Magazine Luiza (MGLU3) tem prejuízo milionário afetada pela alta de juros e ações tombam mais de 15% na B3
O resultado da Magazine Luiza (MGLU3) foi muito pior do que o mercado esperava e CEO fala em economia ruim
O resultado trimestral da Magazine Luiza (MGLU3) foi um balde de água fria para quem imaginava que a varejista já entraria o ano com algum respiro e beneficiada pela crise da Americanas (AMER3). Nada disso: a companhia registrou um prejuízo líquido de R$ 391 milhões entre janeiro e março, um dado bem pior do que o mercado esperava.
Por volta das 13h28, MGLU3 recuava 15,30% no pregão da B3, cotada a R$ 3,71 e refletindo a frustração dos investidores com o que viram.
Em teleconferência com analistas na manhã desta terça-feira (16), o CEO da empresa, Frederico Trajano, citou as dificuldades econômicas ao comentar os números recentes. Segundo ele, a operação da Magazine Luiza melhorou, mas a economia em si ainda patina.
O balanço da varejista foi penalizado, principalmente, pela alta das taxas de juros — que impactam o consumo e a inadimplência — e pelo repasse do do Difal, que é a diferença nas alíquotas de ICMS em vendas interestaduais.
- Ainda tem dúvidas sobre como fazer a declaração do Imposto de Renda 2023? O Seu Dinheiro preparou um guia completo e exclusivo com o passo a passo para que você “se livre” logo dessa obrigação – e sem passar estresse. [BAIXE GRATUITAMENTE AQUI]
Especificamente sobre isso, a Magazine Luiza informou que pretende repassar tais valores com mais intensidade a partir do segundo semestre, em busca de maior equilíbrio e boa participação de mercado.
A avaliação do mercado sobre o balanço da Magazine Luiza (MGLU3)
Em relatório, a XP aponta que, além dos juros altos, a antecipação acelerada de recebíveis de cartão de crédito também foi responsável por fazer as despesas financeiras da empresa crescerem demais.
Leia Também
Tesla perde liderança para a BYD após queda nas vendas de veículos elétricos
Segundo os analistas, outro ponto negativo foi o aumento da inadimplência do LuizaCred, que piorou tanto em relação ao trimestre anterior quanto em relação ao ano anterior, com a inadimplência acima de 90 dias aumentando 4 p.p em relação a 2022 e 0,4 p.p em relação ao trimestre passado.
A XP manteve sua recomendação neutra para o ativo, com preço-alvo de R$ 5,00 — um potencial de alta de 14,1% se considerado o fechamento anterior.
Também em relatório, a equipe do BTG Pactual comenta que os números mais fracos se devem ao momento difícil pelo qual o comércio eletrônico passa, pressionado pelas questões macroeconômicas e demanda mais fraca.
VEJA TAMBÉM - Adeus, Serasa: “se eu deixar de pagar minhas dívidas por 5 anos, elas simplesmente somem e meu nome volta a ficar limpo?”
Descubra a resposta para este e outros problemas envolvendo dinheiro no novo episódio de A Dinheirista, que resolve suas aflições financeiras com bom humor:
A equipe também destaca que o Ebitda da Magazine Luiza sofreu um impacto não-recorrente de R$ 124 milhões no primeiro trimestre, com impactos de uma reestruturação de despesas e provisões legais.
Olhando para LuizaCred, o BTG aponta o prejuízo líquido de R$ 35 milhões e os aumentos com despesas de intermediação (26%), impulsionadas por maior provisão (15%) e aumento de custos de financiamento (84%).
"Ainda que MGLU deva se beneficiar da gradual migração do GVM de Americanas dada a sobreposição de categorias, considerando uma abordagem mais racional e o atual modelo de negócios multicanal, além dos possíveis cortes de juros no Brasil, continuamos a ver ventos operacionais contrários após o resultado mais fraco que o esperado", escrevem os analistas.
Para eles, o fluxo de caixa livre e a evolução da rentabilidade serão pontos essenciais para a performence de MGLU3 nos próximos meses.
Ainda assim, a recomendação do banco é de compra para MGLU3, com preço-alvo de R$ 7,00 para os próximos 12 meses — potencial de valorização de 59,8%.
De maneira semelhante, o Itaú BBA comenta que os investidores estarão de olho na lucratividade da varejista no curto prazo, além dos impactos do repasse da Difal, que ainda pode demorar um pouco.
A equipe aponta que essa novidade impactou negativamente a margem bruta do trimestre, enquanto a diluição de despesas e melhores margens no canal 3P não foram suficientes para compensar a contração da margem Ebitda em 10 p.b.
Por fim, a equipe do banco ainda alerta que, ainda que a Magalu tenha ganhado algum espaço no mercado, ela ainda possui um crescimento "consistentemente inferior" ao líder de mercado (Mercado Livre) apesar de um ambiente competitivo favorável.
O Itaú BBA tem recomendação neutra para os papéis e um valor justo de R$ 3,20 para o fim deste ano — potencial de queda de 26,9%.
EMAE desiste de compra de debêntures da Light (LIGT3) e rescinde acordo com BTG Pactual; entenda o motivo
O acordo havia sido firmado em setembro de 2025, mas ainda dependia da aprovação prévia da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
Prio (PRIO3) anuncia aumento de capital no valor de R$ 95 milhões após exercício de opções de compra de ações
Diluição dos acionistas deve ser pequena; confira os detalhes da emissão das novas ações PRIO3
Marisa (AMAR3) ganha disputa na CVM e mantém balanços válidos
Colegiado da CVM acolheu recurso da varejista, derrubou entendimento da área técnica e afastou a exigência de reapresentação de balanços de 2022 a 2024 e de informações trimestrais até 2025
Dasa (DASA3) quer começar o ano mais saudável e vende hospital por R$ 1,2 bilhão
A companhia anunciou a venda do Hospital São Domingos para a Mederi Participações Ltda, por cerca da metade do que pagou há alguns anos
Por R$ 7, Natura (NATU3) conclui a venda da Avon Internacional e encerra capítulo turbulento em sua história
A companhia informou que concluiu a venda da Avon Internacional para o fundo Regent LP. O valor pago pela operação da marca foi simbólico: uma libra, cerca de R$ 7
Cyrela (CYRE3) aprova aumento de capital de R$ 2,5 bilhões e criação de ações preferenciais para bonificar acionistas
Assembleia de acionistas aprovou bonificação em ações por meio da emissão de papéis PN resgatáveis e conversíveis em ações ordinárias, com data-base de 30 de dezembro
Ressarcimento pelos CDBs do Banco Master fica para 2026
Mais de um mês depois de liquidação extrajudicial do Banco Master, lista de credores ainda não está pronta.
Cosan (CSNA3): Bradesco BBI e BTG Pactual adquirem fatia da Compass por R$ 4 bilhões, o que melhora endividamento da holding
A operação substitui e renegocia condições financeiras da estrutura celebrada entre a companhia e o Bradesco BBI em 2022
Petz e Cobasi: como a fusão das gigantes abre uma janela de oportunidade para pet shops de bairro
A união das gigantes resultará em uma nova empresa com poder de negociação e escala de compra, mas nem tudo está perdido para os pequenos e médios negócios do setor, segundo especialistas
Casas Bahia aprova aumento de capital próprio de cerca de R$ 1 bilhão após reestruturar dívida
Desde 2023, a Casas Bahia vem passando por um processo de reestruturação que busca reduzir o peso da dívida — uma das principais pedras no sapato do varejo em um ambiente de juros elevados
Oi (OIBR3) não morreu, mas foi quase: a cronologia de um dos maiores desastres da bolsa em 2025
A reversão da falência evitou o adeus definitivo da Oi à bolsa, mas não poupou os investidores: em um ano marcado por decisões judiciais inéditas e crise de governança, as ações estão entre as maiores quedas de 2025
Cogna (COGN3), Cury (CURY3), Axia (AXIA3) e mais: o que levou as 10 ações mais valorizadas do Ibovespa em 2025 a ganhos de mais de 80%
Com alta de mais de 30% no Ibovespa no ano, há alguns papéis que cintilam ainda mais forte. Entre eles, estão empresas de educação, construção e energia
R$ 90 bilhões em dividendos, JCP e mais: quase 60 empresas fazem chover proventos às vésperas da taxação
Um levantamento do Seu Dinheiro mostrou que 56 empresas anunciaram algum tipo de provento para os investidores com a tributação batendo à porta. No total, foram R$ 91,82 bilhões anunciados desde o dia 1 deste mês até esta data
Braskem (BRKM5) é rebaixada mais uma vez: entenda a decisão da Fitch de cortar o rating da companhia para CC
Na avaliação da Fitch, a Braskem precisa manter o acesso a financiamento por meio de bancos ou mercados de capitais para evitar uma reestruturação
S&P retira ratings de crédito do BRB (BSLI3) em meio a incertezas sobre investigação do Banco Master
Movimento foi feito a pedido da própria instituição e se segue a outros rebaixamentos e retiradas de notas de crédito de agências de classificação de risco
Correios precisam de R$ 20 bilhões para fechar as contas, mas ainda faltam R$ 8 bilhões — e valor pode vir do Tesouro
Estatal assinou contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos, mas nova captação ainda não está em negociação, disse o presidente
Moura Dubeux (MDNE3) anuncia R$ 351 milhões em dividendos com pagamento em sete parcelas; veja como receber
Cerca de R$ 59 milhões serão pagos como dividendos intermediários e mais R$ 292 milhões serão distribuídos a título de dividendos intercalares
Tupy (TUPY3) convoca assembleia para discutir eleição de membros do Conselho em meio a críticas à indicação de ministro de Lula
Assembleia Geral Extraordinária debaterá mudanças no Estatuto Social da Tupy e eleição de membros dos conselhos de administração e fiscal
Fundadora da Rede Mulher Empreendedora, Ana Fontes já impactou mais de 15 milhões de pessoas — e agora quer conceder crédito
Rede Mulher Empreendedora (RME) completou 15 anos de atuação em 2025
Localiza (RENT3) e outras empresas anunciam aumento de capital e bonificação em ações, mas locadora lança mão de ações PN temporárias
Medidas antecipam retorno aos acionistas antes de entrada em vigor da tributação sobre dividendos; Localiza opta por caminho semelhante ao da Axia Energia, ex-Eletrobras
