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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Oi (OIBR3) obtém financiamento de US$ 300 milhões com BTG Pactual para pré-pagar dívida com credores; entenda a operação

A empresa vai dar em garantia ao financiamento 95% das ações que possui na V.Tal, operadora de fibra óptica que se tornou praticamente o único ativo da Oi

Camille Lima
Camille Lima
26 de setembro de 2023
11:02 - atualizado às 11:03
Imagem do prédio da operadora Oi
Imagem do prédio da operadora Oi, no bairro de Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro - Imagem: Estadão Conteúdo/Paulo Vitor

A Oi (OIBR3), atualmente em recuperação judicial, decidiu pré-pagar uma dívida tomada para financiar as operações enquanto tenta se reerguer.

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Para isso, obteve um novo financiamento com o banco BTG Pactual, no valor de US$ 300 milhões (aproximadamente R$ 1,5 bilhão, nas cotações atuais).

Assim como a dívida anterior, o novo financiamento será na modalidade “debtor in possession” (DiP), destinado a empresas em recuperação judicial.

O financiamento do BTG será feito em uma única tranche, a um custo de 13% ao ano, sendo 6% PIK (em espécie) e 7% cash (em dinheiro). 

Considerando as fees (comissões, em potuguês) e taxas, a operação representa um custo total de 20% ao ano para a Oi no fim do vencimento.

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O prazo de vencimento das notas está marcado para 15 de dezembro de 2024.

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A garantia de pagamento da operação será a alienação fiduciária — isto é, a transferência da posse de um bem do devedor ao credor — de 95% das ações de emissão da V.Tal detidas pela Oi.

Lembrando que o BTG já é sócio da operadora na empresa de fibra óptica que foi praticamente o que restou da Oi após a venda de praticamente todos os ativos, incluindo a operação de telefonia móvel para as rivais Vivo, Tim e Claro.

Por que a Oi (OIBR3) fechou acordo com o BTG Pactual

O objetivo do acordo da Oi (OIBR3) é assegurar os recursos necessários para o pré-pagamento do DiP atual, que foi dividido em duas tranches, no valor total de US$ 275 milhões.

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A empresa pretende quitar os US$ 200 milhões devidos aos credores financeiros titulares das notes emitidas pela companhia na primeira tranche. Como a Oi não chegou a sacar a segunda tranche, não precisará desembolsar nenhum valor adicional.

As condições do novo financiamento são mais benéficas para a empresa, segundo a Oi. O custo do novo crédito do BTG é menor do que a linha anterior, cujo custo “all in” é de 23%.

Além disso, a empresa pretende usar o dinheiro remanescente — ou seja, os outros US$ 100 milhões da linha do BTG — para capital de giro e investimentos para manutenção das atividades do Grupo Oi.

No pregão de ontem, as ações da operadora (OIBR3) encerraram cotadas a R$ 0,66. A empresa perdeu mais de 80% do valor apenas nos últimos 12 meses e hoje vale pouco mais de R$ 460 milhões na B3.

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