contas do Itaú BBA, pela atual fórmula a estatal poderia distribuir até R$ 2,50 por ação em dividendos aos acionistas — algo como US$ 6 bilhões —, de acordo com as projeções para o resultado do quarto trimestre.

“Mas como a atual política de dividendos da empresa não consta no estatuto e a empresa já pagou mais do que o valor previsto na fórmula ao longo do ano, a empresa também pode optar por não pagar quaisquer dividendos sobre resultados deste trimestre”, escreveram os analistas do banco, em relatório.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para a equipe do BTG Pactual, a Petrobras deve anunciar dividendos referentes ao resultado do quarto trimestre. “Mas nosso sentimento é que a aprovação dos novos nomes recentemente nomeados para a equipe de gestão podem aumentar os riscos de nenhum pagamento.”

Petrobras (PETR4): desconfiança se reflete no preço das ações

Ruy Hungria, analista da Empiricus Research e colunista do Seu Dinheiro, ressalta que hoje a Petrobras negocia a múltiplos bem menores do que outras petroleiras do mercado, resultado da desconfiança que ronda a empresa.

Nos  cálculos do analista, a Petrobras negocia a duas vezes o múltiplo preço/lucro, enquanto a Shell tem um valuation de cinco vezes preço/lucro. A Total Energy hoje negocia a oito vezes P/L, mesmo nível da Exxon.

Na avaliação de Hungria, o grande gatilho para as ações PETR4 daqui em diante mora, além da questão da política de dividendos, nos futuros investimentos e alocação de capital da empresa. Mas que isso não representa, necessariamente, "um futuro horroroso".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em janeiro deste ano, a equipe da Empiricus calculou e explicou por que a Petrobras ainda é capaz de pagar quase o dobro dos 25% mínimos em dividendos, com premissas de resultados para os próximos dois anos.

Resumidamente, caso não haja grandes interferências na companhia e os preços do petróleo se comportem conforme as previsões do mercado, a Petrobras ainda poderá gerar um fluxo de caixa livre restante de R$ 75 bilhões para ser distribuído aos acionistas ou reinvestido na própria empresa, calcula a equipe da Empiricus.

Para Pedro Acioli, analista da gestora Mantaro Capital, a questão já não é se a gestão da Petrobras vai piorar nas mãos do governo Lula, mas quanto.  Ele diz que as demais áreas podem até ser afetadas por eventuais mudanças no futuro, mas as consequências mais rápidas e preocupantes vêm da parte dos proventos da empresa.

"Esse é o aspecto que deve mudar mais rápido até porque é uma mudança simples de ser feita, com potencial de destruir valor para o investidor. Hoje, olhamos muito para a intensidade com que as coisas na Petrobras pioram. A questão não é se vai piorar ou não, mas a intensidade", diz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Preços dos combustíveis: a Petrobras (PETR4) vai pagar a conta?

O mercado também estará atento à política de preços dos combustíveis adotada pela Petrobras. Nesta semana, o governo bateu o martelo e decidiu pôr fim à isenção de impostos federais sobre os combustíveis.

Com isso, a tendência é que o preço da gasolina na bomba aumente. Por isso, o receio dos investidores é que parte dessa conta acabe ficando com a estatal.

Ontem, a companhia decidiu reduzir o preço da gasolina e do diesel nas distribuidoras para amenizar o impacto da taxação federal.

Com a mudança, o preço vai passar de R$ 3,31 para R$ 3,18 por litro a partir de hoje. Isso significa uma redução de R$ 0,13 por litro, ou um corte de 3,93% no valor até então praticado pela estatal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No comunicado, a Petrobras reafirma que tem como principal balizador a busca pelo equilíbrio dos preços praticados nos mercados nacional e internacional, por meio de uma convergência gradual.

Investimentos darão retorno?

Além dos dividendos e da política de preços, os investidores estarão de olho na direção que a Petrobras vai tomar com o novo governo.

Entre os planos para o futuro da estatal estão os investimentos em fontes de energia mais limpas, caminho já adotado por grandes petroleiras mundo afora no contexto da transição energética.

O grande problema para o mercado não está na aposta em si, uma vez que há bastante consciência sobre a necessidade desse tipo de ação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que desagrada mesmo é não haver clareza sobre valores, projetos e a maneira como isso será feito, já que investimentos assim podem levar anos para trazer retornos e exigem aportes consideráveis.

"A preocupação do mercado está no retorno desses projetos, que são de ciclo longo e custo de capital elevado. Em vez de colocar dinheiro em atividades que a companhia domina e tem vantagem competitiva, a ideia de abrir novas frentes pode representar um risco, com custo de oportunidade alto", avalia diz Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DESTAQUES DO MERCADO

PicPay supera expectativas no balanço do 4T25, mas não escapa de queda forte na Nasdaq. O que dizem os analistas?

19 de março de 2026 - 14:21

Apesar de lucro e receita acima do esperado na fintech, o mercado reage ao contexto geopolítico, com maior aversão ao risco no pregão

RECOMENDAÇÃO NEUTRA

Dívidas e inflação: o desafio está maior para frigoríficos, e BTG recomenda cuidado com ações da MBRF (MBRF3) e Minerva (BEEF3) após 4T25

19 de março de 2026 - 12:15

O BTG Pactual manteve recomendação neutra para MBRF (MBRF3) e Minerva Foods (BEEF3) após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25)

DE SAÍDA

Dívidas, perdas e pressão: Nelson Tanure deixa conselho da Light (LIGT3) em meio a polêmicas e investigações

19 de março de 2026 - 11:32

Recente execução de garantias ligadas a dívida de R$ 1,2 bilhão redesenhou posição do polêmico empresário na empresa de energia

DINHEIRO ESQUECIDO?

Quase R$ 800 milhões parados no FGC: milhares de investidores ainda não foram buscar dinheiro do Banco Master

19 de março de 2026 - 10:32

Dois meses depois do início dos ressarcimentos, o FGC já devolveu R$ 38,9 bilhões, mas parte dos investidores ainda não apareceu

DIRETO PARA O BOLSO

Tim (TIMS3) pagará R$ 390 milhões em JCP aos investidores; veja quem recebe o benefício

19 de março de 2026 - 10:03

O pagamento ocorrerá até o dia 30 de abril de 2026. Receberão o JCP os acionistas com posição acionária na companhia em 23 de março de 2026

DÍVIDAS

CSN (CSNA3) confirma fase final de negociação de empréstimo, com a venda da CSN Cimentos como garantia

19 de março de 2026 - 9:22

A CSN companhia confirmou a negociação e que a venda da sua divisão de cimentos foi incluída como garantia para obter condições mais vantajosas

BALANÇO

PicPay apresenta o primeiro resultado desde o IPO, com lucro 136% maior no 4T25

18 de março de 2026 - 19:51

O retorno sobre o patrimônio (RoE) ajustado atingiu 24,4% nos últimos três meses do ano passado, um aumento de 5,4 pontos porcentuais ante o mesmo intervalo de 2024

DISPUTA NO LAST MILE

Na guerra do e-commerce, vence o mais rápido: FII fecha contrato com Mercado Livre (MELI34) para galpão logístico sob medida em São Paulo

18 de março de 2026 - 16:01

O Capitânia Logística (CPLG11) firmou contrato de 12 anos com empresa do Mercado Livre para desenvolver galpão sob medida em Jacareí, São Paulo

INVESTOR DAY

Rombo do FGC bate à porta de banco capixaba: Banestes terá que desembolsar R$ 120 milhões após crise no Master, diz CFO

18 de março de 2026 - 15:33

Mesmo sem exposição direta, banco estatal do Espírito Santo sente efeito do rombo bilionário no sistema; veja o que diz a administração

VEM MAIS UM RESFRIADO AÍ?

Hapvida (HAPV3) cai até 6% com prévia da ANS e expectativa pessimista para o balanço do 4T25; o que pesou nas ações?

18 de março de 2026 - 15:05

O que pesou sobre os papéis foi a expectativa pelo balanço da companhia referente ao quarto trimestre (4T25), que será apresentado ainda hoje (18), após o fechamento do mercado, e que deve vir com aumento na sinistralidade – de novo

ADEUS AO BRASIL?

Café com pipoca: 3corações compra marcas Yoki e Kitano por R$ 800 milhões, e General Mills deixa operações no Brasil

18 de março de 2026 - 9:39

3corações reforça presença na mesa do brasileiro, do café da manhã ao jantar. Essa é a segunda vez que a General Mills vende suas operações no Brasil

NOVOS CEOS NO PEDAÇO

Cury (CURY3): troca no comando depois de três décadas traz algum risco? BTG Pactual responde

17 de março de 2026 - 18:39

Transição para modelo de co-CEOs com executivos da casa não preocupa o banco, que vê continuidade na estratégia e reforço na execução da companhia

DESDOBRAMENTO DAS CRISES

Adeus, Raízen (RAIZ4) e Pão de Açúcar (PCAR3): dupla com recuperações extrajudiciais é cortada do Ibovespa

17 de março de 2026 - 17:45

Empresas foram excluídas de dezenas de outros índices da B3 em meio a ações pressionadas e rebaixamentos de crédito no mercado

REPORTAGEM ESPECIAL

Oncoclínicas (ONCO3) tenta mais um resgate — agora com a Porto — enquanto perde CFO que lideraria o turnaround

17 de março de 2026 - 17:16

Potencial parceria surge após uma sequência de iniciativas que não conseguiram consolidar a recuperação da companhia, enquanto mercado se questiona: agora vai?

AFOGADA EM DÍVIDAS

CSN (CSNA3): com mais dívidas até 2027 que dinheiro em caixa, situação segue em deterioração, diz BB Investimentos

17 de março de 2026 - 15:04

Uma redução mais relevante do endividamento dependerá de iniciativas de execução mais complexa, como a venda de ativos, mas que estão fora do controle da CSN, diz o banco

CRÉDITO TRAVADO

Consignados do C6 Bank em xeque: INSS barra novos empréstimos — e banco terá que devolver R$ 300 milhões a aposentados

17 de março de 2026 - 11:07

Decisão envolve supostas irregularidades em contratos com aposentados; banco nega problemas e promete contestar decisão na Justiça

O PIOR FICOU PARA TRÁS

Natura (NATU3) reverte prejuízo, lucra R$ 186 milhões no 4T25, demite 1.400 funcionários e relança Avon; agora vai?

17 de março de 2026 - 11:02

O cenário não ajudou, com desaceleração do segmento de beleza. A empresa também perdeu mercado com a falta de lançamentos no ano passado e viu o número de consultoras caírem; veja o que esperar para a Natura daqui para a frente

FICOU PARA FORA DO CAMPO

Brava Energia (BRAV3) tem compra de ativos cancelada após decisão da Petrobras (PETR4); entenda

17 de março de 2026 - 9:35

A Petrobras passará a deter 100% de participação nos ativos que estavam sendo negociados

SEM SAÍDA?

Fim da linha: Banco Central decreta liquidação do Banco Master Múltiplo

17 de março de 2026 - 8:23

Decisão ocorre após liquidação da Will Financeira, que sustentava tentativa de recuperação do grupo

REORGANIZAÇÃO

O novo modelo de administração da Cury (CURY) após 35 anos terá dois copresidentes

16 de março de 2026 - 19:55

A proposta, que ainda deve ser aprovada em assembleia, prevê a ida de Fabio Cury, atual presidente da companhia, para o comando do conselho de administração

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar