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Segundo a decisão do governo tomada em reunião nesta terça-feira (28), a estatal não vai mais seguir a política de pagamentos adotada na gestão de Jair Bolsonaro

Os combustíveis pautaram a terça-feira (28): a desoneração chegou ao fim, a Petrobras reduziu os preços para as distribuidoras e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, detalhou o retorno da taxação federal.
Nisso tudo, teve um assunto que passou — quase — despercebido pelo grande público, mas não pelo mercado: a distribuição de dividendos da Petrobras.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu no Palácio do Planalto com os ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e da Fazenda, Fernando Haddad. Lá também estava o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.
O encontro serviu para o governo bater o martelo sobre a volta do PIS, da Cofins e da Cide sobre a gasolina e o etanol. Fora dos holofotes, no entanto, os dividendos da Petrobras também estavam na pauta.
Segundo a decisão do governo tomada na reunião, a Petrobras não vai mais seguir a política de distribuição de dividendos adotada na gestão de Jair Bolsonaro.
Isso significa que quase a totalidade dos lucros da estatal não vai ser mais distribuída para seus acionistas, entre eles o Tesouro Nacional.
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O mercado não gostou da notícia e puniu os papéis da Petrobras — que não resistiram à pressão de tanta novidade do dia e fecharam na mínima da sessão.
Silveira explicou que, por uma questão eleitoral, o governo Bolsonaro tirou tributos da gasolina que financiavam programas sociais e, para tapar o buraco nas contas públicas, aumentou o repasse de dividendos para o Tesouro.
Agora, o governo Lula quer voltar com a distribuição dentro das regras de mercado, deixando uma parcela importante para investimentos, principalmente na área de transição energética e também para a empresa cumprir sua função social.
*Com informações do G1
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