O melhor investimento para a Cosan (CSAN3) é nela mesma. Por que a empresa prefere recompra de ações a outros investimentos e vê IPOs só a partir de 2024
Os diretores da companhia mostraram planos de crescimento durante o Cosan Day e se disseram satisfeitos com o portfólio atual de empresas; saiba mais
Muito já se falou sobre a possibilidade de a Cosan (CSAN3) abrir o capital na bolsa de valores (IPO) de mais empresas sob o seu guarda-chuva, como já fez com a Raízen (RAIZ4), por exemplo, ou mesmo de fazer novos investimentos, como a compra da participação na Vale (VALE3) .
No entanto, a holding deixou bem claro que no momento entende que o melhor investimento é nela mesma. Ou seja, o foco da Cosan agora é na recompra das próprias ações na B3.
Isso porque a companhia acredita que os papéis não estão sendo bem avaliados pelo mercado financeiro e estão, como se diz no jargão, “descontados”.
“Fizemos entregas muito relevantes, mas o mercado não nos dá o benefício da dúvida. Eu gostaria de aumentar substancialmente a recompra de ações, prefiro inclusive deixar de fazer qualquer outro investimento e fazer a recompra, mas, claro, damos um passo por vez”, disse Marcelo Martins, vice-presidente de estratégia, a analistas durante o Cosan Day.
Recentemente, a companhia já anunciou um programa de recompra de ações e, embora veja o momento como positivo para comprar mais, alega que é preciso ter cautela e seguir acompanhando a possível necessidade de recursos de cada empresa do grupo.
Cosan (CSAN3): o mercado está precificando mal os ativos da empresa?
Entre o que chamou de “entregas”, que acredita que justificariam uma ação mais valorizada, Martins citou a melhora financeira significativa já vista em empresas como a Rumo (RAIL3) e a Moove.
Leia Também
O executivo lembra que quando a Cosan comprou a Esso, em 2008, - o que deu origem a boa parte do portfólio que tem hoje - o segmento de lubrificantes veio junto praticamente “de graça”, mas hoje se transformou na Moove, que quadruplicou o seu valor desde então.
“Em 2008, a aquisição da Esso saiu por cerca de US$ 500 milhões e o negócio de lubrificantes tinha Ebitda negativo. Se fizermos o IPO da Moove, que acho que acontecerá em algum momento, ele valerá no mínimo quatro vezes a aquisição em dólares”, afirmou.
“Esse é um dos maiores cases de construção de valor dentro do nosso portfólio”, reiterou.
Ele destacou ainda que a Moove tem, por exemplo, uma parceria importante com a Exxon Mobil, o que dá acesso a 3% do mercado norte-americano de lubrificantes e abertura para ampliar essa fatia.
ONDE INVESTIR EM SETEMBRO - Novo programa do SD Select mostra as principais recomendações em ações, dividendos, FIIs e BDRs
IPOs da Compass e da Moove ainda saem?
Apesar de afirmar que o IPO da Moove acontecerá em algum momento, Martins deixou claro que, assim como um possível IPO da Compass, não acontecerá esse ano e não é uma necessidade no momento. Porém, não descarta aproveitar janelas do mercado no futuro.
“Vamos fazer o IPO da Moove em momento adequado, temos sócio que tem desejo de ter mais liquidez também [o fundo CVC Parners] Já na Compass acreditamos que não é o timing de fazer o IPO, não há necessidade de acessar o mercado de equity esse ano. No ano que vem é outra história”, reiterou.
De acordo com o executivo da Cosan, a companhia sempre olha as oportunidades e pode aproveitar janelas para IPOs, que têm sido escassas, mas as empresas estão com boa situação financeira e nível de endividamento baixo, ou seja, não precisam levantar dinheiro na bolsa agora.
No caso da Compass, que atua no setor de gás, já houve a tentativa de abrir o capital no passado, mas a Cosan desistiu por acreditar que o valor da ação não seria precificado em um nível adequado.
O CEO da Compass, Nelson Gomes, também destacou durante o evento que a empresa tem muito a crescer e aproveitar o crescimento da demanda de gás com os ativos que já possui.
Ex-CEO da Hurb volta a se enrolar na Justiça após ser detido no Ceará com documento falso; entenda a situação
João Ricardo Mendes, fundador do antigo Hotel Urbano, recebe novo pedido de prisão preventiva após descumprir medidas judiciais e ser detido em aeroporto
Elon Musk descarta pressão sobre a Tesla com a nova IA para carros da Nvidia — mas o mercado parece discordar
O bilionário avaliou que, mesmo com a ajuda da Nvidia, levaria “vários anos” para que as fabricantes de veículos tornassem os sistemas de direção autônoma mais seguros do que um motorista humano
Não é o ferro: preço de minério esquecido dispara e pode impulsionar a ação da Vale (VALE3)
O patinho feio da mineração pode virar cisne? O movimento do níquel que ninguém esperava e que pode aumentar o valor de mercado da Vale
MEI: 4 golpes comuns no início do ano e como proteger seu negócio
Segundo relatos reunidos pela ouvidoria do Sebrae, as fraudes mais frequentes envolvem cobranças falsas e contatos enganosos
Depois do tombo de 99% na B3, Sequoia (SEQL3) troca dívida por ações em novo aumento de capital
Empresa de logística aprovou um aumento de capital via conversão de debêntures, em mais um passo no plano de reestruturação após a derrocada pós-IPO
JP Morgan corta preço-alvo de Axia (AXIA3), Copel (CPLE6) e Auren (AURE3); confira o que esperar para o setor elétrico em 2026
Relatório aponta impacto imediato da geração fraca em 2025, mas projeta alta de 18% nos preços neste ano
O real efeito Ozempic: as ações que podem engordar ou emagrecer com a liberação da patente no Brasil
Com a abertura do mercado de semaglutida, analistas do Itaú BBA veem o GLP-1 como um divisor de águas para o varejo farmacêutico, com um mercado potencial de até R$ 50 bilhões até 2030 e que pressionar empresas de alimentos, bebidas e varejo alimentar
A fabricante Randon (RAPT4) disparou na bolsa depois de fechar um contrato com Arauco e Rumo (RAIL3); veja o que dizem os analistas sobre o acordo
Companhia fecha acordo de R$ 770 milhões para fornecimento de vagões e impulsiona desempenho de suas ações na B3
Dona da Ambev (ABEV3) desembolsa US$ 3 bi para reassumir controle de fábricas de latas nos EUA; veja o que está por trás da estratégia da AB InBev
Dona da Ambev recompra participação em sete fábricas de embalagens metálicas nos Estados Unidos, reforçando presença e mirando crescimento já no primeiro ano
Ações da C&A (CEAB3) derretem quase 18% em dois dias. O que está acontecendo com a varejista?
Empresa teria divulgado números preliminares para analistas, e o fechamento de 2025 ficou aquém do esperado
Shopee testa os limites de até onde pode ir na guerra do e-commerce. Mercado Livre (MELI34) e Amazon vão seguir os passos?
Após um ano de competição agressiva por participação de mercado, a Shopee inicia 2026 testando seu poder de precificação ao elevar taxas para vendedores individuais, em um movimento que sinaliza o início de uma fase mais cautelosa de monetização no e-commerce brasileiro, ainda distante de uma racionalização ampla do setor
Depois de Venezuela, esse outro país pode virar o novo “El Dorado” da Aura Minerals (AURA33)
A mineradora recebeu a licença final de construção e deu início às obras preliminares do Projeto Era Dorada. Como isso pode impulsionar a empresa daqui para frente?
A vez do PicPay: empresa dos irmãos Batista entra com pedido de IPO nos EUA; veja o que está em jogo
Fintech solicita IPO na Nasdaq e pode levantar até US$ 500 milhões, seguindo o movimento de empresas brasileiras como Nubank
GM, Honda e grandes montadoras relatam queda nas vendas nos EUA no fim do ano; saiba o que esperar para 2026
General Motors e concorrentes registram queda nas vendas no fim de 2025, sinalizando desaceleração do mercado automotivo nos EUA em 2026 diante da inflação e preços elevados
Passa vergonha com seu e-mail? Google vai permitir trocar o endereço do Gmail
Mudança, antes considerada impossível, começa a aparecer em páginas de suporte e promete livrar usuários de endereços de e-mail inadequados
Smart Fit (SMFT3) treina pesado e chega a 2 mil unidades; rede planeja expansão para 2026
Rede inaugura unidade de número 2 mil em São Paulo, expande presença internacional e prevê abertura de mais 340 academias neste ano
Como o Banco Master entra em 2026: da corrida por CDBs turbinados à liquidação, investigações e pressão sobre o BC
Instituição bancária que captou bilhões com títulos acima da média do mercado agora é alvo de investigações e deixa investidores à espera do ressarcimento pelo FGC
BTG Pactual (BPAC11) amplia presença nos EUA com conclusão da compra do M.Y. Safra Bank e licença bancária para atuar no país
Aquisição permite ao BTG Pactual captar depósitos e conceder crédito diretamente no mercado norte-americano, ampliando sua atuação além de serviços de investimento
Adeus PETZ3: União Pet, antigas Petz e Cobasi, estreia hoje novo ticker na B3
Os antigos acionistas da Petz passam a deter, em conjunto, 52,6% do capital social da União Pet; eles receberão novos papéis e pagamento em dinheiro
Tesla perde liderança para a BYD após queda nas vendas de veículos elétricos
As vendas da Tesla caíram 9% em 2025 e diminuíram 16% no quarto trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior