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O Ministério da Agricultura brasileiro suspendeu as exportações em fevereiro depois da identificação de um caso de ‘mal da vaca louca’ no Pará
A China retomou nesta quinta-feira (23) as importações de carne bovina brasileira após um mês de paralisação.
A suspensão das exportações foi anunciada em fevereiro pelo Ministério da Agricultura, em um autoembargo.
Tudo devido à identificação de um caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecido popularmente como "mal da vaca louca", em um animal de uma fazenda na cidade paraense de Marabá.
A Administração Geral das Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês) afirmou nesta manhã que o sistema brasileiro de prevenção e controle da doença está em conformidade com os requisitos de quarentena e saúde do país asiático.
A partir de hoje, a China retoma as importações de carne bovina desossada com menos de 30 meses de idade, de acordo com o Gacc.
As ações de frigoríficos abriram em alta e lideram as valorizações do Ibovespa nesta quinta-feira. Por volta das 10h25, os papéis da Minerva (BEEF3) subiam 4,60%, enquanto as ações da JBS (JBSS3) avançavam 3,83%. No fim da sessão, entanto, os papéis BEEF3 perderam fôlego e terminaram o dia em alta de 1,33%, a R$ 11,45, enquanto os JBSS3 caíram 1,53%, a R$ 18,23.
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Assim que o caso de “mal da vaca louca” foi identificado, em fevereiro, o setor de frigoríficos brasileiro sofreu um baque na bolsa brasileira.
Líder na América do Sul na exportação de carne bovina, a Minerva (BEEF3) foi uma das empresas mais afetadas pela paralisação anunciada pelo Ministério da Agricultura. Os papéis BEEF3 chegaram a cair 8% em apenas um pregão.
Isso porque a companhia vendia carne bovina para a China a partir de unidades localizadas nos municípios de Barretos (SP), Palmeiras de Goiás (GO) e Rolim de Moura (RO).
A Minerva confirmou nesta quinta-feira (23) o anúncio do órgão chinês GACC sobre a retomada irrestrita e imediata das exportações de carne bovina do Brasil para a China.
Segundo fato relevante enviado à CVM, foi autorizada a “retomada das operações de abate e produção de carne bovina, dedicada ao mercado chinês”.
“Nossa exposição para o mercado chinês alcança 7 unidades produtivas com capacidade de abate de aproximadamente 10 mil cabeças de gado por dia, sendo 3 plantas no Brasil, 3 plantas no Uruguai e 1 planta na Argentina.”
Atualmente, a China é o maior parceiro comercial do Brasil e possui protocolos rígidos sobre a qualidade dos alimentos importados.
Desde 2015, o Brasil e a China estipularam um acordo bilateral que estabelecia as diretrizes em caso de identificação de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB).
O protocolo estabelecia a suspensão imediata e voluntária das exportações da carne bovina brasileira caso houvesse a confirmação da doença, mesmo que fosse uma situação atípica.
Por isso, assim que o caso de “mal da vaca louca” foi identificado no Pará no mês passado, o Brasil suspendeu voluntariamente a venda de carne bovina para os mercados chineses. Assim que a doença foi descoberta, o animal brasileiro infectado, que era criado em pasto e sem ração, foi abatido.
"A Administração Geral das Alfândegas atribui grande importância a isso [suspensão voluntária], realizou várias rodadas de consultas técnicas com o lado brasileiro e organizou especialistas para realizar uma avaliação de risco no sistema brasileiro de prevenção e controle da doença da vaca louca", afirmou o gigante asiático.
"Quando os produtos relevantes entrarem no país, a alfândega implementará inspeção e quarentena de acordo com as leis e regulamentos para garantir que atendam aos requisitos de segurança e saúde", destacou o Gacc, da China.
*Com informações de Estadão Conteúdo
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