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Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

CASO ATÍPICO

Mal da vaca louca: China retoma importações de carne bovina brasileira; ação da Minerva (BEEF3) figura entre as altas na B3

O Ministério da Agricultura brasileiro suspendeu as exportações em fevereiro depois da identificação de um caso de ‘mal da vaca louca’ no Pará

Camille Lima
Camille Lima
23 de março de 2023
10:28 - atualizado às 17:44
Imagem: Canva/ Montagem: Isabelle Santos -

A China retomou nesta quinta-feira (23) as importações de carne bovina brasileira após um mês de paralisação.

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A suspensão das exportações foi anunciada em fevereiro pelo Ministério da Agricultura, em um autoembargo.

Tudo devido à identificação de um caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecido popularmente como "mal da vaca louca", em um animal de uma fazenda na cidade paraense de Marabá.

A Administração Geral das Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês) afirmou nesta manhã que o sistema brasileiro de prevenção e controle da doença está em conformidade com os requisitos de quarentena e saúde do país asiático.

A partir de hoje, a China retoma as importações de carne bovina desossada com menos de 30 meses de idade, de acordo com o Gacc.

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As ações de frigoríficos abriram em alta e lideram as valorizações do Ibovespa nesta quinta-feira. Por volta das 10h25, os papéis da Minerva (BEEF3) subiam 4,60%, enquanto as ações da JBS (JBSS3) avançavam 3,83%. No fim da sessão, entanto, os papéis BEEF3 perderam fôlego e terminaram o dia em alta de 1,33%, a R$ 11,45, enquanto os JBSS3 caíram 1,53%, a R$ 18,23.

Leia Também

Minerva (BEEF3) e a exportação para a China

Assim que o caso de “mal da vaca louca” foi identificado, em fevereiro, o setor de frigoríficos brasileiro sofreu um baque na bolsa brasileira.

Líder na América do Sul na exportação de carne bovina, a Minerva (BEEF3) foi uma das empresas mais afetadas pela paralisação anunciada pelo Ministério da Agricultura. Os papéis BEEF3 chegaram a cair 8% em apenas um pregão.

Isso porque a companhia vendia carne bovina para a China a partir de unidades localizadas nos municípios de Barretos (SP), Palmeiras de Goiás (GO) e Rolim de Moura (RO).

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A Minerva confirmou nesta quinta-feira (23) o anúncio do órgão chinês GACC sobre a retomada irrestrita e imediata das exportações de carne bovina do Brasil para a China.

Segundo fato relevante enviado à CVM, foi autorizada a “retomada das operações de abate e produção de carne bovina, dedicada ao mercado chinês”.

“Nossa exposição para o mercado chinês alcança 7 unidades produtivas com capacidade de abate de aproximadamente 10 mil cabeças de gado por dia, sendo 3 plantas no Brasil, 3 plantas no Uruguai e 1 planta na Argentina.”

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O protocolo sobre o mal da vaca louca

Atualmente, a China é o maior parceiro comercial do Brasil e possui protocolos rígidos sobre a qualidade dos alimentos importados. 

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Desde 2015, o Brasil e a China estipularam um acordo bilateral que estabelecia as diretrizes em caso de identificação de  Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB).

O protocolo estabelecia a suspensão imediata e voluntária das exportações da carne bovina brasileira caso houvesse a confirmação da doença, mesmo que fosse uma situação atípica. 

Por isso, assim que o caso de “mal da vaca louca” foi identificado no Pará no mês passado, o Brasil suspendeu voluntariamente a venda de carne bovina para os mercados chineses. Assim que a doença foi descoberta, o animal brasileiro infectado, que era criado em pasto e sem ração, foi abatido.

"A Administração Geral das Alfândegas atribui grande importância a isso [suspensão voluntária], realizou várias rodadas de consultas técnicas com o lado brasileiro e organizou especialistas para realizar uma avaliação de risco no sistema brasileiro de prevenção e controle da doença da vaca louca", afirmou o gigante asiático.

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"Quando os produtos relevantes entrarem no país, a alfândega implementará inspeção e quarentena de acordo com as leis e regulamentos para garantir que atendam aos requisitos de segurança e saúde", destacou o Gacc, da China.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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