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Márcio França (PSB), ministro de Portos e Aeroportos, disse que Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4) “já toparam” participar de programa com passagens baratas
A Gol (GOLL4) nem esperou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) bater o martelo e já cumpre um projeto que parece estar nos planos do governo federal — passagens aéreas por R$ 200.
Mas calma, isso não quer dizer que a Gol assumiu o plano e já colocou ele em prática, é apenas uma promoção válida somente para destinos nacionais nesta quarta-feira (15) para comemorar o Dia do Consumidor.
Para quem deseja viajar pelo Brasil, o preço exato é de R$ 202,19 por trecho, mediante condições que podem ser conferidas no site da empresa.
Nesta semana, um anúncio do ministro Márcio França (PSB), responsável pela pasta de Portos e Aeroportos, animou os consumidores: segundo ele, o governo planeja criar o programa "Voa, Brasil", que garante passagens aéreas mais baratas.
A ideia é que estudantes, funcionários públicos e aposentados tenham acesso a bilhetes por R$ 200, algo que faz os olhos brilharem, afinal, o preço para viajar de avião disparou e hoje custa mais do que na época pré-pandemia. A situação macroeconômica também está longe de aliviar esse cenário.
O grande problema é que a fala de França causou mal estar dentro do próprio governo. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que não foi enviado nenhum projeto do gênero ou detalhamentos que expliquem como a medida será viabilizada.
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Na terça-feira (14), o presidente convocou todos os ministros para uma reunião, que acabou virando bronca generalizada.
França disse que o programa será voltado para quem ganha até R$ 6.800 e que a meta é ocupar lugares vagos nos aviões — o que pode permitir a compra do bilhete por R$ 200.
Mas parece que a bronca não adiantou muita coisa, já que mais cedo, o ministro afirmou que a Gol (GOLL4) e a Azul (AZUL4) "já toparam" a ideia, enquanto a Latam "vai topar".
A declaração foi feita durante o lançamento da Frente Parlamentar de Portos e Aeroportos, em Brasília.
Procurada, a Gol (GOLL4) afirmou estar "sempre à disposição para contribuir com o governo na viabilização de um projeto que amplie ainda mais o acesso da população ao transporte aéreo."
Acrescentou, ainda, que vai participar de um grupo de trabalho que também envolve a Secretaria de Aviação Civil e a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) para discutir o assunto nos próximos meses.
Já a Azul (AZUL4) afirmou ver com bons olhos a iniciativa e que já está em contato com o Ministério de Portos e Aeroportos para colaborar com o projeto.
Por enquanto, as declarações de Márcio França parecem não impactar as ações das companhias aéreas. Por volta das 16h56, já nos últimos minutos da sessão de hoje, AZUL4 subia 0,47%, cotada a R$ 12,79.
A GOLL4 tinha perdas de 1,79% no mesmo horário, a R$ 7,15.
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