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Nesta quarta-feira (01), a estatal divulga seus resultados do quarto trimestre e a expectativa é de que dividendos bilionários sejam anunciados
O trono dos dividendos tem uma rainha no Brasil: a Petrobras (PETR4). A estatal distribuiu US$ 21,7 bilhões (R$ 113 bilhões) em proventos no ano passado, o que faz da petroleira a maior pagadora do país e a segunda maior do mundo — ela perde apenas para a mineradora BHP, com 97,7 bilhões de dólares australianos (R$ 343 bilhões). Os números são do Índice Global de Dividendos da Janus Henderson.
A Petrobras distribuiu US$ 12,6 bilhões (R$ 65,6 bilhões) a mais em dividendos em 2022 na comparação com 2021 — o maior aumento do mundo.
Junto com a Ambev (ABEV3), a estatal contribuiu para impulsionar a taxa de crescimento de pagamento de proventos para 30,1% alcançada pelo Brasil — o total brasileiro foi freado por um corte acentuado da Vale (VALE3).
A fartura no pagamento de dividendos da Petrobras, no entanto, pode estar com os dias contados.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT são críticos da política massiva de dividendos da estatal conduzida nas gestões de Jair Bolsonaro e Michel Temer.
Ontem, Lula se reuniu com ministros e com o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, para tratar das mudanças na distribuição de proventos da petroleira — que já data para acontecer: abril, quando os indicados do governo assumem o conselho da empresa.
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Nesta quarta-feira (01), a Petrobras divulga seus resultados do quarto trimestre e a expectativa é de que dividendos bilionários sejam anunciados.
Pesquisa do Bradesco BBI mostrou que 89% de 65 investidores ouvidos acreditam que os proventos serão declarados, com 53% esperando um valor entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões e 36% entre US$ 5 bilhões e US$ 6 bilhões.
Os dividendos globais cresceram fortemente em 2022, subindo 8,4% para um recorde de US$ 1,56 trilhão (R$ 8,1 trilhões).
Flutuações nas taxas de câmbio durante o ano, que viram o dólar subir em relação à maioria das moedas, bem como dividendos especiais mais baixos e outros fatores técnicos, significaram que o crescimento subjacente foi ainda mais forte: 13,9%.
O aumento dos preços da energia fez com que os produtores de petróleo e gás aumentassem os pagamentos em dois terços em uma mistura de distribuições regulares e dividendos especiais únicos.
Produtores em quase todos os países aumentaram o pagamento de proventos, mas aqueles em mercados emergentes — particularmente no Brasil — mostraram o maior crescimento, de acordo com a Janus Henderson.
Bancos e outras instituições financeiras, especialmente nos EUA, Reino Unido e Europa, contribuíram com mais um trimestre do crescimento do ano, com base na forte recuperação de dividendos da pandemia que o setor desfrutou.
De acordo com o Índice Global de Dividendos da Janus Henderson, o setor que mais pagou dividendos em 2022 foi o de petróleo e gás — junto com o financeiro, o segmento contribuiu com um quarto do aumento nos pagamentos globais.

Já entre as regiões, os mercados emergentes representaram metade do aumento, apoiados nos pagamentos de dividendos do setor de petróleo em 2022 — particularmente na América Latina, enquanto os EUA, a Europa e o Reino Unido tiveram o maior aumento nos dividendos em bancos.
De acordo com a Janus Henderson, o setor financeiro teve uma recuperação ainda mais forte em 2021, quando as restrições à pandemia começaram a diminuir e algumas empresas fizeram pagamentos de recuperação após os cortes de 2020, mas ainda havia espaço para outro aumento significativo em 2022.
Em outras regiões, os altos custos de frete impulsionaram as empresas de transporte, enquanto a crescente demanda e os preços mais altos de carros e bens de luxo significaram que esses setores foram o motor mais importante do crescimento de dividendos na Europa.
Os preços mais baixos das commodities, por outro lado, significaram que os pagamentos da mineração caíram de seu ponto máximo recorde de 2021. Apesar de alguns vencedores claros no setor, o crescimento foi amplo: globalmente, 88% das empresas obtiveram dividendos ou os mantiveram estáveis.
O crescimento global dos dividendos foi tão forte que 12 países registraram pagamentos recordes em dólares: EUA, Canadá, Brasil, China, Índia e Taiwan. Vários outros registraram recordes em suas moedas locais, incluindo França, Alemanha, Japão e Austrália.
Do ponto de vista geográfico, os mercados emergentes, a Ásia-Pacífico, exceto o Japão, e a Europa, viram os dividendos aumentarem em cerca de um quinto. O crescimento no pagamento de dividendos nos EUA foi inferior à metade do resto do mundo, principalmente porque o país tem menor exposição a algumas das grandes tendências setoriais de 2022.
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